Karen Camacho, da Folha Online
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O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, negou nesta quinta-feira que o governo tenha pedido ou influenciado na decisão de comprar a Varig, em acordo fechado ontem numa operação que atinge US$ 320 milhões.
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O pai do presidente da Gol, Constantino de Oliveira, disse ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria pedido para que a Gol salvasse a Varig.Hoje, Constantino Júnior disse que a conversa entre o presidente e seu pai ocorreu em um encontro casual e que Lula, na verdade, não pediu nada, apenas reforçou a informação de que a Varig estava a venda. "Isso foi antes do leilão. O governo não exerceu qualquer influência sobre a decisão da Gol", disse Constantino Júnior.
O pai do presidente da Gol, Constantino de Oliveira, disse ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria pedido para que a Gol salvasse a Varig.Hoje, Constantino Júnior disse que a conversa entre o presidente e seu pai ocorreu em um encontro casual e que Lula, na verdade, não pediu nada, apenas reforçou a informação de que a Varig estava a venda. "Isso foi antes do leilão. O governo não exerceu qualquer influência sobre a decisão da Gol", disse Constantino Júnior.
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O presidente da Gol também negou que o governo tenha dado qualquer garantia à empresa de que os passivos trabalhistas ou dívidas antigas da Varig recaiam sobre a Gol. "O governo não poderia dar garantias comerciais e nem a Gol ousaria pedir isso", afirmou.
O presidente da Gol também negou que o governo tenha dado qualquer garantia à empresa de que os passivos trabalhistas ou dívidas antigas da Varig recaiam sobre a Gol. "O governo não poderia dar garantias comerciais e nem a Gol ousaria pedir isso", afirmou.
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A Varig, para Constantino Júnior, mesmo após passar por processo de recuperação judicial, desperta a simpatia dos passageiros e "está presente na memória" das pessoas. Por isso, segundo ele, a marca e os funcionários "engajados" serão mantidos.
A Varig, para Constantino Júnior, mesmo após passar por processo de recuperação judicial, desperta a simpatia dos passageiros e "está presente na memória" das pessoas. Por isso, segundo ele, a marca e os funcionários "engajados" serão mantidos.
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NegócioA compra da Varig pela Gol foi fechada ontem por US$ 320 milhões, sendo US$ 275 milhões para aquisição do controle, além de mais R$ 100 milhões relativos ao compromisso de honrar debêntures (títulos) emitidas pela Varig. O pagamento de US$ 275 milhões será feito com 10% de seu caixa (US$ 98 milhões) e com a entrega de cerca de 6,1 milhões de ações preferenciais emitidas, que representam aproximadamente 3% do total de papéis da companhia. O negócio ainda está sujeito à obtenção das aprovações das autoridades regulatórias, incluindo o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
NegócioA compra da Varig pela Gol foi fechada ontem por US$ 320 milhões, sendo US$ 275 milhões para aquisição do controle, além de mais R$ 100 milhões relativos ao compromisso de honrar debêntures (títulos) emitidas pela Varig. O pagamento de US$ 275 milhões será feito com 10% de seu caixa (US$ 98 milhões) e com a entrega de cerca de 6,1 milhões de ações preferenciais emitidas, que representam aproximadamente 3% do total de papéis da companhia. O negócio ainda está sujeito à obtenção das aprovações das autoridades regulatórias, incluindo o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
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A compra da nova Varig foi feita por meio de uma empresa chamada GTI S.A, subsidiária da Gol, o que evita possíveis riscos de contaminação dos passivos bilionários da antiga Varig, que tem dívidas trabalhistas, tributárias e previdenciárias --elas não serão assumidas pela Gol.
A compra da nova Varig foi feita por meio de uma empresa chamada GTI S.A, subsidiária da Gol, o que evita possíveis riscos de contaminação dos passivos bilionários da antiga Varig, que tem dívidas trabalhistas, tributárias e previdenciárias --elas não serão assumidas pela Gol.
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Na entrevista concedida nesta quinta-feira, Constantino reafirmou que a Gol está livre de qualquer dívida antiga, incluindo o aporte de US$ 17 milhões feito pela LAN Chile, quando esta empresa também disputava a compra da nova Varig.LiderançaAo comprar a Varig, a Gol ainda não tem liderança do mercado, que é da TAM, mas chega mais perto da concorrente e, no futuro, pode brigar pela liderança.
Na entrevista concedida nesta quinta-feira, Constantino reafirmou que a Gol está livre de qualquer dívida antiga, incluindo o aporte de US$ 17 milhões feito pela LAN Chile, quando esta empresa também disputava a compra da nova Varig.LiderançaAo comprar a Varig, a Gol ainda não tem liderança do mercado, que é da TAM, mas chega mais perto da concorrente e, no futuro, pode brigar pela liderança.
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Em fevereiro, a Gol apareceu em segundo lugar na participação de mercado nos vôos internacionais, com 18,94%, atrás apenas da TAM, que tem 61,01%. A Nova Varig estava em terceiro, com 11,82% dos passageiros transportados por companhias aéreas. A BRA tinha 7,89% de participação.
Em fevereiro, a Gol apareceu em segundo lugar na participação de mercado nos vôos internacionais, com 18,94%, atrás apenas da TAM, que tem 61,01%. A Nova Varig estava em terceiro, com 11,82% dos passageiros transportados por companhias aéreas. A BRA tinha 7,89% de participação.
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No mercado doméstico, TAM e Gol abocanham juntas 87,59% do segmento. A TAM fica com 47,33% e a Gol, 40,26%. A Nova Varig detém 4,57% das linhas domésticas, à frente da BRA (2,98%) e da OceanAir (2,04%).
Enquanto isso...
Advogado amigo de Lula articulou negócio
Karla Correia , Jornal do Brasil
O pedido do presidente Lula para que a Gol comprasse a Varig não é o único detalhe curioso do maior negócio realizado na aviação civil brasileira. O advogado e compadre do presidente, Roberto Teixeira, foi um dos articuladores da operação. Ontem, Teixeira acompanhou os donos da Gol na visita que fizeram ao Palácio do Planalto para anunciar a Lula o fechamento do negócio.
Após deixar o encontro com o presidente, o empresário Constantino Júnior explicou os motivos que levaram a Gol a pagar um valor muito superior ao que foi pago pela Varilog, no ano passado, para adquirir a Varig.
- É preciso ressaltar que houve um investimento importante por parte do antigo acionista. A Varig saiu de dois aviões, na época do leilão, e hoje opera com 17 - explicou.
O empresário também disse que a operação não envolve risco de concentração de mercado.
- A Gol e a Varig serão empresas administradas com independência, que competirão entre si, inclusive atraindo novos clientes com suas vocações específicas. Cada uma atua para atrair um público determinado.
A compra da Varig, que se manterá como marca independente, foi feita por uma subsidiária da Gol, a GTI S.A. A manobra evitará que os bilionários passivos trabalhistas, previdenciários e tributários da Varig pesem sobre o caixa da Gol.
A operação comercial foi desenhada por Roberto Teixeira, que trabalhou em conjunto com o dono da Gol, Nenê Constantino. As duas empresas acertaram a compra há, pelo menos, oito dias, quando marcaram a audiência com o presidente Lula.
Segundo o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, a agência deve se manifestar sobre a compra dentro de dois meses.
Ontem mesmo manifestou-se informalmente o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira.
No mercado doméstico, TAM e Gol abocanham juntas 87,59% do segmento. A TAM fica com 47,33% e a Gol, 40,26%. A Nova Varig detém 4,57% das linhas domésticas, à frente da BRA (2,98%) e da OceanAir (2,04%).
Enquanto isso...
Advogado amigo de Lula articulou negócio
Karla Correia , Jornal do Brasil
O pedido do presidente Lula para que a Gol comprasse a Varig não é o único detalhe curioso do maior negócio realizado na aviação civil brasileira. O advogado e compadre do presidente, Roberto Teixeira, foi um dos articuladores da operação. Ontem, Teixeira acompanhou os donos da Gol na visita que fizeram ao Palácio do Planalto para anunciar a Lula o fechamento do negócio.
Após deixar o encontro com o presidente, o empresário Constantino Júnior explicou os motivos que levaram a Gol a pagar um valor muito superior ao que foi pago pela Varilog, no ano passado, para adquirir a Varig.
- É preciso ressaltar que houve um investimento importante por parte do antigo acionista. A Varig saiu de dois aviões, na época do leilão, e hoje opera com 17 - explicou.
O empresário também disse que a operação não envolve risco de concentração de mercado.
- A Gol e a Varig serão empresas administradas com independência, que competirão entre si, inclusive atraindo novos clientes com suas vocações específicas. Cada uma atua para atrair um público determinado.
A compra da Varig, que se manterá como marca independente, foi feita por uma subsidiária da Gol, a GTI S.A. A manobra evitará que os bilionários passivos trabalhistas, previdenciários e tributários da Varig pesem sobre o caixa da Gol.
A operação comercial foi desenhada por Roberto Teixeira, que trabalhou em conjunto com o dono da Gol, Nenê Constantino. As duas empresas acertaram a compra há, pelo menos, oito dias, quando marcaram a audiência com o presidente Lula.
Segundo o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, a agência deve se manifestar sobre a compra dentro de dois meses.
Ontem mesmo manifestou-se informalmente o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira.
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- Não acho a melhor solução - criticou.