Adelson Elias Vasconcellos
O analfabetismo chegou às escolas. Alguma surpresa? De modo algum, a tendência, julgando o que tem sido feito e o que não tem, só poderia resultar nisto. Claro, a propaganda oficial vai contrapor que não é bem assim. Mas os resultados estão aí, só não os vê os cegos por formação, e os aml intencionados por deformação de caráter msmo.
Há muito tempo que criticamos o modo como a educação, principalmente a básica, é tratada no Brasil. Nada mais equivocado imaginar-se que educação de qualidade se faz com mais recursos apenas. Fosse assim, e nossos indicadores se perfilariam dentre os melhores do mundo. Estamos longe disso.
O analfabetismo chegou às escolas. Alguma surpresa? De modo algum, a tendência, julgando o que tem sido feito e o que não tem, só poderia resultar nisto. Claro, a propaganda oficial vai contrapor que não é bem assim. Mas os resultados estão aí, só não os vê os cegos por formação, e os aml intencionados por deformação de caráter msmo.
Há muito tempo que criticamos o modo como a educação, principalmente a básica, é tratada no Brasil. Nada mais equivocado imaginar-se que educação de qualidade se faz com mais recursos apenas. Fosse assim, e nossos indicadores se perfilariam dentre os melhores do mundo. Estamos longe disso.
Hoje no Estadão, o ex-ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, apresenta-nos um artigo onde analisa projeto que tentará federalizar o ensino básico no país, e dentre as inúmeras propostas apresentadas, o que mais se vê é o aumento substancial de benefícios, e por conseguinte, de gastos para o país, sem tocar no ponto crucial que é a qualidade do que é ensinado às crianças. Mas também convém ler e reler o excelente artigo do Gustavo Iochpe na Veja deste final de semana.
Não é preciso pertencer à ala dos “profissionais da educação” para se saber que, capacidade de cálculos aritméticos e de leitura e interpretação de textos simples, estão longe de serem os “frutos” recebidos por quem está nas escolas.
No fundo, há sim uma necessidade imperiosa de se remunerar melhor os professores, principalmente os que trabalham nas periferias dos grandes centros e os do interior do país. Alguns sequer recebem um salário mínimo/mes. Porém, muitos também, sequer tem condições de exercerem tão nobre ofício. Ou lhes falta o talento básico ou ainda, o que é mil vezes pior, a necessária formação para cumprirem bem o seu papel.
Quando vejo o Ministério da Educação preocupado em exames de avaliação de alunos e escolas, e isto em todos os níveis, pergunto-me quando implantarão um sistema de avaliação dosprofessores. Porque, no fundo, a qualidade não depende apenas de alunos e escolas, e sim, de professores qualificados.
Além disto, o conteúdo didático, raramente, é levado em consideração. Qualquer pai pode avaliar a extensão do problema se dedicar alguns preciosos minutos de seu dia a dia para uma simples leitura dos livros que são entregues aos alunos. Hpa uma clara orientação para que o conteudo seja muito mais de perfil ideológico, do que informativo. Não é competência, nem de professores tampouco de autoridades metidas no ensino, passar uma cartilha aos alunos onde a informação alaém de parcial, já vem embrulhada com análises distorcidas na qual se tenta provar teorias de pensamento. À escola compete apenas informar e fornecer aos alunos ferramentas sadeuadas à sua própria capacidade crítica que se delineará ao longo dos anos. Escolhas empacotadas não é função da escola. E é isso que se mais se vê. Deste modo, a escola deixa de cumprir sua missão maior. E os resultados são os que vemos por aí.
Mas volto ao ponto de avaliação dos professores. Também neste particular os pais podem avaliar as provas que são passadas para os seus filhos e, por certo, encontrará erros primários de redação na formulação de questões básicas. E isto é inaceitável.
Houve um tempo em que a missão de ensinar além de melhor respeitada pela sociedade, também era levada mais a sério pelos próprios profissionais. Havia em cada um o desejo firme de melhor desempenharem seu ofício, até que, forçados pelo abandono do Estado, as diferentes categorias de profissionais buscaram na sindicalização uma forma de pressionar os governos de todos os níveis em busca de melhor remuneração. E, coincidência ou não, a partir do momento em que nascia no ABC o petismo, as diferentes associações de classe de professores, se deixaram influenciar pelo pensamento retrógrado e de negação dos valores que até então norteavam o ofício de ensinar. Pouco a pouco, as associações de professores começaram a se politicar e perderam o foco. Em contrapartida, a capacidade de ensinar foi sendo relegada a um segundo, terceiro e até quarto planos, razão pela qual a qualidade do que se passou a ensinar nas escolas foi definhando grotescamente.
A partir do governo FHC, é ingável que tivemos avanços com a universilazação maior do ensino básico. Para tanto, foram importantes os programas sosciais então lançadoscomo o Bolsa Escola que obrigava aospais manterem seus filhos regularmente nas escolas para que pudessem usufruir da contribuição pecuniária. Em seguida, criou-se o FUNDEB que teria a missão de, em diferentes direções, buscar, num segundo momento, qualificar o ensino público. Todo estetrabalho foi jogado no lixo pelo PT ao chegar ao poder, por ao invés de qualificar e dar continuidade às conquistas, resolveu ele próprio criar um outro modelo. A resposta é a que temos: o nível que ja era baixo, simplesmente despencou, a demonstrar as más escolhas feitas nos ultimosanos.
E aí aquestão que fica é, se os responsáveis, autoridades e profissionais de ensino, terãoagrandeza para reavalierem suas posições e, se constatado as escolhas erradas por um e a perda de foco por outro, teriam ambos a humildade de recuarem e mudarem suas atitudes.
O sindicalismo, em si, não é o problema em relação aos profissionais de ensino, porém quando este sindicalismo se politiza e faz “escolhas ideológicas”, então tais profissionais perdem o caráter deindependência que lhes deveria governar o comportamento. Assim, não é com apenas, conforme os diferentes projetos que circulam no congresso, a concessão de benefícios que se atingirá melhorias na qualidade do ensino. É indispensável ter em conta dois aspectos: um, que os professores DEVEM ser qualificados, do contrário, a sociedade continuará sendo “rouybada” em continuar pagando impostossem o retorno adequado e obrigatório no campo da educação. E, que osprofessores que quiserem ser políticos, saiam das salas de aula e vão se dedicar à política. Sala de aula não é tribuna nem palnque. Lá devem estar presentes os que, além de competência, tenham verdadeiro amor ao seu ofício. Ou seja, o ensino melhora com professores cumprindo o seu papel de professores. Claro que este não éo único ponto, mas sem ele o resto se torna inútil: mais recursos, federalização, benefícios, mais gastos, curriculum nacionais ou regionalizados, nada disso terá importância sem que, à frente disto tudo, possamos contar com profissionais com formação condigna e focados no seu ofício de ensinar.
Precisamos formar as novas gerações para as necessidades reais do país, e não apenas para recitar cartilhas de cunho político ideológico, sem nenhum comprometimento nem com o futuro de si mesmos nem com os do país. As escolhas sempredevem ser individuais, da consciênia decada um, e para tanto papel da escola ainda permanece sendo o de formar e informar e não, como vemos hoje, o de deformar o pensamento ainda em formação de seus alunos.
Assim, se há de fato vontade deste governo em qualificar o ensino básico, deveria começar pela avaliação dos atuais professores e, ato contínuo, bem que Lula poderia retirar de seus discursos cretinos a glamurização insistente e imbecil de seu próprio analfabetismo. Seria um incentivo etanto. Mas ´para isto ele precisaria ter a grandeza de espírito que nunca teve...