sábado, março 15, 2008

As mentiras cretinas do DNIT que matam

Na edição do Jornal Nacional da Rede Globo, deste sábado, foi possível assistir a calamidade das estradas federais no estado do Mato Grosso, agravada, nesta época do ano, em razão do início da colheita da safra de soja, do qual o estado é o maior produtor nacional.

Em 2006, já no ano em Lula concorreu (e venceu) a reeleição, o governo federal lançou um programa tapa buracos que, naquela época, apelidamos de tapa buracos das empreiteiras. Com efeito, e o tempo provou nossa certeza, mais adiante o que se viu foi um longo desfile de irregularidades de toda a ordem, apontadas em relatórios do TCU. Mas, tanto quanto se saiba ninguém foi punido nem multado, o que demonstra a relação promíscua que este governo mantém com aqueles que, meses depois, derramaram “contribuições generosas” nos cofres da campanha do senhor Luiz Inácio. Este, ainda durante a campanha, tanto quanto já prometera (e não cumprira) em 2002, voltou a prometer providências, principalmente para a BR-163, eterna esquecida de nossas autoridades.

Ainda com relação a tal operação tapa-buracos também apontamos sua inutilidade, já que o recapamaento asfáltico se daria em plena estação de chuvas. Ou seja, estávamos jogando pelo ralo apenas para atrair contribuintes para a campanha eleitoral do senhor Luiz Inácio, e, mais uma enrolar, enrolar os eleitores na base do “viram, eu fiz”. Fez foi merda. E tanto é que a reportagem do JN não deixa nenhuma dúvida: este governo é feito de picaretagem e publicidade demagógica. Porque na hora de retornar à sociedade os serviços inerentes ao Estado pelos impostos que nos toma, o que recebemos são desculpas cretinas e imbecis como as que “alguém” vagabundo do DNIT deu sobre o lastimável estado de decomposição das estradas federais no Mato Grosso. Disse o imbecil: “(...)as obras de recuperação estão sendo prejudicadas pelo excesso de chuva e pelo intenso tráfego de caminhões (...)”.

Até parece que chove o ano inteiro no estado !!! Esqueceu o idiota de dizer que, seguramente, durante seis longos meses não chove no Mato Grosso. E, há questão de 15 dias, percorremos 700 km da BR-163, de Cuiabá a Guarantã do Norte, e não encontramos ao longo de todo este trecho um único operário trabalhando ou canteiro de obras instalado. Ou seja, não existem obras coisa nenhuma. O que aquela estrada precisa há pelo menos cinco ou seis anos é sua urgente duplicação, e isto já poderia ter sido iniciado. O que não existe é vontade de fazer, porque recursos os há de sobra. E deixarem de roubar, então será uma maravilha.

O que não se pode é ficar calado diante de desculpa mentirosa e canalha, porque esta calhordice, ano após, tem vitimado mais e mais motoristas, além de causar um sério prejuízo aos agro-pecuaristas do estado.

Senhores dirigentes do DNIT: chega de mentirem e enganarem a população. Chega de trapaças, desvios e corrupção. Tratem de trabalhar que é para isto que a sociedade os paga, e os faz régia e suficientemente. Chega de vagabundagem.

A seguir, na íntegra, o texto da reportagem do Jornal Nacional.

Perigo aumenta nas estradas do Mato Grosso

Nesta época do ano, aumenta o perigo nas estradas de Mato Grosso. Os caminhões que transportam soja enfrentam um velho problema: buracos, má sinalização e a imprudência de motoristas.

Em um posto de fiscalização, no sul do Estado, uma longa espera para carimbar as notas fiscais das cargas.

"Cheguei a pegar três horas de fila aqui”, conta um motorista.

O congestionamento de carretas e caminhões atrapalha o tráfego na BR 163, e este não é o único desafio.

Nesta época do ano, a média de veículos circulando pelas BR 163 e 364, principal eixo de ligação entre Mato Grosso e as regiões Sul e Sudeste, chega a 10 mil por dia. Carros de passeio são minoria e quase são engolidos. Poucos trechos das rodovias federais de Mato Grosso estão como o da BR 364, próximo à Cuiabá. A pista foi recapeada, está em boas condições. Mas a sinalização é precária, o que ameaça a segurança de quem passa pela região.
O asfalto ainda não foi demarcado e muitas placas estão cobertas pelo mato. À noite a situação fica ainda pior.

"Sem sinalização é muito complicado mesmo, a gente vai conta com a experiência", afirma um caminhoneiro.

As condições das estradas e a imprudência dos motoristas se traduzem em números. No primeiro bimestre deste ano, foram 393 acidentes e 35 mortes nas rodovias federais de Mato Grosso, praticamente uma morte a cada dois dias. "Eu torço para voltar pra casa vivo", confessa um caminhoneiro.

O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes informou que as obras de recuperação estão sendo prejudicadas pelo excesso de chuva e pelo intenso tráfego de caminhões.