Tribuna da Imprensa
SÃO PAULO - Um Airbus A-320 da TAM com 176 pessoas a bordo não conseguiu pousar na pista principal do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, tentou arremeter, atravessou a Avenida Washington Luiz e bateu às 18h45 de ontem entre o primeiro e o segundo andar de um prédio. O avião explodiu e o incêndio tomou conta do prédio, um depósito de cargas da TAM, e de um posto de gasolina vizinho. Não há notícias de sobreviventes entre os passageiros. A Polícia Civil informou que pelo menos 12 pessoas morreram em terra no prédio e no posto de gasolina.
O maior acidente da história da aviação brasileira foi uma tragédia anunciada, dizem especialistas em segurança de vôo. Eles apontam como vilão a falta de drenagem na pista do aeroporto - ontem, dois aviões derraparam na pista. Para a Aeronáutica, uma aquaplanagem do avião é uma das duas causas possíveis do acidente - a outra seria um problema nos freios do avião. A Infraero, responsável pelo aeroporto, informou não descartar um erro do piloto ao tocar a pista.
O vôo JJ 3054 saiu de Porto Alegre às 17h16. Chovia e havia água na pista de Congonhas. Cinco minutos antes da chegada do Airbus, a Torre de Controle de Congonhas pediu à Infraero que medisse a lâmina d'água na pista. Recebeu a informação de que ela "estava operacional", o que a manteve aberta.
O Airbus aproximou-se do aeroporto sobrevoando o bairro Jabaquara em direção a Moema. Devia descer na pista principal. Estava lotado de passageiros e não conseguiu parar. Não há marcas de pneu na pista ou na grama ao redor, o que indica que o piloto não conseguiu frear. O piloto tentou arremeter, mas a força que ele conseguiu extrair do motor foi insuficiente para o Airbus decolar. "A velocidade era em excesso para parar e insuficiente para decolar", disse um oficial da Aeronáutica.
O Corpo de Bombeiros mobilizou 150 homens e 50 viaturas de todos quartéis da cidade e dois helicópteros para controlar o fogo, resgatar os feridos e o recolher os mortos. A energia elétrica na região foi cortada. A área do aeroporto foi isolada pela Polícia Militar e o aeroporto foi fechado.
O acidente ocorreu 17 dias depois de a pista principal do aeroporto ter sido reaberta - ela ficou fechada 45 dias para reforma - mesmo sem as ranhuras transversais, o chamado grooving que só seria feito no fim deste mês. O grooving é um dos itens que compõem a drenagem da pista e só pode ser feito um mês após o concreto ficar pronto, pois ele precisa se consolidar.
O acidente com o Airbus foi o terceiro ocorrido em Congonhas em 48 horas. Segunda-feira, às 12h43, um avião modelo ATR-42, da empresaPantanal derrapou na pista principal de Congonhas, mas foi parar na grama. Outro incidente ocorreu às 17h40, quando um Fokker-100 da TAM tentou pousar na pista principal e quase não conseguiu parar no fim da pista.(Camilla Rigi, Marcelo Godoy, Bruno Tavares, Rodrigo Pereira e Humberto Maia Junior)
SÃO PAULO - Um Airbus A-320 da TAM com 176 pessoas a bordo não conseguiu pousar na pista principal do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, tentou arremeter, atravessou a Avenida Washington Luiz e bateu às 18h45 de ontem entre o primeiro e o segundo andar de um prédio. O avião explodiu e o incêndio tomou conta do prédio, um depósito de cargas da TAM, e de um posto de gasolina vizinho. Não há notícias de sobreviventes entre os passageiros. A Polícia Civil informou que pelo menos 12 pessoas morreram em terra no prédio e no posto de gasolina.O maior acidente da história da aviação brasileira foi uma tragédia anunciada, dizem especialistas em segurança de vôo. Eles apontam como vilão a falta de drenagem na pista do aeroporto - ontem, dois aviões derraparam na pista. Para a Aeronáutica, uma aquaplanagem do avião é uma das duas causas possíveis do acidente - a outra seria um problema nos freios do avião. A Infraero, responsável pelo aeroporto, informou não descartar um erro do piloto ao tocar a pista.
O vôo JJ 3054 saiu de Porto Alegre às 17h16. Chovia e havia água na pista de Congonhas. Cinco minutos antes da chegada do Airbus, a Torre de Controle de Congonhas pediu à Infraero que medisse a lâmina d'água na pista. Recebeu a informação de que ela "estava operacional", o que a manteve aberta.
O Airbus aproximou-se do aeroporto sobrevoando o bairro Jabaquara em direção a Moema. Devia descer na pista principal. Estava lotado de passageiros e não conseguiu parar. Não há marcas de pneu na pista ou na grama ao redor, o que indica que o piloto não conseguiu frear. O piloto tentou arremeter, mas a força que ele conseguiu extrair do motor foi insuficiente para o Airbus decolar. "A velocidade era em excesso para parar e insuficiente para decolar", disse um oficial da Aeronáutica.
O Corpo de Bombeiros mobilizou 150 homens e 50 viaturas de todos quartéis da cidade e dois helicópteros para controlar o fogo, resgatar os feridos e o recolher os mortos. A energia elétrica na região foi cortada. A área do aeroporto foi isolada pela Polícia Militar e o aeroporto foi fechado.
O acidente ocorreu 17 dias depois de a pista principal do aeroporto ter sido reaberta - ela ficou fechada 45 dias para reforma - mesmo sem as ranhuras transversais, o chamado grooving que só seria feito no fim deste mês. O grooving é um dos itens que compõem a drenagem da pista e só pode ser feito um mês após o concreto ficar pronto, pois ele precisa se consolidar.
O acidente com o Airbus foi o terceiro ocorrido em Congonhas em 48 horas. Segunda-feira, às 12h43, um avião modelo ATR-42, da empresaPantanal derrapou na pista principal de Congonhas, mas foi parar na grama. Outro incidente ocorreu às 17h40, quando um Fokker-100 da TAM tentou pousar na pista principal e quase não conseguiu parar no fim da pista.(Camilla Rigi, Marcelo Godoy, Bruno Tavares, Rodrigo Pereira e Humberto Maia Junior)