Adelson Elias Vasconcellos
A Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, dentre outros, apontou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força Sindical, como suspeito de pertencer a quadrilha que agia dentro do BNDES, em financiamentos para amigos do esquema e que, depois, desviava para si as devidas comissões. Foi preso na operação, um ex-assessor do deputado.
Ele, na tentativa de defender-se, ocupou a tribuna da Câmara para atacar. E não deixou por menos, foi logo acusando as “elites” de quererem desestabilizá-lo. Interessante que, quem o acusa, não é a elite, e sim a Polícia Federal, e justamente por agir em favorecimento às elites e, claro, a si mesmo.
Mas, aos poucos, a gente vai conhecendo alguns pormenores que envolvem o deputado numa ação cada dia mais difícil de ser contestada.
A mulher do deputado, Elza de Fátima Costa Pereira, tem uma ONG, a Meu Guri Centro de Atendimento Biopsicossocial, que recebeu do próprio BNDES a bagatela de R$ 1,199, numa “operação não reembolsável” segundo informa a própria instituição. Na conta particular de Elza encontrou-se um depósito feito pelo ex-assessor do Paulinho, João Pedro de Moura, o que está preso, uma doação carinhosa de R$ 36,6 mil. Eis um lobista bem generoso, não é mesmo ?
Com registro no CNPJ, a ONG, Meu Guri, foi aberta em 20 de agosto de 1997, para promover "atividades de associações de defesa de direitos sociais". O endereço declarado é Rua Galvão Bueno, 782, Liberdade, em São Paulo, mas o local é, na verdade, conhecido como Palácio do Trabalhador - sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, do qual Elza é tesoureira.
João Pedro de Moura é apontado pela Procuradoria da República e pela PF como mentor e principal articulador do esquema de desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que há três semanas caiu na malha da Operação Santa Tereza.
Ex-conselheiro do BNDES, Moura foi apanhado pela interceptação telefônica da PF negociando partilha de recursos liberados para prefeituras. A Procuradoria da República considera ter "provas cabais" de irregularidades em três contratos de financiamento do banco que somam R$ 400 milhões.
O depósito na conta da Meu Guri foi realizado no dia 1º de abril, segundo registro bancário número 202.020. Para a PF, o documento reforça suspeita de que parte do dinheiro do BNDES que transitou pela organização pode ter sido repassada a um núcleo de ONGs.
A polícia passou a suspeitar que o esquema BNDES ia bater de frente com entidades assistenciais quando pegaram no grampo o coronel da PM Wilson Consani. Na véspera da Santa Tereza, noite de 23 de abril, o oficial tentou avisar a cúpula do PDT e da Força Sindical sobre a operação. Numa ligação, ele soltou: "É o negócio das ONGs."
Mas a fedentina na fica “apenas” nestes detalhes: a Santa Tereza, operação federal que desmontou esquema de desvio de recursos do BNDES, descobriu que a organização criminosa repassou R$ 82 mil para a ONG Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Pesquisa Política, Social e Cultural do Trabalhador - Luta e Solidariedade. Os investigadores estão convencidos de que esse dinheiro fazia parte do montante que o grupo se apoderou a partir de contratos fraudulentos para obras de prefeituras.
Do cadastro da Rede Infoseg, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, consta que a ONG iniciou atividade em abril de 2002 e seu principal dirigente é Eleno José Bezerra, vice-presidente da Força Sindical e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, do qual é tesoureira Elza Pereira, mulher do deputado Paulo Pereira da Silva. Registro oficial indica também a Rua Galvão Bueno, 747, como endereço da ONG - nesse local funciona um restaurante popular da Força, que é presidida por Paulinho.
A pista para chegar a essa ONG é um canhoto de cheque recolhido na casa do empresário Marcos Vieira Mantovani, apontado pelo Ministério Público Federal como consultor da quadrilha. A apreensão ocorreu na manhã de 24 de abril, quando a Polícia Federal prendeu 10 suspeitos de integrarem o esquema BNDES.
Mantovani é dono da Progus Consultoria. Transitava bem em administrações municipais e no BNDES, onde tinha como parceiro João Pedro de Moura, ex-assessor de Paulinho. Cabia a ele indicar a prefeitos que agiam em parceira com o grupo o caminho mais rápido para aprovar projetos no BNDES.
Em sua defesa, Paulinho acusa a elite porém, a suspeita sobre ele não provém de nenhuma acusação ou prova envolvendo “elites”. O trecho a seguir está publicado no Estado:
“Nosso chefe maior" é Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, declarou o coronel da Polícia Militar Wilson de Barros Consani Júnior, que a Santa Tereza capturou sob acusação de envolvimento no desvio de verbas do BNDES.No dia em que foi preso, 24 de abril, o oficial foi interrogado pela Polícia Federal. Sobre o esquema BNDES ele se esquivou, alegou não saber de nada. Mas admitiu que na véspera, noite de 23, ficou sabendo da ação policial e tentou avisar a cúpula do PDT e da Força Sindical.
A Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, dentre outros, apontou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força Sindical, como suspeito de pertencer a quadrilha que agia dentro do BNDES, em financiamentos para amigos do esquema e que, depois, desviava para si as devidas comissões. Foi preso na operação, um ex-assessor do deputado.
Ele, na tentativa de defender-se, ocupou a tribuna da Câmara para atacar. E não deixou por menos, foi logo acusando as “elites” de quererem desestabilizá-lo. Interessante que, quem o acusa, não é a elite, e sim a Polícia Federal, e justamente por agir em favorecimento às elites e, claro, a si mesmo.
Mas, aos poucos, a gente vai conhecendo alguns pormenores que envolvem o deputado numa ação cada dia mais difícil de ser contestada.
A mulher do deputado, Elza de Fátima Costa Pereira, tem uma ONG, a Meu Guri Centro de Atendimento Biopsicossocial, que recebeu do próprio BNDES a bagatela de R$ 1,199, numa “operação não reembolsável” segundo informa a própria instituição. Na conta particular de Elza encontrou-se um depósito feito pelo ex-assessor do Paulinho, João Pedro de Moura, o que está preso, uma doação carinhosa de R$ 36,6 mil. Eis um lobista bem generoso, não é mesmo ?
Com registro no CNPJ, a ONG, Meu Guri, foi aberta em 20 de agosto de 1997, para promover "atividades de associações de defesa de direitos sociais". O endereço declarado é Rua Galvão Bueno, 782, Liberdade, em São Paulo, mas o local é, na verdade, conhecido como Palácio do Trabalhador - sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, do qual Elza é tesoureira.
João Pedro de Moura é apontado pela Procuradoria da República e pela PF como mentor e principal articulador do esquema de desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que há três semanas caiu na malha da Operação Santa Tereza.
Ex-conselheiro do BNDES, Moura foi apanhado pela interceptação telefônica da PF negociando partilha de recursos liberados para prefeituras. A Procuradoria da República considera ter "provas cabais" de irregularidades em três contratos de financiamento do banco que somam R$ 400 milhões.
O depósito na conta da Meu Guri foi realizado no dia 1º de abril, segundo registro bancário número 202.020. Para a PF, o documento reforça suspeita de que parte do dinheiro do BNDES que transitou pela organização pode ter sido repassada a um núcleo de ONGs.
A polícia passou a suspeitar que o esquema BNDES ia bater de frente com entidades assistenciais quando pegaram no grampo o coronel da PM Wilson Consani. Na véspera da Santa Tereza, noite de 23 de abril, o oficial tentou avisar a cúpula do PDT e da Força Sindical sobre a operação. Numa ligação, ele soltou: "É o negócio das ONGs."
Mas a fedentina na fica “apenas” nestes detalhes: a Santa Tereza, operação federal que desmontou esquema de desvio de recursos do BNDES, descobriu que a organização criminosa repassou R$ 82 mil para a ONG Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Pesquisa Política, Social e Cultural do Trabalhador - Luta e Solidariedade. Os investigadores estão convencidos de que esse dinheiro fazia parte do montante que o grupo se apoderou a partir de contratos fraudulentos para obras de prefeituras.
Do cadastro da Rede Infoseg, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, consta que a ONG iniciou atividade em abril de 2002 e seu principal dirigente é Eleno José Bezerra, vice-presidente da Força Sindical e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, do qual é tesoureira Elza Pereira, mulher do deputado Paulo Pereira da Silva. Registro oficial indica também a Rua Galvão Bueno, 747, como endereço da ONG - nesse local funciona um restaurante popular da Força, que é presidida por Paulinho.
A pista para chegar a essa ONG é um canhoto de cheque recolhido na casa do empresário Marcos Vieira Mantovani, apontado pelo Ministério Público Federal como consultor da quadrilha. A apreensão ocorreu na manhã de 24 de abril, quando a Polícia Federal prendeu 10 suspeitos de integrarem o esquema BNDES.
Mantovani é dono da Progus Consultoria. Transitava bem em administrações municipais e no BNDES, onde tinha como parceiro João Pedro de Moura, ex-assessor de Paulinho. Cabia a ele indicar a prefeitos que agiam em parceira com o grupo o caminho mais rápido para aprovar projetos no BNDES.
Em sua defesa, Paulinho acusa a elite porém, a suspeita sobre ele não provém de nenhuma acusação ou prova envolvendo “elites”. O trecho a seguir está publicado no Estado:
“Nosso chefe maior" é Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, declarou o coronel da Polícia Militar Wilson de Barros Consani Júnior, que a Santa Tereza capturou sob acusação de envolvimento no desvio de verbas do BNDES.No dia em que foi preso, 24 de abril, o oficial foi interrogado pela Polícia Federal. Sobre o esquema BNDES ele se esquivou, alegou não saber de nada. Mas admitiu que na véspera, noite de 23, ficou sabendo da ação policial e tentou avisar a cúpula do PDT e da Força Sindical.
O grampo da PF pegou o coronel falando com um cunhado de Paulinho. "É bom avisar o nosso chefe maior", sugeriu o militar. À PF, ele declarou que se referia a Paulinho. Em outra ligação, Consani alertou José Gaspar, vice-presidente do PDT. Gaspar perguntou se a operação tinha a ver com "nosso amigo". À PF, o coronel disse que "nosso amigo" é Paulinho.
O coronel tinha importante participação no esquema do BNDES, segundo a denúncia. "Acompanhava as ações da quadrilha e tinha plena ciência dos crimes praticados", afirma a procuradora Adriana Scordamaglia. "Colaborava com a obtenção de futuros financiamentos junto ao BNDES."
A PF quis saber do coronel o motivo do alerta ao deputado pedetista. "Porque uma pessoa ligada ao Paulinho, que exerce um cargo dentro do partido, estava sendo alvo da operação."
Uma vez, Consani conversou com Brito de França, então assessor do deputado Roberto Santiago (PV-SP). O coronel disse a França que João Moura, o amigo de Paulinho, "com aquele caminho, libera rápido". À PF, declarou: "Eu quis dizer que João estava em Brasília, essa liberação rápida diz respeito à liberação de dinheiro do PAC ou do Ministério das Cidades." Em outro grampo, ele chama o ministério de "pequena mina".
Esta é uma da tanta e tantas tramóias que se desenrolam nos porões do governo que está aí. Fosse a CPI das ONGs algo mais sério, e esta seria uma das centenas de histórias de patifarias que se realizaram entre o governo e as ONGs picaretas que fervilham pelo país, e que engoliram bilhões de recursos públicos em nome de coisa alguma, a não ser para favorecer seus “dirigentes”. O manto de “entidade social” é apenas para encobrir a pilantragem de suas sórdidas existências e poderem, deste modo, meter a mão na grana que é arrancada do contribuinte brasileiro, que continua sem segurança, sem hospitais e sem educação decentes, porque os impostos que esfolam seu lombo são desviados para estes energúmenos que habitam as crateras da imundície reinante no Poder Público.
E que fique claro: todo o governo federal esta infestado pela mesma cultura. O tal PAC é apenas a embalagem para efeito externo. O que vai por dentro dá até medo de se investigar mais a fundo. E é por isso que Lula briga para fazer seu sucessor, se não for ele próprio. Imaginem esta gente toda precisar sair às ruas para pedir emprego e terem que trabalhar para sustentarem sua vida de luxúria desenfreada!!! E Lula ainda reclama a não prorrogação da CPMF? Santo Deus, imaginem mais R$ 40 bilhões por ano nas mãos destes malucos, quanto patifaria a mais não iria alimentar !!! Nem é bom pensar !!!