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Quando afirmamos que os políticos brasileiros, por conta de todas as mazelas que cometem contra o progresso do país e contra o bem estar da população brasileira, haviam se transformado não apenas em uma elite apodrecida e cafajeste, mas também, e principalmente, nos gigolôs da nação, houve quem considerasse o termo ofensivo demais, exagerado, e que havia, dentre todos os políticos, quem se salvasse !
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Há dois meses o Congresso discute o novo salário mínimo, não sabendo se concederiam aumento para R$ 367,00, pretendido pelo governo, ou para R$ 375,00, desejo de oposicionistas. Venceu o piso maior, ou seja, o salário deverá aumentar em R$ 25,00, aumento que o governo poderá até vetar.
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Pois bem, apesar da indisposição da sociedade com o anúncio inicial, apesar de que o país não crescerá além de 2,8%, além de já receberem altos salários considerando-se a renda per capita dos demais brasileiros, bem como vantagens e cretinices suficientes para sua ostentação e riqueza, o clube dos cafajestes resolveu "conceder-se" um aumento de quase 100% nos próprios salários, ao final do ano e ao final da atual legislatura que se está encerrando. Vai se dizer o quê desta corja de salafrários, que nada produzem, trabalham quando bem entendem, perdoam-se mutuamente nos crimes de corrupção que cometem às dezenas, que somente atravancam o crescimento do país ? Há poucos dias, tivemos o Conselho Nacional de Justiça caminhando na mesma direção, bem como o próprio Ministério Público contempla-nos com milhares de empregos com pagamentos acima do teto legal permitido ao funcionalismo ?
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Por isso fazemos muito pouca fé em uma propalada "reforma política" como solução dos males que acometem toda a classe política deste Brasil. Não há reforma que corrija falta de vergonha, de caráter, de decência ! Males que fazem parte da personalidade dos homens que dizem nos governarem, quando na verdade o que mais fazem é assaltar-nos com carga tributária vergonhosa, juros mais altos do mundo, corrupção batendo no teto dentre as mais corruptas sociedades do planeta ! Impossível para um país que se quer justo, conviver com gentalha tão sórdida e imoral.
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Leiam as duas notícias seguintes, a primeira a que se refere ao aumento e a segunda, à reação do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, dizendo que o governo não arcará com o custo do aumento que os parlamentares se concederam. É lógico, ministro, o governo não se responsabiliza por porcaria nenhuma, até porque quem paga a conta não é o governo, é o povo, explorado até às últimas por políticos tão cafajestes !!!
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Parlamentares aprovam aumento de quase 100% nos próprios salários
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Maria Clara Cabral
Redação Terra
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Após reunião de líderes ficou decidido que o salário dos parlamentares aumentará de R$ 12,8 mil para R$ 24,6 mil. O valor é o mesmo do teto de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Além desse valor mensal, os parlamentares também recebem auxílio passagem aérea, que varia de R$ 8 mil a R$ 14 mil por mês, uma cota postal telefônica de R$ 4,265 mil, auxílio moradia de R$ 3 mil, verba de gabinete de R$ 50 mil e verba indenizatória de R$ 15 mil.
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Cada parlamentar receberá o valor de R$ 24,5 mil 15 vezes ao ano, já que, além do 13º, eles recebem outras duas vezes, uma no início e outra no final do ano.
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O gasto extra anual, com o aumento dos parlamentares será de pelo menos R$ 1,66 bilhão aos cofres públicos -já que Estados e municípios seguem o aumento federal. Desse valor, R$ 90 milhões seriam do Congresso, R$ 120 milhões das Assembléias, e R$ 1,447 bilhão das Câmaras.
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De sua parte, a Câmara dos Deputados garante que não haverá aumento de gastos. Segundo a mesa-diertora da Casa, em 2006 já foram feitos cortes nas despesas do Congresso.
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De acordo com o senador Tião Viana (PT-AC), a decisão foi tomada pelas mesas diretoras do Senado e da Câmara e pelo colégio de líderes. Com isso, a decisão não precisa ser submetida à votação em plenário.
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Parlamentares que votaram pelo reajuste de salários:
Aldo Rebelo (PC do B-SP)
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Parlamentares aprovam aumento de quase 100% nos próprios salários
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Maria Clara Cabral
Redação Terra
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Após reunião de líderes ficou decidido que o salário dos parlamentares aumentará de R$ 12,8 mil para R$ 24,6 mil. O valor é o mesmo do teto de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Além desse valor mensal, os parlamentares também recebem auxílio passagem aérea, que varia de R$ 8 mil a R$ 14 mil por mês, uma cota postal telefônica de R$ 4,265 mil, auxílio moradia de R$ 3 mil, verba de gabinete de R$ 50 mil e verba indenizatória de R$ 15 mil.
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Cada parlamentar receberá o valor de R$ 24,5 mil 15 vezes ao ano, já que, além do 13º, eles recebem outras duas vezes, uma no início e outra no final do ano.
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O gasto extra anual, com o aumento dos parlamentares será de pelo menos R$ 1,66 bilhão aos cofres públicos -já que Estados e municípios seguem o aumento federal. Desse valor, R$ 90 milhões seriam do Congresso, R$ 120 milhões das Assembléias, e R$ 1,447 bilhão das Câmaras.
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De sua parte, a Câmara dos Deputados garante que não haverá aumento de gastos. Segundo a mesa-diertora da Casa, em 2006 já foram feitos cortes nas despesas do Congresso.
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De acordo com o senador Tião Viana (PT-AC), a decisão foi tomada pelas mesas diretoras do Senado e da Câmara e pelo colégio de líderes. Com isso, a decisão não precisa ser submetida à votação em plenário.
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Parlamentares que votaram pelo reajuste de salários:
Aldo Rebelo (PC do B-SP)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Jorge Alberto (PMDB-SE)
Luciano Castro (PL-RR)
José Múcio (PTB-PE)
Wilson Santiago (PMDB-PB)
Miro Teixeira (PDT-RJ)
Sandra Rosado (PSB-RN)
Coubert Martins (PPS-BA)
Bismarck Maia (PSDB-CE)
Rodrigo Maia (PFL-RJ)
José Carlos Aleluia (PFL-BA)
Sandro Mabel (PL-GO)
Givaldo Carimbão (PSB-AL)
Arlindo Chinaglia (PT-SP)
Inácio Arruda (PC do B-CE)
Carlos Willian (PTC-MG)
Mário Heringer (PDT-MG)
Inocêncio Oliveira (PL-PE)
Demóstenes Torres (PFL-GO)
Efraim Moraes (PFL-PB)
Tião Viana (PT-AC)
Ney Suassuna (PMDB-PB)
Benedito de Lira (PL-AL)
Ideli Salvatti (PT-SC)
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Mantega se diz surpreso c/reajuste dos parlamentares
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Mantega se diz surpreso c/reajuste dos parlamentares
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Fonte: Investnews
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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse não saber o efeito do reajuste salarial de 90% dos parlamentares aprovado no Congresso Nacional. O responsável pela chave do cofre do governo brasileiro lembrou, no entanto, que os parlamentares precisam sinalizar de onde virão os recursos para o aumento do salário. Mantega aproveitou para alfinetar os parlamentares.
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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse não saber o efeito do reajuste salarial de 90% dos parlamentares aprovado no Congresso Nacional. O responsável pela chave do cofre do governo brasileiro lembrou, no entanto, que os parlamentares precisam sinalizar de onde virão os recursos para o aumento do salário. Mantega aproveitou para alfinetar os parlamentares.
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"É claro que nós (do governo) temos de dar o exemplo", disse.
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Após cerimônia de sanção da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, Mantega disse que não sabe o efeito do reajuste salarial para R$ 24,5 mil.
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"Também não sei como eles vão se financiar. Eles têm de oferecer o crédito ou o espaço orçamentário para se financiar", disse.
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Ele explicou que, mesmo que seja apontada a fonte dos recursos, a verba destacada para o Legislativo não será ampliada. Assim, será preciso adequar as contas.
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"Esse aumento tem de ficar confinado aos limites de gastos estabelecido para o Legislativo", explicou.
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O ministro da Fazenda citou, ainda, que teria sido pego de surpresa pela medida. "Não tive tempo ainda para analisar o impacto, fui informado de surpresa. Achei que ia subir apenas pela inflação e aí eles estavam dizendo, inclusive, que iam abrir mão da verba de gabinete para poder financiar esse gasto e não ter impacto", disse.
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Mantega aproveitou para criticar discretamente a decisão dos parlamentares. "Particularmente, acho que temos de ter cuidado com aumento de gastos, principalmente com maiores salários, como esses. É claro que nos temos de dar o exemplo", disse.
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Em coro com o colega da Defesa, ele lembrou que seu salário é bem inferior ao aprovado no Congresso. "Tanto que nós, no Executivo, ganhamos salários bem diferenciados dos salários do Judiciário e do Legislativo. Agora, não vou entrar nesse mérito. É uma decisão soberana", disse.