Adelson Elias Vasconcellos
Até algum tempo atrás, no Brasil, quando uma autoridade do tipo presidente da república, ou ministro de estado, se punha a falar, a tergiversar sobre algum assunto de seu domínio intelectual, profissional e até cultural, mesmo que não concordássemos com a teoria de fundo, pelo menos se aprendia a pensar e falar primeiro com correção, segundo, com coerência e equilíbrio. Era sempre possível extrair algum ensinamento.
A partir da chegada de Lula à presidência, ditas autoridades em cada vez que se desdobram em apresentar suas “idéias”, ou até seu “princípios” e “teorias”, é um Deus nos acuda ! O pensamento superior, coerente e maduro que se tinha com outros, com Lula e seus sequazes, perdeu não apenas o brilho, mas a compostura. A falação é torta, vesga, esquizofrênica, um verdadeiro festival de gabolices e de tolices misturadas à sandices, que hoje, quando os ouço falar, a primeira reação é tentar esconder-me. Esconder-me de vergonha. Lula é insuperável no quesito, mas lhe seguem os passos Tarso Genro, este metido a filósofo de araque ou de coisa nenhuma, indivíduo que sempre precisa de um tradutor para tentar nos fazer entender os significados das barbaridades que profere. Seguem na mesma ótica vesga e turva, Dilma Roussef, ministro Marinho, Gilberto Gil, Furlan, agora já ex-ministro, e por aí afora.
Até aqui, agora se sabe, havia e ainda há no governo uma figurinha que resolveu sair do armário e mostrar sua face. Trata-se da ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade. Que, com todo o respeito que merece por ser ministra de estado, precisaria urgentemente ser processada, além é claro de demitida. Ou até faria melhor para sua biografia que pegasse o boné e fosse prá casa. Tudo por conta de sua entrevista à BBC Brasil, aonde, de forma criminosa incitou o racismo e o ódio racial, crime por sinal inafiançável.
Racismo, como sabemos e entendemos, é a separação e o isolamento social e físico entre pessoas e grupos humanos por motivos de raça, riqueza, educação, religião, profissão ou nacionalidade. É a segregação. Quem o pratica ou o incita, deve ser preso, por se tratar de um sentimento animalizado, inumano, verdadeira aberração. E aqui vale dizer que racismo não se dá apenas de um lado da estrada. Ele corre também em sentido contrário, isto é, tanto é racismo, por exemplo, o que se comete de brancos contra negros quanto o é também o de negros contra brancos.
Na entrevista o que disse a tal ministra responsável pela área da inclusão de raças e condução de programas e políticas de inclusão de minorias e promoção de igualdade ? Leiam a pergunta e a resposta:
BBC Brasil - E no Brasil tem racismo também de negro contra branco, como nos Estados Unidos?
Até algum tempo atrás, no Brasil, quando uma autoridade do tipo presidente da república, ou ministro de estado, se punha a falar, a tergiversar sobre algum assunto de seu domínio intelectual, profissional e até cultural, mesmo que não concordássemos com a teoria de fundo, pelo menos se aprendia a pensar e falar primeiro com correção, segundo, com coerência e equilíbrio. Era sempre possível extrair algum ensinamento.
A partir da chegada de Lula à presidência, ditas autoridades em cada vez que se desdobram em apresentar suas “idéias”, ou até seu “princípios” e “teorias”, é um Deus nos acuda ! O pensamento superior, coerente e maduro que se tinha com outros, com Lula e seus sequazes, perdeu não apenas o brilho, mas a compostura. A falação é torta, vesga, esquizofrênica, um verdadeiro festival de gabolices e de tolices misturadas à sandices, que hoje, quando os ouço falar, a primeira reação é tentar esconder-me. Esconder-me de vergonha. Lula é insuperável no quesito, mas lhe seguem os passos Tarso Genro, este metido a filósofo de araque ou de coisa nenhuma, indivíduo que sempre precisa de um tradutor para tentar nos fazer entender os significados das barbaridades que profere. Seguem na mesma ótica vesga e turva, Dilma Roussef, ministro Marinho, Gilberto Gil, Furlan, agora já ex-ministro, e por aí afora.
Até aqui, agora se sabe, havia e ainda há no governo uma figurinha que resolveu sair do armário e mostrar sua face. Trata-se da ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade. Que, com todo o respeito que merece por ser ministra de estado, precisaria urgentemente ser processada, além é claro de demitida. Ou até faria melhor para sua biografia que pegasse o boné e fosse prá casa. Tudo por conta de sua entrevista à BBC Brasil, aonde, de forma criminosa incitou o racismo e o ódio racial, crime por sinal inafiançável.
Racismo, como sabemos e entendemos, é a separação e o isolamento social e físico entre pessoas e grupos humanos por motivos de raça, riqueza, educação, religião, profissão ou nacionalidade. É a segregação. Quem o pratica ou o incita, deve ser preso, por se tratar de um sentimento animalizado, inumano, verdadeira aberração. E aqui vale dizer que racismo não se dá apenas de um lado da estrada. Ele corre também em sentido contrário, isto é, tanto é racismo, por exemplo, o que se comete de brancos contra negros quanto o é também o de negros contra brancos.
Na entrevista o que disse a tal ministra responsável pela área da inclusão de raças e condução de programas e políticas de inclusão de minorias e promoção de igualdade ? Leiam a pergunta e a resposta:
BBC Brasil - E no Brasil tem racismo também de negro contra branco, como nos Estados Unidos?
Matilde Ribeiro - Eu acho natural que tenha. Mas não é na mesma dimensão que nos Estados Unidos. Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. Racismo é quando uma maioria econômica, política ou numérica coíbe ou veta direitos de outros. A reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma reação natural, embora eu não esteja incitando isso. Não acho que seja uma coisa boa. Mas é natural que aconteça, porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou.
A resposta além de delinqüente, revela a essência do próprio preconceito, é uma justificativa inaceitável para que um grupo se insurja contra outro. Brancos contra negros, para a ministra, é racismo, agora, aplicado no sentido inverso, isto é de negros contra brancos, é apenas “... reação natural...” Dê a ministra o apelido que quiser ao seu desarranjo e ranço ideológico, mas no português bem claro, sua resposta é sim um incitamento ao ódio racial. Até porque se a ministra fosse do tipo de autoridade que, antes de proferir tolices, procurasse se informar, pesquisasse com isenção para agregar conhecimentos sadios aos que se supõe que tenha para exercer o cargo que ocupa, veria que negros também praticam racismo, e contra si mesmos. Ou a ministra acha que a escravidão dos negros no Brasil ocorreu por causa de quê ? Acompanhada de um bom livro de história saberia, por exemplo, que os negros trazidos ao Brasil já tinha a condição de escravos de outros negros, que se achavam superiores, no solo africano. Portanto, não se venha agora dizer que apenas os brancos praticaram e submeteram os negros à escravidão, por isto não ser verdadeiro. E mesmo hoje, na África, o que se vê em muitos países é a prática assassina de racismo de negros contra negros, cada tribo tentando ser mais pura do que as outras, mais real do que aquelas que conseguem dominar. Revelou a ministra com sua resposta, uma ignorância imperdoável para justificar estar investida de um cargo que, no fundo, para o Brasil, poderia ser tranquilamente dispensado. Não praticamos o racismo nos mesmos níveis por exemplo do que se pratica nos Estados Unidos. Há, entre nós, um grande senso de preconceitos, e não apenas por questão racial. Há preconceitos de cor, de riqueza, que bem conhecemos no dia a dia. Preconceito ou racismo, a segregação acaba sendo a mesma, imposição um grupo humano sobre outro por razões de riqueza, de “nome de família”, por “fidalguia”, por “linhagem real”, por “pureza racial”, e por aí afora. E tanto um quanto outro se corrige com educação e conscientização. E não com a pratica do mesmo sentimento idiota em sentido oposto, cuja conseqüência é apenas acirrar ainda os preconceitos e o divisionismo..
Mudar este quadro jamais será possível invertendo-se a polaridade de sentimentos contrários.
Vai acontecer alguma coisa com a ministra ? Dificilmente. Este governo está repleto de baboseiras ideológicas que se perfilam na linha da idiotia, imbecilidade e ignorância. Fosse um branco dizendo a mesma barbaridade, e já haveria um exército de protestos e faixas e cartazes, gritaria e quebra-quebra pedindo a cabeça do defenestrado. Sendo, porém, ministra do governo Lula, mulher e negra, a ministra será poupada. E não faltará discurso para Lula ainda defender a ministra e suas tolices despropositadas. E isto dá bem o tom do regime em que vive o país, o da mediocridade, da inversão de valores, do aniquilamento da capacidade humana de sentir, agir, reagir e se indignar.
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Estamos enterrando toda uma geração na podridão e estupidez ideológicas, e achando tudo perfeitamente “natural”. Quando o crime avança e passa a ser cada mais abominável e hediondo, e se tem de outro lado, um presidente e ministro da justiça justificando a inação, omissão e negligência do Estado para com os criminosos e ainda culpando as vítimas e não os criminosos, então se tem bem a régua pela qual se regulam as relações imbecis de um governo que já jogou na lama sua própria ética, decência e compostura.
Não poderia a ministra Matilde, de forma e sob argumento nenhum, afirmar em entrevista, que aos negros é natural e normal se insurgirem contra os brancos. Com tal afirmação segregacionista, a ministra joga no lixo qualquer justificativa para manter-se no cargo, além de ser merecedora da abertura de ação de parte do Ministério Público, para que responda na justiça pelo crime praticado. Enquanto pessoa comum, a senhora Matilde Ribeiro tem direito de pensar e sentir o que bem entender, muito embora não se lhe concede o direito de alimentar tais sentimentos com grupos buscando incitar um comportamento criminoso comum a todo o grupo. Porém, estando investida de um cargo público, responsável justamente por combater o segregacionismo, o racismo e os preconceitos de todas as espécies e naturezas, sua afirmação é merecedora tanto de ação legal quanto de demissão sumária, além do total repúdio de parte da mesma sociedade para a qual deveria servir.
Porque, senhores, eu fosse negro, e nesta altura, acreditem, estaria me insurgindo contra esta ministra, porque a ninguém é dado o direito de incitar outras pessoas de uma determinada categoria a promover segregacionismo com pessoas de outras categorias. Sou contra a qualquer forma de racismo ou preconceito. Quem o pratica, e a lei é clara, deve ser preso, julgado e condenado à pena prevista. Lamento não pela ignorância da ministra, mas por este país ser governado por jumentos travestidos de estadistas, que, em ocasiões anteriores, em que auxiliares e ministros cometeram crimes, abençoou a todos e catalogou as ilegalidades na conta de “erros” dos companheiros. Não por outra razão o crime cresce de forma assustadora a cada dia: o exemplo que vem de cima, das ditas autoridades, é o da impunidade. Daí o porquê de insistentemente afirmar aqui que o Brasil vive um processo de desagregação social, levado pela mediocridade de uma linha ideológica fundada no divisionismo, no ressentimento, no ódio entre os indivíduos, no furto ao esforço coletivo de construção. Para quem acompanhou o nascimento e crescimento do petê até sua chegada ao poder, sabe que estes foram os pilares nos quais foi fundado e se ergueu. Portanto, não se estranha que muitos de seus membros ainda se perfilem apedeuticamente na sua ideologia de carniça. Aquela em que transfere culpas de sua própria incompetência para terceiros, em que apenas trata de caçar bruxas para os problemas existentes, e não de tomar atitudes e providências no sentido de corrigir estes erros. Um governo que passa o tempo todo transferindo culpas e justificando sua própria omissão, não está capacitado a servir ao país. Por isso, não apenas a ministra continuará ministra, mas ainda receberá “elogios” do seu chefe. Exatamente como acontece com o colega Waldir Pires, apesar do apagão aéreo. Exatamente com acontecera com tantos outros, o que nos faz reconhecer que este governo sempre sofrerá de um mesmo apagão comum a todos os seus membros: o moral.
Estamos enterrando toda uma geração na podridão e estupidez ideológicas, e achando tudo perfeitamente “natural”. Quando o crime avança e passa a ser cada mais abominável e hediondo, e se tem de outro lado, um presidente e ministro da justiça justificando a inação, omissão e negligência do Estado para com os criminosos e ainda culpando as vítimas e não os criminosos, então se tem bem a régua pela qual se regulam as relações imbecis de um governo que já jogou na lama sua própria ética, decência e compostura.
Não poderia a ministra Matilde, de forma e sob argumento nenhum, afirmar em entrevista, que aos negros é natural e normal se insurgirem contra os brancos. Com tal afirmação segregacionista, a ministra joga no lixo qualquer justificativa para manter-se no cargo, além de ser merecedora da abertura de ação de parte do Ministério Público, para que responda na justiça pelo crime praticado. Enquanto pessoa comum, a senhora Matilde Ribeiro tem direito de pensar e sentir o que bem entender, muito embora não se lhe concede o direito de alimentar tais sentimentos com grupos buscando incitar um comportamento criminoso comum a todo o grupo. Porém, estando investida de um cargo público, responsável justamente por combater o segregacionismo, o racismo e os preconceitos de todas as espécies e naturezas, sua afirmação é merecedora tanto de ação legal quanto de demissão sumária, além do total repúdio de parte da mesma sociedade para a qual deveria servir.
Porque, senhores, eu fosse negro, e nesta altura, acreditem, estaria me insurgindo contra esta ministra, porque a ninguém é dado o direito de incitar outras pessoas de uma determinada categoria a promover segregacionismo com pessoas de outras categorias. Sou contra a qualquer forma de racismo ou preconceito. Quem o pratica, e a lei é clara, deve ser preso, julgado e condenado à pena prevista. Lamento não pela ignorância da ministra, mas por este país ser governado por jumentos travestidos de estadistas, que, em ocasiões anteriores, em que auxiliares e ministros cometeram crimes, abençoou a todos e catalogou as ilegalidades na conta de “erros” dos companheiros. Não por outra razão o crime cresce de forma assustadora a cada dia: o exemplo que vem de cima, das ditas autoridades, é o da impunidade. Daí o porquê de insistentemente afirmar aqui que o Brasil vive um processo de desagregação social, levado pela mediocridade de uma linha ideológica fundada no divisionismo, no ressentimento, no ódio entre os indivíduos, no furto ao esforço coletivo de construção. Para quem acompanhou o nascimento e crescimento do petê até sua chegada ao poder, sabe que estes foram os pilares nos quais foi fundado e se ergueu. Portanto, não se estranha que muitos de seus membros ainda se perfilem apedeuticamente na sua ideologia de carniça. Aquela em que transfere culpas de sua própria incompetência para terceiros, em que apenas trata de caçar bruxas para os problemas existentes, e não de tomar atitudes e providências no sentido de corrigir estes erros. Um governo que passa o tempo todo transferindo culpas e justificando sua própria omissão, não está capacitado a servir ao país. Por isso, não apenas a ministra continuará ministra, mas ainda receberá “elogios” do seu chefe. Exatamente como acontece com o colega Waldir Pires, apesar do apagão aéreo. Exatamente com acontecera com tantos outros, o que nos faz reconhecer que este governo sempre sofrerá de um mesmo apagão comum a todos os seus membros: o moral.