AP, AFP E EFE
Ministro equatoriano adverte outra vez que revogará contrato de empresa, caso ela não aceite novos termos
O ministro de Minas e Petróleo do Equador, Galo Chiriboga anunciou ontem ter fechado um pré-acordo para a redefinição de contratos com as empresas petrolíferas Repsol-YPF, da Espanha, e Perenco, da França - que passam de exploradoras do recurso natural a meras prestadoras de serviço para o governo equatoriano. A companhia chinesa Andes Petroleum já havia aceitado renegociar seus contratos nos termos exigidos pelo governo de Rafael Correa.
Ministro equatoriano adverte outra vez que revogará contrato de empresa, caso ela não aceite novos termos
O ministro de Minas e Petróleo do Equador, Galo Chiriboga anunciou ontem ter fechado um pré-acordo para a redefinição de contratos com as empresas petrolíferas Repsol-YPF, da Espanha, e Perenco, da França - que passam de exploradoras do recurso natural a meras prestadoras de serviço para o governo equatoriano. A companhia chinesa Andes Petroleum já havia aceitado renegociar seus contratos nos termos exigidos pelo governo de Rafael Correa.
Com isso, a brasileira Petrobrás ficou isolada nas duras negociações com Quito e recebeu ontem uma nova ameaça de expulsão do país - como Correa já havia feito no sábado. "Se as empresas não cumprirem as novas políticas para o setor petroleiro do governo equatoriano, teremos de revogar os contratos para que elas saiam do país", afirmou Chiriboga, em clara referência à Petrobrás.
A companhia brasileira explora poços na Amazônia equatoriana, no setor conhecido como Bloco 18. O contrato de concessão foi firmado em 2001 e termina em 2022. "Eu me reuni com a Petrobrás e chegamos a um acordo claro, mas eles estão demorando demais para assiná-lo. Cumpram as exigências ou saiam do Equador", disse Correa, no sábado.
Chiriboga, voltou a advertir ontem a Petrobrás de que rescindirá seu contrato de exploração, caso a empresa não respeite as políticas do governo e aceite "no menor tempo possível" um novo acordo sobre suas operações na região.
"A Petrobrás estendeu de forma incompreensível a negociação, já que em agosto aceitou os termos propostos pela estatal Petroecuador", disse Chiriboga. Segundo Quito, a empresa desrespeitou o prazo estabelecido para aceitar um novo contrato sobre o bloco, que produz 32 mil barris diários. Consultada, a Petrobrás não quis se manifestar sobre o assunto. Representantes da empresa passaram a tarde de ontem reunidos com Chiriboga, mas até a noite não havia informações sobre o encontro.
No início de setembro, Correa, ordenou a renegociação de todos os contratos com as petroleiras estrangeiras, que exploram quase metade dos campos do país - que produz 500 mil barris por dia - e ficam com 82% da receita do petróleo.Pelas novas regras impostas pelo governo equatoriano, as operações seriam assumidas pela Petroecuador e as companhias estrangeiras se tornariam prestadoras de serviços. Todo o lucro da atividade ficaria com o Estado, que pagaria às empresas pelos custos de produção, além de uma taxa de uso de infra-estrutura.
O impasse com a Petrobrás ocorre duas semanas depois de Correa ter expulsado do país e apreendido os bens da construtora brasileira Norberto Odebrecht, sob acusação de que a companhia foi responsável por problemas que resultaram na paralisação da hidrelétrica subterrânea de San Francisco, em junho. Correa também suspendeu os direitos de quatro executivos da empresa e dois deles permanecem abrigados na embaixada brasileira em Quito.