Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Vossa Excelência, na noite de 6 de setembro, às vésperas 185º ano de nossa Independência, resolveu ir à televisão e fez um pronunciamento daqueles típicos de quem não faz a menor idéia do que está falando. Depois de vinte minutos de cantar em prosa e verso um país maravilhoso, descoberto e fundado por ele, encerrou sua fala deixando em todos uma pergunta solta no ar: mas de que diabo de país Lula está falando? Não, não era o Brasil. Se fosse, aquele, o de Lula, seria uma segunda república, descoberta pelos portugueses e que eles mantiveram em segredo este tempo todo, até a chegada de sua majestade altaneira, senhor Luiz Inácio, quando então liberaram geral.
O Brasil, este que a gente vivencia todo o santo dia não guarda menor relação com aquele do Lula. Lula começou exaltando que um novo Brasil está nascendo a partir de sua chegada ao poder. Errado: um país não nasce pronto. Ele é construído por muitas gerações, que pouco a pouco vão erguendo uma nação e tornando-a próspera, livre e feliz. Lula esqueceu deste princípio básico, elementar e indispensável da história. O Brasil de hoje, só é possível ser o que é graças aos nossos mais de quinhentos anos de história, juntando aí a colônia de Portugal que fomos por mais de trezentos anos. Juntando os de 67 anos de império e mais 118 anos de república. E mesmo esta república fragmentada em República Velha, Estado Novo, Pós-Guerra, Ditadura Militar e Redemocratização a partir de 1985.
É o mesmo país, de onde colhemos hoje o que plantamos recentemente, na década de 1990, em que o país se livrou de vez do estigma da inflação. Em que tivemos um estado que equilibrou as contas públicas e acabou com os tesouros estaduais que emitiam dívidas sobre dívidas, sufocando o país, sem capacidade para investir em sua modernização e progresso.
Um Brasil inserido num mundo onde todos dependem de todos. Onde há muita guerra e muita miséria, onde há muita tecnologia numa ponta, onde há carências básicas, até falta de direitos em outras muitas pontas soltas desta civilização dita racional.
Mas voltando ao pronunciamento de vossa excelência. Num dos momentos mais empolgantes, a majestade lascou: “(...)Mas nem sempre quem participa de um momento histórico percebe toda a sua amplitude. Ao contrário, muitas vezes enxerga com mais facilidade as dificuldades passageiras do que os efeitos mais profundos e permanentes da mudança (...)”. Ou seja, as crises plantadas por vossa excelência são passageiras, coisa de menor importância, apesar das mortes que elas provocaram e ainda provocam. Bestial !!! Coisa ruim, só a que os outros fizeram, apesar da dificuldade interna e dos cenários adversos do mundo exterior. Lula, navegando numa carona dos bons ventos da economia mundial, não conseguiu ser mais medíocre talvez por falta de tempo no poder. Quanto a perceber, só se percebe aquilo que existe.
As crises provocadas em seu governo, não são tão passageiras assim, e suas conseqüências são graves e dolorosas. As dificuldades a que se refere o senhor Luiz Inácio são a crise moral, que predominou sobre seu primeiro mandato, que chutou a ética para o ralo e não conseguiu achá-la mais. A crise passageira a que se refere sua excelência é o apagão aéreo que já vitimou 353 brasileiros por negligência, omissão e incompetência de um governo que insiste em dar as costas para os verdadeiros dramas que afligem milhões de brasileiros. Outra crise passageira são as centenas de brasileiros que estão morrendo nos hospitais por conta do apagão da saúde. São os milhares de brasileiros morrendo nas estradas, por conta de um apagão escandaloso e irresponsável na infra-estrutura totalmente deteriorada por um governo que insiste em gastar demais onde não se precisa, e sonega os investimentos que o país reclama para desenvolver-se. Como também deve ser passageira a crise na segurança pública onde centenas morrem vítimas de balas perdidas por conta de um governo perdido, sem ação, sem projetos, apenas discursos palanqueiros e retórica mistificadora.
Depois, afirmou que mais de 8 milhões de brasileiros saíram da linha de miséria. Como sua cretinice parece não ter limites, esqueceu sua excelência de destacar que, destes 8 milhões, menos de 3 milhões se devem as suas políticas “sociais”. O restante, ocorreu entre 1993/1996, período em que o Plano Real foi implantado. E os números são oficiais. Não há como nega-los. O único é faze-lo é o senhor Luiz Inácio que insiste em mentir para a nação.
E disse ainda: “(...) Sou o mais satisfeito porque estou tendo a honra de liderar um processo muito especial de transformação do nosso querido Brasil(...)”. Lidera porcaria nenhuma. Lula faz festa com o chapéu alheio. Mente descaradamente se passando por dono de obra que ele não construiu ou realizou, até pelo contrário: atrapalhou o quanto pode, fez intencionalmente uma oposição de negação, jamais responsável, impedindo reformas que, depois já poder, ele próprio se encarregou de reapresentar, e piorada, como foi o caso da Previdência.
Portanto, vossa excelência insiste na mentira. Quem construiu o Brasil que sua excelência ‘acha’ que lidera, foi FHC. O bom momento da economia interna se deve às mudanças promovidas e contra as quais o PT e Lula sempre lutaram, e o bom momento da economia mundial. O bom de agora em nada se deve a Lula, o mentiroso.
Lá pelas tantas, da mentira sobre os fatos e a história, passou para as promessas mistificadoras para enganar os desinformados 75% da população brasileira: disse que aplicará R$ 504 bilhões de reais em infra-estrutura logística e social. Primeiro, que este “sonho” é para um prazo bastante lonnnnngo. Depois, mente sobre o total anunciado: sequer ele pode contar com metade destes 500 bilhões, que não lhe pertence. E o investimento maior de sua excelência até agora tem sido a do aparelhamento do Estado e o inchaço da máquina pública, o que obriga a todos os brasileiros a ver aumentada a carga tributária, sem parar.
Depois falou que 7 milhões de brasileiros entraram na classe média. Esta “inclusão” se deve muito mais ao empobrecimento da antiga classe média, o que nivelou os padrões de comparação.
Depois, quase encerrando afirmou que “(...) Não é só para as gerações de hoje, mas também para as gerações de amanhã. Um Brasil que respeita o ser humano, respeita a natureza, respeita os valores morais...(...)” Valores morais, é? O mensalão que o diga!
E não é apenas no “hoje” que se constrói e se construiu o Brasil. As gerações passadas também se empenharam, se sacrificaram para que pudéssemos herdar um país melhor do que receberam os nossos avós. Quanto a ter menos pobres, é melhor que Lula passe a transferir renda dos mais abastados, do que da classe média com tem feito. Por que ele não enfrenta os poderosos, os banqueiros, por exemplo? Por que eles encheram sua arca com generosas e gordas “doações” de campanha para a eleição e reeleição ? Por que não tributa os grandes patrimônios e o capital especulativo, ao invés de insistir em cobrar mais impostos do trabalhador?
Ou seja, vossa excelência, talvez por estar viajando muito e se informando pouco do que acontece com os caboclos de sua aldeia, ou por má fé mesmo, continua enganando o povo brasileiro na apresentação de um país maravilhoso que não existe. Como já disse: espero que Lula ao entregar a faixa presidencial em 01° de janeiro de 2011, o faça a outro que não ele mesmo, e nos devolva o país tão democrático quanto aquele que ele recebeu. O doloroso é a herança maldita que deixará: a da destruição da pouca eficiência do Estado brasileiro que ainda nos restava. Esta vai demorar para consertar.
Vossa Excelência, na noite de 6 de setembro, às vésperas 185º ano de nossa Independência, resolveu ir à televisão e fez um pronunciamento daqueles típicos de quem não faz a menor idéia do que está falando. Depois de vinte minutos de cantar em prosa e verso um país maravilhoso, descoberto e fundado por ele, encerrou sua fala deixando em todos uma pergunta solta no ar: mas de que diabo de país Lula está falando? Não, não era o Brasil. Se fosse, aquele, o de Lula, seria uma segunda república, descoberta pelos portugueses e que eles mantiveram em segredo este tempo todo, até a chegada de sua majestade altaneira, senhor Luiz Inácio, quando então liberaram geral.
O Brasil, este que a gente vivencia todo o santo dia não guarda menor relação com aquele do Lula. Lula começou exaltando que um novo Brasil está nascendo a partir de sua chegada ao poder. Errado: um país não nasce pronto. Ele é construído por muitas gerações, que pouco a pouco vão erguendo uma nação e tornando-a próspera, livre e feliz. Lula esqueceu deste princípio básico, elementar e indispensável da história. O Brasil de hoje, só é possível ser o que é graças aos nossos mais de quinhentos anos de história, juntando aí a colônia de Portugal que fomos por mais de trezentos anos. Juntando os de 67 anos de império e mais 118 anos de república. E mesmo esta república fragmentada em República Velha, Estado Novo, Pós-Guerra, Ditadura Militar e Redemocratização a partir de 1985.
É o mesmo país, de onde colhemos hoje o que plantamos recentemente, na década de 1990, em que o país se livrou de vez do estigma da inflação. Em que tivemos um estado que equilibrou as contas públicas e acabou com os tesouros estaduais que emitiam dívidas sobre dívidas, sufocando o país, sem capacidade para investir em sua modernização e progresso.
Um Brasil inserido num mundo onde todos dependem de todos. Onde há muita guerra e muita miséria, onde há muita tecnologia numa ponta, onde há carências básicas, até falta de direitos em outras muitas pontas soltas desta civilização dita racional.
Mas voltando ao pronunciamento de vossa excelência. Num dos momentos mais empolgantes, a majestade lascou: “(...)Mas nem sempre quem participa de um momento histórico percebe toda a sua amplitude. Ao contrário, muitas vezes enxerga com mais facilidade as dificuldades passageiras do que os efeitos mais profundos e permanentes da mudança (...)”. Ou seja, as crises plantadas por vossa excelência são passageiras, coisa de menor importância, apesar das mortes que elas provocaram e ainda provocam. Bestial !!! Coisa ruim, só a que os outros fizeram, apesar da dificuldade interna e dos cenários adversos do mundo exterior. Lula, navegando numa carona dos bons ventos da economia mundial, não conseguiu ser mais medíocre talvez por falta de tempo no poder. Quanto a perceber, só se percebe aquilo que existe.
As crises provocadas em seu governo, não são tão passageiras assim, e suas conseqüências são graves e dolorosas. As dificuldades a que se refere o senhor Luiz Inácio são a crise moral, que predominou sobre seu primeiro mandato, que chutou a ética para o ralo e não conseguiu achá-la mais. A crise passageira a que se refere sua excelência é o apagão aéreo que já vitimou 353 brasileiros por negligência, omissão e incompetência de um governo que insiste em dar as costas para os verdadeiros dramas que afligem milhões de brasileiros. Outra crise passageira são as centenas de brasileiros que estão morrendo nos hospitais por conta do apagão da saúde. São os milhares de brasileiros morrendo nas estradas, por conta de um apagão escandaloso e irresponsável na infra-estrutura totalmente deteriorada por um governo que insiste em gastar demais onde não se precisa, e sonega os investimentos que o país reclama para desenvolver-se. Como também deve ser passageira a crise na segurança pública onde centenas morrem vítimas de balas perdidas por conta de um governo perdido, sem ação, sem projetos, apenas discursos palanqueiros e retórica mistificadora.
Depois, afirmou que mais de 8 milhões de brasileiros saíram da linha de miséria. Como sua cretinice parece não ter limites, esqueceu sua excelência de destacar que, destes 8 milhões, menos de 3 milhões se devem as suas políticas “sociais”. O restante, ocorreu entre 1993/1996, período em que o Plano Real foi implantado. E os números são oficiais. Não há como nega-los. O único é faze-lo é o senhor Luiz Inácio que insiste em mentir para a nação.
E disse ainda: “(...) Sou o mais satisfeito porque estou tendo a honra de liderar um processo muito especial de transformação do nosso querido Brasil(...)”. Lidera porcaria nenhuma. Lula faz festa com o chapéu alheio. Mente descaradamente se passando por dono de obra que ele não construiu ou realizou, até pelo contrário: atrapalhou o quanto pode, fez intencionalmente uma oposição de negação, jamais responsável, impedindo reformas que, depois já poder, ele próprio se encarregou de reapresentar, e piorada, como foi o caso da Previdência.
Portanto, vossa excelência insiste na mentira. Quem construiu o Brasil que sua excelência ‘acha’ que lidera, foi FHC. O bom momento da economia interna se deve às mudanças promovidas e contra as quais o PT e Lula sempre lutaram, e o bom momento da economia mundial. O bom de agora em nada se deve a Lula, o mentiroso.
Lá pelas tantas, da mentira sobre os fatos e a história, passou para as promessas mistificadoras para enganar os desinformados 75% da população brasileira: disse que aplicará R$ 504 bilhões de reais em infra-estrutura logística e social. Primeiro, que este “sonho” é para um prazo bastante lonnnnngo. Depois, mente sobre o total anunciado: sequer ele pode contar com metade destes 500 bilhões, que não lhe pertence. E o investimento maior de sua excelência até agora tem sido a do aparelhamento do Estado e o inchaço da máquina pública, o que obriga a todos os brasileiros a ver aumentada a carga tributária, sem parar.
Depois falou que 7 milhões de brasileiros entraram na classe média. Esta “inclusão” se deve muito mais ao empobrecimento da antiga classe média, o que nivelou os padrões de comparação.
Depois, quase encerrando afirmou que “(...) Não é só para as gerações de hoje, mas também para as gerações de amanhã. Um Brasil que respeita o ser humano, respeita a natureza, respeita os valores morais...(...)” Valores morais, é? O mensalão que o diga!
E não é apenas no “hoje” que se constrói e se construiu o Brasil. As gerações passadas também se empenharam, se sacrificaram para que pudéssemos herdar um país melhor do que receberam os nossos avós. Quanto a ter menos pobres, é melhor que Lula passe a transferir renda dos mais abastados, do que da classe média com tem feito. Por que ele não enfrenta os poderosos, os banqueiros, por exemplo? Por que eles encheram sua arca com generosas e gordas “doações” de campanha para a eleição e reeleição ? Por que não tributa os grandes patrimônios e o capital especulativo, ao invés de insistir em cobrar mais impostos do trabalhador?
Ou seja, vossa excelência, talvez por estar viajando muito e se informando pouco do que acontece com os caboclos de sua aldeia, ou por má fé mesmo, continua enganando o povo brasileiro na apresentação de um país maravilhoso que não existe. Como já disse: espero que Lula ao entregar a faixa presidencial em 01° de janeiro de 2011, o faça a outro que não ele mesmo, e nos devolva o país tão democrático quanto aquele que ele recebeu. O doloroso é a herança maldita que deixará: a da destruição da pouca eficiência do Estado brasileiro que ainda nos restava. Esta vai demorar para consertar.