segunda-feira, abril 14, 2008

Mais uma fala irresponsável de ministro do governo

Adelson Elias Vasconcellos

Reportagem de Jamil Chade e Tania Monteiro, de O Estado de S. Paulo, informa que, para ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, eventual alta não prejudicaria a população que precisa quitar financiamentos.

Leiam a reportagem. Retornaremos depois para comentar.

Alta de juros não afetaria economia, diz Miguel Jorge

PRAGA - A economia brasileira não sofrerá se ocorrer uma alta das taxas de juros. A afirmação é do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que deixou claro que um eventual aumento não afetaria a população que tem financiamentos a serem quitados. "Ninguém gosta de uma alta das taxas de juros. Mas não vejo como uma alta de 0,25% ou 0,5% poderia ter um impacto tão grande naqueles que têm prestações a pagar. Os impactos de uma alta de 0,25% seriam pequenos para o desenvolvimento da economia", afirmou o ministro antes de deixar Praga, onde participou da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Jorge admite que um dos debates tem sido o impacto sobre os consumidores que fizeram financiamentos nos últimos meses, quando a taxa de juros estava em ritmo de queda. "Fala-se daqueles que compraram carros com o prazo de pagamento de 60 meses. Mas os cálculos mostram que a alta de 0,25% significaria um aumento pequeno nas prestações mensais. Ninguém deixa de comprar um carro por uma alta de 0,25% na taxa Selic", disse Jorge.

Na sexta-feira, em Amsterdã, Lula já havia afirmado que a economia teria como enfrentar uma alta dos juros. Já no sábado, em Praga, deixou claro que seria "louco" quem estivesse sugerindo que ele estaria dando um sinal verde para a alta de juros.

Para Jorge, a economia "está sólida". "Pela primeira vez estamos fazendo as coisas de uma maneira correta e certa", disse. "Não estamos apostando com a economia brasileira", afirmou. "Houve muita irresponsabilidade fiscal antes. O que temos feito é garantir essa responsabilidade, com efeitos muito importantes."

Para o ministro uns trocados a mais sacados do bolso dos brasileiros, parece não fazer. Em que país este camarada pensa que está? Acaso sabe ele qual a média de salários dos brasileiros? E diante do aumento de juros, sabe ele também o impacto em escala que isto se reproduzirá na economia? Ora, faça o favor, camarada, a grandiosa maioria do povo brasilseiro não anda de jatinho fretado, não uso cartão de crédito corporativo que depois a sociedade paga, sem nem saber no que se torrou o dinheiro e, quando quer saber não pode porque há um cretino sigilo a esconder a farra toda, sob o argumento imbecil de “segurança nacional”.

Qualquer dez reais a mais ou menos no bolso da maioria da população faz diferença sim. Ele precisará gastar menos em alguma necessidade essencial.

O contraditório na fala do Miguel Jorge é ele dizer, candidamente, que “...a economia"está sólida". Ora,ministro se está tão sólida quanto se diz, então pra que aumentar os juros ? Desculpe-me mas está faltando lógica no argumento fajuto. Que se tenha necessidade de elevar os juros para conter a demanda artificial criada pelo atual governo para posar de “progressista” nos palanques, vá lá: vamos pagar a conta de um passo mal calculado pelo governo, muito embora, cretinamente, ele não admita. Mas errou, sim. Então, vá lá: eleve-se o juro para o prejuízo não ser maior e acabar penalizando quem não tem culpa pelos governantes e ministros de estado irresponsáveis e moleques que desgovernam o país. Mas daí a querer dizer que o povo não sentirá impacto algum, vai uma enorme diferença.

Além do mais, tentando vender seu peixe podre como se estivesse fresco, o ministro vem e afirma que “...Houve muita irresponsabilidade fiscal antes. O que temos feito é garantir essa responsabilidade, com efeitos muito importantes..." Acho que o ministro está de porre. Convido-o a me mostrar em números e fatos onde estava a irresponsabilidade fiscal de “antes”. No governo anterior ? Lá é que o país voltou a ter juízo, a ter equilíbrio fiscal em suas contas, é de lá que nasceu a bendita Lei de Responsabilidade Fiscal e é de lá que o país herdou estabilidade econômica. Mostre-me uma única ação do governo Lula que não seja um mero continuísmo da política econômica herdada do governo FHC. Lá até se pode ter cometido muitos erros, porém, o grande mérito foi ter dado um rumo certo para o país e do qual Lula é herdeiro direto, muito embora, ele e seu partido sempre apostaram que o Real não daria certo.

Nem nas políticas sociais os “feitos” são de agora, já que Lula mente para o país como sendo autor e mentor, quando na verdade já as encontrou implantadas e com um admirável cadastro de todas as famílias beneficiadas.

No mesmo balaio de irresponsáveis onde se depositam figurinhas do tipo Tarso Genro , Nelson Jobim, Luiz Marinho, Orlando Silva, Franklin Martins e muitos outros, vai se juntar também o ministro Miguel Jorge. Esta fala cafajeste demonstra bem do porquê do Brasil se encontrar cada vez mais atrasado. Quando até o Peru, uma economia que representa 10 % se comparada com a brasileira, já exibe seu crachá de país com grau de investimento, vai se dizer o quê?. E sabe o ministro por quê? Justamente por causa de seus fundamentos fiscais.

Um país que se propõem torrar R$ 1,o bilhão para a criação de uma TV pública do traço, afora um gasto anual em torno de R$ 150,0 com sua manutenção, além de não ser sério, realmente não é merecedor nem de respeito muito menos de confiança. Vê, portanto, que o ministro se enquadra muito bem neste figurino.