Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
No Jornal O Globo, uma reportagem que dá bem o tom do quanto a burocracia no país asfixia a vida do cidadão, além de demonstrar de que estamos muito longe de contar com serviços de obrigação do Estado, no mínimo, eficientes.
A reportagem é de Bernardo Mello Franco e Demétrio Weber . Comentamos depois.
Mais de 1.300 responsáveis e ninguém dá jeito no caos das estradas
Num país onde o trânsito mata 35 mil pessoas por ano, faltam soluções, mas sobram órgãos para cuidar do setor. De acordo com reportagem publicada na edição deste domingo do jornal "O Globo", somadas as três esferas de governo - federal, estadual e municipal -, há 1.374 conselhos, departamentos e juntas que dividem responsabilidades e atribuições.
- Quando todo mundo é dono, ninguém cuida direito, porque sempre há uma forma de empurrar responsabilidades para os outros - diz o professor de segurança de trânsito David Duarte, da Universidade de Brasília (UnB).
Em uma série de reportagens, o jornal "O Globo" mostra que o excesso de siglas se reflete numa gestão ineficiente, com pouco êxito na fiscalização e prevenção de acidentes. Auditoria do TCU diagnosticou falta de planejamento e conflitos de competência. Alfredo Peres da Silva, presidente do Denatran, principal órgão do setor, reclama da equipe econômica, que retém dinheiro de multas e do seguro obrigatório.
Tragédia em SC reacende debate sobre rigor das leis de trânsito
O indiciamento por crime de homicídio com dolo eventual - sem intenção mas com consciência dos riscos - do motorista de caminhão que se envolveu no acidente que matou 27 pessoas em Santa Catarina reacendeu o debate sobre o rigor das leis de trânsito no país. Se, por um lado, não existe consenso entre analistas de que a legislação deveria ser mais severa, por outro, muitos concordam que falta fiscalização por parte dos órgãos públicos para cumprir o que já está escrito.
Feriadão é marcado por acidentes nas estradas
O feriado de Nossa Senhora de Aparecida começou com gravíssimos acidentes nas rodovias que cortam o país. Em Minas, pelo menos 19 pessoas morreram, segundo balanço da Polícia Rodoviária Federal e da Estadual. No Espírito Santo, morreram outras quatro pessoas. No Rio, foram registradas 13 mortes. Todas entre a tarde de quinta e a sexta-feira.
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***COMENTANDO NOTÍCIA:
No Jornal O Globo, uma reportagem que dá bem o tom do quanto a burocracia no país asfixia a vida do cidadão, além de demonstrar de que estamos muito longe de contar com serviços de obrigação do Estado, no mínimo, eficientes.
A reportagem é de Bernardo Mello Franco e Demétrio Weber . Comentamos depois.
Mais de 1.300 responsáveis e ninguém dá jeito no caos das estradas
Num país onde o trânsito mata 35 mil pessoas por ano, faltam soluções, mas sobram órgãos para cuidar do setor. De acordo com reportagem publicada na edição deste domingo do jornal "O Globo", somadas as três esferas de governo - federal, estadual e municipal -, há 1.374 conselhos, departamentos e juntas que dividem responsabilidades e atribuições.
- Quando todo mundo é dono, ninguém cuida direito, porque sempre há uma forma de empurrar responsabilidades para os outros - diz o professor de segurança de trânsito David Duarte, da Universidade de Brasília (UnB).
Em uma série de reportagens, o jornal "O Globo" mostra que o excesso de siglas se reflete numa gestão ineficiente, com pouco êxito na fiscalização e prevenção de acidentes. Auditoria do TCU diagnosticou falta de planejamento e conflitos de competência. Alfredo Peres da Silva, presidente do Denatran, principal órgão do setor, reclama da equipe econômica, que retém dinheiro de multas e do seguro obrigatório.
Tragédia em SC reacende debate sobre rigor das leis de trânsito
O indiciamento por crime de homicídio com dolo eventual - sem intenção mas com consciência dos riscos - do motorista de caminhão que se envolveu no acidente que matou 27 pessoas em Santa Catarina reacendeu o debate sobre o rigor das leis de trânsito no país. Se, por um lado, não existe consenso entre analistas de que a legislação deveria ser mais severa, por outro, muitos concordam que falta fiscalização por parte dos órgãos públicos para cumprir o que já está escrito.
Feriadão é marcado por acidentes nas estradas
O feriado de Nossa Senhora de Aparecida começou com gravíssimos acidentes nas rodovias que cortam o país. Em Minas, pelo menos 19 pessoas morreram, segundo balanço da Polícia Rodoviária Federal e da Estadual. No Espírito Santo, morreram outras quatro pessoas. No Rio, foram registradas 13 mortes. Todas entre a tarde de quinta e a sexta-feira.
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De uma coisa podemos estar certos: enquanto tanto as rodovias, sejam elas federais ou não, administradas pelo Estado ou pela iniciativa privada, bem como as ruas e avenidas das cidades, se mantiverem como pistas de vale-tudo, não há cristão que dê jeito neste morticínio sem controle.
Sempre que se tenta aplicar um rigoroso controle nos trânsitos das cidades, por exemplo, sempre aparece uma associação, ou um político abelhudo e oportunista para entrar na justiça e travar toda e qualquer ação moralizadora. A crítica sempre se direciona à indústria da multa como se tornou o jargão popular para livrar a cara dos maus motoristas. E não são poucos. E matam, da forma mais descarada, e sem nenhuma punição ou processo.
Assim, qualquer pilantra ou desequilibrado ao volante, torna-se um homicida em potencial. E por quê ? Porque não se cumpre a lei, não há fiscalização. Não há retenção de carteira, e sua emissão tornou-se um liberou-geral sem critério algum. Além disto, há carros trafegando por aí sem a menor condição para tanto. Tanto as Prefeituras quanto os DETRANs se tornaram de um lado omissos e lenientes, quando não se instalam em seu interior balcões de negócios para despachantes corruptos e irresponsáveis.
Ou se adota no país um critério de rigoroso controle, doar a quem doer, para motoristas e veículos, com apreensão de carteira em qualquer caso de morte por exemplo, até que se apure responsabilidades em inquéritos devidamente instalados para este fim, e ainda se aplique multas pesadas e realmente punitivas para os maus motoristas soltos nas ruas, avenidas e estradas, ou o trânsito no Brasil continuará matando mais do que todas as guerras juntas do planeta, afora as milhares de pessoas que ficam totalmente inválidas. O prejuízo material e humano para o país não tem conta.
Precisamos nos dar conta de uma vez por todas que a ninguém é dado o direito de dirigir do jeito que bem entende. Qualquer automotor é um meio de transporte, e não pode ser usado como arma de guerra, ou veículo de destruição em massa. Desta forma, as leis de trânsito são para serem respeitadas por todos, independentemente de sua condição sócio-econômica. Precisamos por um basta na velha história dos “carteiraços” que uns e outros tem o mau hábito de aplicarem para eximir-se de suas responsabilidades ou culpas.
É preciso que o motorista brasileiro se dê conta que a corrupção e a impunidade que tanto criticamos na classe política, é fruto também do que se vê e se assiste diariamente no trânsito por todo o país. Não podemos apenas nos alimentar de direitos. Aliás, eles nascem justamente como decorrência do cumprimento dos nossos deveres mais elementares, e por certo, o respeito à vida e à ordem são dois deles.
Precisamos, urgentemente, deixarmos de ser assassinos e selvagens. No trânsito nunca estamos sós. Um deslize provoca tragédias fatais. Portanto, além da responsabilidade e da urgente consciência que os motoristas brasileiros devem assumir, nossos autoridades tem por OBRIGAÇÃO impedir que ruas, avenidas e rodovias se transformem em campos de batalha.
Sempre que se tenta aplicar um rigoroso controle nos trânsitos das cidades, por exemplo, sempre aparece uma associação, ou um político abelhudo e oportunista para entrar na justiça e travar toda e qualquer ação moralizadora. A crítica sempre se direciona à indústria da multa como se tornou o jargão popular para livrar a cara dos maus motoristas. E não são poucos. E matam, da forma mais descarada, e sem nenhuma punição ou processo.
Assim, qualquer pilantra ou desequilibrado ao volante, torna-se um homicida em potencial. E por quê ? Porque não se cumpre a lei, não há fiscalização. Não há retenção de carteira, e sua emissão tornou-se um liberou-geral sem critério algum. Além disto, há carros trafegando por aí sem a menor condição para tanto. Tanto as Prefeituras quanto os DETRANs se tornaram de um lado omissos e lenientes, quando não se instalam em seu interior balcões de negócios para despachantes corruptos e irresponsáveis.
Ou se adota no país um critério de rigoroso controle, doar a quem doer, para motoristas e veículos, com apreensão de carteira em qualquer caso de morte por exemplo, até que se apure responsabilidades em inquéritos devidamente instalados para este fim, e ainda se aplique multas pesadas e realmente punitivas para os maus motoristas soltos nas ruas, avenidas e estradas, ou o trânsito no Brasil continuará matando mais do que todas as guerras juntas do planeta, afora as milhares de pessoas que ficam totalmente inválidas. O prejuízo material e humano para o país não tem conta.
Precisamos nos dar conta de uma vez por todas que a ninguém é dado o direito de dirigir do jeito que bem entende. Qualquer automotor é um meio de transporte, e não pode ser usado como arma de guerra, ou veículo de destruição em massa. Desta forma, as leis de trânsito são para serem respeitadas por todos, independentemente de sua condição sócio-econômica. Precisamos por um basta na velha história dos “carteiraços” que uns e outros tem o mau hábito de aplicarem para eximir-se de suas responsabilidades ou culpas.
É preciso que o motorista brasileiro se dê conta que a corrupção e a impunidade que tanto criticamos na classe política, é fruto também do que se vê e se assiste diariamente no trânsito por todo o país. Não podemos apenas nos alimentar de direitos. Aliás, eles nascem justamente como decorrência do cumprimento dos nossos deveres mais elementares, e por certo, o respeito à vida e à ordem são dois deles.
Precisamos, urgentemente, deixarmos de ser assassinos e selvagens. No trânsito nunca estamos sós. Um deslize provoca tragédias fatais. Portanto, além da responsabilidade e da urgente consciência que os motoristas brasileiros devem assumir, nossos autoridades tem por OBRIGAÇÃO impedir que ruas, avenidas e rodovias se transformem em campos de batalha.