quinta-feira, janeiro 22, 2009

Custou a cair a máscara

Adelson Elias Vasconcellos.

Quanto mais se conhecem os detalhes da estípida decisão de Tarso Genro na concessão de refúgio político ao terrorista e assassino italiano Cesare Battisti, mais ela tende a se tornar vergonhosa para o país.

Aos poucos, ficamos sabendo que a decisão não foi um ato de iniciativa isolada do Rolando Lero de Brasília. Ela teve o aval (talvez até a ordem) de seu chefe, e isto se fez porque a França decidiu não mais abrigar o fugitivo, onde permaneceu desde que escapou da Itália para não pagar por seus crimes.

Ora, se para a França não há mais “abrigar” este lixo moral, por conta do que o Brasil resolveu acolher ? Só país bananeiro, governado por ratasanas do tipo que temos, se submeteria em jogar no lixo sua soberania para aceitar tal imposição. E o que é pior: abrindo uma crise diplomática contra um país soberano, que é democrático desde o final de segunda guerra e que, vivendo dentro do mais absoluto regime de leis, julgou e condenou um cidadão por seus crimes. Se os atos de Battisti tinham cunho político, isto e lá com ele. Para a Justiça italiana seus crimes são crimes comuns. Agitação ou contrariedade não serve como justificativa para assassinatos. Claro que regimes onde vigoram a cretinice esquerdista, os fins justificam os meios. Em países desenvolvidos, democráticos, ninguém pode se colocar acima da lei.

Por aqui, as leis são feitas para acobertar falcatruas das mais diferentes modalidades, e também para acobertar e livrar a cara dos malfeitores. No mundo decente onde vigora a civilidade, os indivíduos são regulados pelo estado de direito.

Desde José Sarney na década de 80,o Brasil persegue o sonho de ter assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Contudo, ao invés de rechear seus antecedentes com ações civilizadas capazes de nos fazer notar positivamente aos olhos do mundo, o Brasil só feito papel ridículo, isto para se dizer o mínimo. Só para lembrar algumas destas ações cretinas, estúpidas e despropositadas, listamos a “devolução” dos pugilistas cubanos em avião de Chavez diretos para a dupla assassina dos irmãos Castro. É bom lembrar que os pugilistas acabaram ganhando refúgio político da Alemanha, o que demonstra o quanto este governo adora se associar a criminosos, ditadores e caudilhos vagabundos !

O não reconhecimento como grupo terrorista dos guerrilheiros da FARC, indispondo-se inclusive contra o governo democrático da Colômbia. A não condenação na ONU do regime de terror do governo do Sudão que, na época, já vitimara mais de 300 mil civis, genocídio que em momento foi criticado e condenado pelo Itamaraty do “humanista” Celso Amorin, ação (ou omissão?) que se repetiu que os terroristas do Hamas chacinaram palestinos do Fatah. Refúgio político, emprego e tratamento vip dispensado ao falso padre Medina, terrorista fugido da Colômbia onde rapto e matou inúmeros inocentes e, contrariando o pedido de extradição do governo da Colômbia, o Brasil resolveu demonstrar sua simpatia para o “companheiro”. Para encerrar, basta citar o flerte que o atual governo tem se olvidado em exibir para os países autocráticos do mundo árabe, e a antipatia visível que sempre o governo Lula teve para com o governo democrático de Israel, onde Lula jamais pôs seus pés.

A lista é imensa, mas o que vai acima já serve para desqualificar qualquer pretensão brasileira em relação ao Conselho de Segurança. Os países desenvolvidos ainda não perderam o juízo. Até aqui, alguns até demonstravam certa simpatia ao pleito brasileiro, apesar das reservas. Chegaram admitir até em conceder uma “boquinha” no G8, onde a Itália tem assento permanente. Porém, a partir da ação estúpida de Tarso Genro, creiam, o mundo civilizado começou a nos olhar com grande desconfiança. Na aparência podemos até ter melhorado um pouquinho, mas na essência continuamos tão primitivos quanto antes.

Aquilo que aqui sempre se disse em relação a este governo quanto a ser associado ao crime organizado e ao terrorismo internacional, começa a ser visto também lá fora. Pode até demorar, mas um dia a máscara tinha que cair. Caiu.