Sob aplausos, e por unanimidade, o samba carioca se tornou ontem Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, sob registro no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Sambistas da velha guarda, como Nelson Sargento e Monarco, comemoraram com alegria e lembraram dos tempos em que o sambista era perseguido e tachado até de malandro. "O samba é finalmente cidadão brasileiro com todas as letras", alegrou-se Sargento. A votação aconteceu ontem no Rio.
O presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, lembrou que a conquista servirá para salvaguardar essa forma de expressão, que foi dividida em três matrizes - o samba de terreiro, o partido-alto e o samba-enredo. "Alguns ingredientes do samba estão desaparecendo, como a cuíca. Outros, precisam ser documentados, como o partido-alto. Tornando-se Patrimônio Cultural, o samba poderá ter políticas públicas voltadas para ele, em cima de pontos específicos", explicou.
O Iphan tem outros 11 Patrimônios Culturais Imateriais, incluindo o samba de roda do Recôncavo Baiano, o círio de Nazaré (PA), o jongo do Sudeste, o tambor de crioula do Maranhão, o frevo pernambucano e o ofício das baianas de acarajé. Os patrimônios imateriais são aqueles que denotam a forma de pensar e de ver o mundo, como cerimônias, danças e artesanatos.
O orgulho tomou conta de Monarco, da Velha Guarda da Portela, depois que foi anunciada a decisão do conselho. "O sambista foi muito perseguido. Pena que Cartola, Paulo da Portela e Carlos Cachaça não estão mais conosco para verem o samba ser respeitado e reconhecido como eles tanto gostariam de ver. Eles, que foram tão perseguidos, devem estar felizes lá em cima. Devem estar fazendo um samba em homenagem ao samba", brincou.
A iniciativa de dar reconhecimento ao samba partiu de um pedido do Centro Cultural Cartola, com apoio da Associação das Escolas de Samba e da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). O Iphan abraçou a idéia e supervisionou o processo de elaboração do projeto, que culminou com a votação do Conselho Consultivo do órgão.
Brasil real
Neta de Cartola, que completaria 100 anos em 2008, Nilcemar Nogueira, foi uma das líderes do movimento. "A gente julga muito necessário que a riqueza das matrizes do samba seja difundida e preservada. A votação de hoje mostra o poder oficial reconhecendo o Brasil que é real, o Brasil do morro, o Brasil do samba."
O presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, lembrou que a conquista servirá para salvaguardar essa forma de expressão, que foi dividida em três matrizes - o samba de terreiro, o partido-alto e o samba-enredo. "Alguns ingredientes do samba estão desaparecendo, como a cuíca. Outros, precisam ser documentados, como o partido-alto. Tornando-se Patrimônio Cultural, o samba poderá ter políticas públicas voltadas para ele, em cima de pontos específicos", explicou.
O Iphan tem outros 11 Patrimônios Culturais Imateriais, incluindo o samba de roda do Recôncavo Baiano, o círio de Nazaré (PA), o jongo do Sudeste, o tambor de crioula do Maranhão, o frevo pernambucano e o ofício das baianas de acarajé. Os patrimônios imateriais são aqueles que denotam a forma de pensar e de ver o mundo, como cerimônias, danças e artesanatos.
O orgulho tomou conta de Monarco, da Velha Guarda da Portela, depois que foi anunciada a decisão do conselho. "O sambista foi muito perseguido. Pena que Cartola, Paulo da Portela e Carlos Cachaça não estão mais conosco para verem o samba ser respeitado e reconhecido como eles tanto gostariam de ver. Eles, que foram tão perseguidos, devem estar felizes lá em cima. Devem estar fazendo um samba em homenagem ao samba", brincou.
A iniciativa de dar reconhecimento ao samba partiu de um pedido do Centro Cultural Cartola, com apoio da Associação das Escolas de Samba e da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). O Iphan abraçou a idéia e supervisionou o processo de elaboração do projeto, que culminou com a votação do Conselho Consultivo do órgão.
Brasil real
Neta de Cartola, que completaria 100 anos em 2008, Nilcemar Nogueira, foi uma das líderes do movimento. "A gente julga muito necessário que a riqueza das matrizes do samba seja difundida e preservada. A votação de hoje mostra o poder oficial reconhecendo o Brasil que é real, o Brasil do morro, o Brasil do samba."