Por Adelson Elias Vasconcellos
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Afinal de contas, para que lado Lula pretende dirigir os destinos do País ? E também, que País Lula encontrou em 2003, quando assumiu o poder? Apesar de toda a publicidade oficial pregar ao contrário, e dos discursos de Lula e seus miquinhos amestrados o repetirem à exaustão, a grande verdade é que Lula recebeu um país preparado para crescer, e para crescer em níveis bastante superiores aos atuais. Havia estabilidade econômica, havíamos superado os terremotos das crises internacionais, a inflação já havia sido enterrada ou controlada, as contas públicas estavam sob controle, o estado estava um pouco mais enxuto. Ah, vale lembrar que Lula encontrou o Brasil numa bonança econômica mundial como não se via há pelo menos 30 ou 40 anos. Claro que precisava ter implementado ou complementado inúmeras reformas necessárias e urgentes, bem como dar um trato qualificado na infra-estrutura do País. Ora, e por que não conseguiu sair do lugar ? Primeiro, porque abandonou-se e se pôs inteiramente de lado as reformas emergenciais. Segundo, porque a prioridade número um do governo não foi governar, foi privatizar em nome de um partido toda a estrutura de poder existente no Estado Brasileiro. Terceiro, porque a obsessão de se mostrar superior a FHC fez de Lula um boneco dançando o samba do crioulo doido. Quarto, a música entoada pela flauta mágica do petê era para atrair os incautos a reelegerem Lula em 2006, fosse a que preço fosse.
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Simples assim ? Sim, bem simples assim. Gastamos quatro anos de um momento excelente da economia mundial, e muito pouco proveito tiramos deste momento. As boas coisas que nos aconteceram, teriam acontecido independente de Lula ser ou não o presidente. Graças a expansão do comércio mundial, teríamos exportado o tanto que se exportou, e até bem mais, não fosse pelo câmbio irreal mantido por Lula. Todo o programa energético criado por Pedro Parente em 2001, já teria saído do lugar. Os programas sociais que Lula profana dizendo serem seus já existiam, e teriam se ampliado, porém de forma decente e austera, com as portas de saídas, com os quais foram criados por FHC. E havia todo um plano de remodelação da infra-estrutura do país que Lula simplesmente abandonou de forma irresponsável. O apagão aéreo de hoje é apenas uma conseqüência desta irresponsabilidade. Não esquecendo, claro, de que a agropecuária teria avançado ainda mais, com Lula não só regrediu como também mergulhou em crise profunda.
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Vamos para o segundo mandato, e Lula continua sem saber para que lado dirigir o seu governo. A não ser, claro, implantar algumas asneiras paridas no seio de seu partideco retrógado. Uma delas, é a famigerada ânsia de por a liberdade de expressão debaixo do braço para que se diga apenas aquilo que agrade o governo. Isto soa familiar para o leitor, principalmente se este leitor viveu o período dos 21 anos de ditadura militar ? Ou semelhante ao período em que Getúlio Vargas proclamou-se ditador e dono do país, de 1930 a 1945 ? Isto para ficarmos apenas nos exemplos caseiros.
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Há um método posto em prática pelo petê sob o comando de Lula que se assemelha a tais períodos nos quais a liberdade de expressão foi literalmente jogada no lixo. Assim, a idéia de se criar a Secretaria de Democratização da Informação, além de esdrúxula, carrega nos tons e nos matizes toda a veia autoritária e caudilhesca que fazem de Lula e do petê os queridinhos da america boliviariana sonhada por Fidel Castro e Hugo Chavez. E eles têm a coragem de chamar a isto de “democratização”! Santo Deus. Sob o pretexto de ‘democratizar as comunicações’, o PT deve discutir mudanças nos critérios para distribuição de publicidade oficial. Essa revisão vem sendo levantada, entre outros, pelo secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar, um dos integrantes da Executiva Nacional do partido. Ele defende critérios políticos para o emprego das verbas, não só de mercado. ‘A mídia brasileira é muito monopolista. É um grupo pequeno de empresas controlado por um grupo pequeno de famílias. Isso vai criando uma espécie de círculo vicioso. Como são grandes, recebem uma cota maior, e graças a essa cota maior continuam grandes’, disse. No PT, cresce o sentimento de que o governo federal, ao destinar suas verbas oficiais de propaganda, estaria fortalecendo meios que lhe são hostis. O governo deve gastar cerca de R$ 1 bilhão este ano com publicidade, incluindo os gastos das estatais. Na opinião de Pomar, ‘elogios públicos a Roberto Marinho não levaram a uma mudança da Globo em relação a nós.” E diz mais: "Você não pode dizer que o jornaleco de quinta categoria da cidade tal, propriedade de um grupo político local, é diferente da Folha. Ambos são propriedade familiar”.
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Isto representa dizer o seguinte: quem não se enquadrar na linha de pensamento do partido, será retaliado. Aqui, o interesse público deixa de existir, as leis mercados serão soterradas pela “veia da simpatia política” de se enquadrar as opiniões ao agrado político, ao compadrio. Criticar é correr o doloroso risco de não receber verba publicitária oficial. Assim, um canal de televisão que em sua programação, seja por que razões forem, cometa o sacrilégio de criticar o governo e seus governantes, mesmo que o mereçam, por mais audiência que este canal tenha nos indicadores de pesquisas, ficará de fora de uma campanha pública de vacinação, por exemplo. Ou seja, entenda-se o uso político por censura. E estamos conversados. Dê-se a esta ação o nome que se quiser, menos de “democratização”! E quanto a campanha de vacinação, dane-se!
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Não por outra razão, Artur Virgílio bem definiu este ranço autoritário do governo Lula, conforme se lê no Estadão, reportagem de João Domingos e Rosa Costa: “A iniciativa do governo de fazer estudos para 'democratizar a informação' - segundo os quais a Subsecretaria de Comunicação passará a se chamar Secretaria de Democratização da Informação (SDI) e ficará sob comando da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff - foi considerada pela oposição um atentado à democracia. Ao comentar a informação, revelada pelo Estado, parlamentares disseram que na democracia a informação dispensa tutela do governo, sob pena de esse procedimento vir a ser uma estratégia para controlar a imprensa. (...) 'O que está havendo é uma tentativa de tutelar a imprensa', disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). Para ele, na prática o Planalto quer repetir o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) da ditadura Vargas. O senador Jefferson Péres (PDT-AM) afirmou que a palavra democratizar freqüentemente tem sido usada por pessoas de mente 'totalitária, autoritária, para matar aquilo que a democracia tem de melhor, que é a liberdade de expressão'. E foi além: 'É preciso não esquecer que as ditaduras no Leste Europeu eram chamadas de democracias populares.' O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) lembrou alguns 'escorregões autoritários' de autoridades - como o ministro Tarso Genro e o presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli - que, acredita, não ajudam a alimentar a tese de que o governo está bem-intencionado. Todos reagiram a notícias publicadas pelos meios de comunicação com respostas agressivas e insinuações de que deveria haver algum tipo de controle sobre a mídia.”
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Ao longo de seu primeiro mandato e mesmo até durante a campanha eleitoral deste ano, inúmeras vezes advertimos para o viés autoritário de Lula e do petê, e de que tudo fariam para se perpetuarem no governo, com ações e manobras que atentassem primeiro à livre manifestação – direito assegurado na constituição -, e segundo que se criariam mecanismos, via reforma política, para que esta ambição se consumasse. Nem bem passadas 24 horas de Lula ter sido reeleito, e os ataques à imprensa livre e independente iniciaram-se, e tem-se intensificado dia após dia. Porém, não entendam ser esta apenas uma manobra isolada: há um conjunto delas, algumas já postas em prática, outras em gestação nos laboratórios do sub-mundo petista.
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Na reunião que manteve com 16 governadores em Brasília, pediu para que não houvesse oposição ao seu governo. Que ela fosse deixada de lado e postergada para 2010. Opa, opa, senhor Lula: devagar com este andor! Com que autoridade moral você pode propor e desejar ser atendido neste pedido ridículo de “não oposição”? Quem é Lula e petê para se arvorarem no supremo direito de não serem contrariados ? Quem, desde a redemocratização do país em 1985, mais oposição, certa e errada, tem feito contra tudo e contra todos ? Quem, por exemplo, negou-se a assinar a Constituição Democrática de 1988 ? Quem impediu que se aprovasse todas as reformas de base colocadas na pauta de votações do Congresso neste período todo ? Quem, tendo derrubado Collor do poder, depois negou-se a formar um governo de coalizão quando o vice Itamar Franco assumiu ? Quem trombeteou contra todos os projetos de criação do Plano Real ? Quem se negou, em tempo integral, a sentar-se em volta da mesa para negociar com os presidentes eleitos e empossados legitimamente, para traçar planos e programas em benefício do país, ou menos discutir uma agenda de trabalhos de interesse nacional ? Ora, vir pedir que a oposição deixe de fazer oposição, além de hilário, é ridículo e sem sentido. Carimbe-se isto como um SEM MERECIMENTO. O Petê e Lula não merecem este aval, este salvo-conduto, esta liberdade para agirem a seu bel prazer. Vive-se numa democracia, plena ou não, completa ou incompleta, não importa, mais ainda assim é uma democracia. E sendo deste jeito, há que existir oposição sim, para cobrar e fiscalizar a ação de quem está no poder. Lula não pode pretender para si aquilo que invariavelmente, nestes anos todos, ele próprio negou aos outros. Apresente Lula projetos de interesse nacional, em benefício de todos os brasileiros, e por certo a oposição até poderá concordar com tais projetos e aprová-los. Mas isto é o máximo que o Petê pode pedir, e nada mais. Lula precisa ouvir um pouco mais a alma brasileira, e menos a mente enlouquecida de Hugo Chavez, ou a demência cristalina do ditador cubano, seus gurus. O Brasil, já o dissemos, mas vale repetir, não é nem Venezuela nem tampouco Cuba.
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Ninguém obrigou Lula a ser presidente, nem da primeira nem desta vez. Ele candidatou-se porque quis, porque disse ter um projeto em favor do país, e agora mesmo reelegeu-se prometendo o paraíso, pedindo para deixar o “homem trabalhar” para construir o céu de brigadeiro para milhões de brasileiros. Depois de quatro anos no poder, vem e diz que ainda não tem um plano de crescimento para o Brasil (de intenções o inferno está cheio, talvez Lula já tenha reservado sua cadeira cativa por lá!). Empurra com a barriga para março de 2007 a formação de sua equipe de ministros e auxiliares diretos, e enquanto isso o país está parado, sem governança e sem rumo. E ele ainda pede para não fazerem oposição. Hahahaha ! Nem na China, senhor Lula da Silva, nem na China !
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Afinal de contas, para que lado Lula pretende dirigir os destinos do País ? E também, que País Lula encontrou em 2003, quando assumiu o poder? Apesar de toda a publicidade oficial pregar ao contrário, e dos discursos de Lula e seus miquinhos amestrados o repetirem à exaustão, a grande verdade é que Lula recebeu um país preparado para crescer, e para crescer em níveis bastante superiores aos atuais. Havia estabilidade econômica, havíamos superado os terremotos das crises internacionais, a inflação já havia sido enterrada ou controlada, as contas públicas estavam sob controle, o estado estava um pouco mais enxuto. Ah, vale lembrar que Lula encontrou o Brasil numa bonança econômica mundial como não se via há pelo menos 30 ou 40 anos. Claro que precisava ter implementado ou complementado inúmeras reformas necessárias e urgentes, bem como dar um trato qualificado na infra-estrutura do País. Ora, e por que não conseguiu sair do lugar ? Primeiro, porque abandonou-se e se pôs inteiramente de lado as reformas emergenciais. Segundo, porque a prioridade número um do governo não foi governar, foi privatizar em nome de um partido toda a estrutura de poder existente no Estado Brasileiro. Terceiro, porque a obsessão de se mostrar superior a FHC fez de Lula um boneco dançando o samba do crioulo doido. Quarto, a música entoada pela flauta mágica do petê era para atrair os incautos a reelegerem Lula em 2006, fosse a que preço fosse.
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Simples assim ? Sim, bem simples assim. Gastamos quatro anos de um momento excelente da economia mundial, e muito pouco proveito tiramos deste momento. As boas coisas que nos aconteceram, teriam acontecido independente de Lula ser ou não o presidente. Graças a expansão do comércio mundial, teríamos exportado o tanto que se exportou, e até bem mais, não fosse pelo câmbio irreal mantido por Lula. Todo o programa energético criado por Pedro Parente em 2001, já teria saído do lugar. Os programas sociais que Lula profana dizendo serem seus já existiam, e teriam se ampliado, porém de forma decente e austera, com as portas de saídas, com os quais foram criados por FHC. E havia todo um plano de remodelação da infra-estrutura do país que Lula simplesmente abandonou de forma irresponsável. O apagão aéreo de hoje é apenas uma conseqüência desta irresponsabilidade. Não esquecendo, claro, de que a agropecuária teria avançado ainda mais, com Lula não só regrediu como também mergulhou em crise profunda.
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Vamos para o segundo mandato, e Lula continua sem saber para que lado dirigir o seu governo. A não ser, claro, implantar algumas asneiras paridas no seio de seu partideco retrógado. Uma delas, é a famigerada ânsia de por a liberdade de expressão debaixo do braço para que se diga apenas aquilo que agrade o governo. Isto soa familiar para o leitor, principalmente se este leitor viveu o período dos 21 anos de ditadura militar ? Ou semelhante ao período em que Getúlio Vargas proclamou-se ditador e dono do país, de 1930 a 1945 ? Isto para ficarmos apenas nos exemplos caseiros.
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Há um método posto em prática pelo petê sob o comando de Lula que se assemelha a tais períodos nos quais a liberdade de expressão foi literalmente jogada no lixo. Assim, a idéia de se criar a Secretaria de Democratização da Informação, além de esdrúxula, carrega nos tons e nos matizes toda a veia autoritária e caudilhesca que fazem de Lula e do petê os queridinhos da america boliviariana sonhada por Fidel Castro e Hugo Chavez. E eles têm a coragem de chamar a isto de “democratização”! Santo Deus. Sob o pretexto de ‘democratizar as comunicações’, o PT deve discutir mudanças nos critérios para distribuição de publicidade oficial. Essa revisão vem sendo levantada, entre outros, pelo secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar, um dos integrantes da Executiva Nacional do partido. Ele defende critérios políticos para o emprego das verbas, não só de mercado. ‘A mídia brasileira é muito monopolista. É um grupo pequeno de empresas controlado por um grupo pequeno de famílias. Isso vai criando uma espécie de círculo vicioso. Como são grandes, recebem uma cota maior, e graças a essa cota maior continuam grandes’, disse. No PT, cresce o sentimento de que o governo federal, ao destinar suas verbas oficiais de propaganda, estaria fortalecendo meios que lhe são hostis. O governo deve gastar cerca de R$ 1 bilhão este ano com publicidade, incluindo os gastos das estatais. Na opinião de Pomar, ‘elogios públicos a Roberto Marinho não levaram a uma mudança da Globo em relação a nós.” E diz mais: "Você não pode dizer que o jornaleco de quinta categoria da cidade tal, propriedade de um grupo político local, é diferente da Folha. Ambos são propriedade familiar”.
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Isto representa dizer o seguinte: quem não se enquadrar na linha de pensamento do partido, será retaliado. Aqui, o interesse público deixa de existir, as leis mercados serão soterradas pela “veia da simpatia política” de se enquadrar as opiniões ao agrado político, ao compadrio. Criticar é correr o doloroso risco de não receber verba publicitária oficial. Assim, um canal de televisão que em sua programação, seja por que razões forem, cometa o sacrilégio de criticar o governo e seus governantes, mesmo que o mereçam, por mais audiência que este canal tenha nos indicadores de pesquisas, ficará de fora de uma campanha pública de vacinação, por exemplo. Ou seja, entenda-se o uso político por censura. E estamos conversados. Dê-se a esta ação o nome que se quiser, menos de “democratização”! E quanto a campanha de vacinação, dane-se!
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Não por outra razão, Artur Virgílio bem definiu este ranço autoritário do governo Lula, conforme se lê no Estadão, reportagem de João Domingos e Rosa Costa: “A iniciativa do governo de fazer estudos para 'democratizar a informação' - segundo os quais a Subsecretaria de Comunicação passará a se chamar Secretaria de Democratização da Informação (SDI) e ficará sob comando da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff - foi considerada pela oposição um atentado à democracia. Ao comentar a informação, revelada pelo Estado, parlamentares disseram que na democracia a informação dispensa tutela do governo, sob pena de esse procedimento vir a ser uma estratégia para controlar a imprensa. (...) 'O que está havendo é uma tentativa de tutelar a imprensa', disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). Para ele, na prática o Planalto quer repetir o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) da ditadura Vargas. O senador Jefferson Péres (PDT-AM) afirmou que a palavra democratizar freqüentemente tem sido usada por pessoas de mente 'totalitária, autoritária, para matar aquilo que a democracia tem de melhor, que é a liberdade de expressão'. E foi além: 'É preciso não esquecer que as ditaduras no Leste Europeu eram chamadas de democracias populares.' O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) lembrou alguns 'escorregões autoritários' de autoridades - como o ministro Tarso Genro e o presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli - que, acredita, não ajudam a alimentar a tese de que o governo está bem-intencionado. Todos reagiram a notícias publicadas pelos meios de comunicação com respostas agressivas e insinuações de que deveria haver algum tipo de controle sobre a mídia.”
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Ao longo de seu primeiro mandato e mesmo até durante a campanha eleitoral deste ano, inúmeras vezes advertimos para o viés autoritário de Lula e do petê, e de que tudo fariam para se perpetuarem no governo, com ações e manobras que atentassem primeiro à livre manifestação – direito assegurado na constituição -, e segundo que se criariam mecanismos, via reforma política, para que esta ambição se consumasse. Nem bem passadas 24 horas de Lula ter sido reeleito, e os ataques à imprensa livre e independente iniciaram-se, e tem-se intensificado dia após dia. Porém, não entendam ser esta apenas uma manobra isolada: há um conjunto delas, algumas já postas em prática, outras em gestação nos laboratórios do sub-mundo petista.
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Na reunião que manteve com 16 governadores em Brasília, pediu para que não houvesse oposição ao seu governo. Que ela fosse deixada de lado e postergada para 2010. Opa, opa, senhor Lula: devagar com este andor! Com que autoridade moral você pode propor e desejar ser atendido neste pedido ridículo de “não oposição”? Quem é Lula e petê para se arvorarem no supremo direito de não serem contrariados ? Quem, desde a redemocratização do país em 1985, mais oposição, certa e errada, tem feito contra tudo e contra todos ? Quem, por exemplo, negou-se a assinar a Constituição Democrática de 1988 ? Quem impediu que se aprovasse todas as reformas de base colocadas na pauta de votações do Congresso neste período todo ? Quem, tendo derrubado Collor do poder, depois negou-se a formar um governo de coalizão quando o vice Itamar Franco assumiu ? Quem trombeteou contra todos os projetos de criação do Plano Real ? Quem se negou, em tempo integral, a sentar-se em volta da mesa para negociar com os presidentes eleitos e empossados legitimamente, para traçar planos e programas em benefício do país, ou menos discutir uma agenda de trabalhos de interesse nacional ? Ora, vir pedir que a oposição deixe de fazer oposição, além de hilário, é ridículo e sem sentido. Carimbe-se isto como um SEM MERECIMENTO. O Petê e Lula não merecem este aval, este salvo-conduto, esta liberdade para agirem a seu bel prazer. Vive-se numa democracia, plena ou não, completa ou incompleta, não importa, mais ainda assim é uma democracia. E sendo deste jeito, há que existir oposição sim, para cobrar e fiscalizar a ação de quem está no poder. Lula não pode pretender para si aquilo que invariavelmente, nestes anos todos, ele próprio negou aos outros. Apresente Lula projetos de interesse nacional, em benefício de todos os brasileiros, e por certo a oposição até poderá concordar com tais projetos e aprová-los. Mas isto é o máximo que o Petê pode pedir, e nada mais. Lula precisa ouvir um pouco mais a alma brasileira, e menos a mente enlouquecida de Hugo Chavez, ou a demência cristalina do ditador cubano, seus gurus. O Brasil, já o dissemos, mas vale repetir, não é nem Venezuela nem tampouco Cuba.
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Ninguém obrigou Lula a ser presidente, nem da primeira nem desta vez. Ele candidatou-se porque quis, porque disse ter um projeto em favor do país, e agora mesmo reelegeu-se prometendo o paraíso, pedindo para deixar o “homem trabalhar” para construir o céu de brigadeiro para milhões de brasileiros. Depois de quatro anos no poder, vem e diz que ainda não tem um plano de crescimento para o Brasil (de intenções o inferno está cheio, talvez Lula já tenha reservado sua cadeira cativa por lá!). Empurra com a barriga para março de 2007 a formação de sua equipe de ministros e auxiliares diretos, e enquanto isso o país está parado, sem governança e sem rumo. E ele ainda pede para não fazerem oposição. Hahahaha ! Nem na China, senhor Lula da Silva, nem na China !