Adelson Elias Vasconcellos
É de se esperar que o mundo volte ao normal agora que Obama assumiu a Presidência. E, talvez, na medida em que ele próprio começar a cair na “real”, se dando conta de que “campanha eleitoral” é uma coisa, onde os sonhos não têm limites, e o ato de governar um país com a complexidade dos Estados Unidos, agravado com múltiplos problemas externos e internos, guarda enorme distância e diferenças.
Até é triste perceber-se o quanto de ruído que se está fazendo em torno de uma pessoa que, por mais competência que tenha e por melhores que sejam suas intenções, ele sozinho não conseguirá realizar tudo o que deseja. Ainda bem que é assim, porque deste modo se evite o caudilhismo, o autoritarismo, e até se minimizam os erros emanados do ato de governar. Portanto,ao contrário da maioria, prefiro aguardar para ver ate aonde Obama será capaz de chegar. Principalmente, em relação a política externa americana.
O que poucos talvez se esqueçam é que sendo a democracia que é, lá o Congresso tem força, exerce seu poder sem concessões, e, ao contrário do Brasil, por exemplo, não se submete aos caprichos e desmandos de um Poder Executivo que entende lhe ser tudo possível. Lá o Poder Judiciário exerce seu papel com efetividade e autonomia. E, é bom lembrar, o povo americano não admite atropelos legais e não aceita “qualquer coisa” vinda da Presidência.
E que ninguém se engane: Obama, diante do momento critico em que está mergulhada a economia norte-americana, seja exigido a agir muito mais em seu próprio quintal, leia-se protecionista, do que dar um giro de 180° na política externa de seu país. E isto, para quem se debruçou sobre o discurso de posse Obama, pode perceber claramente.
Portanto, não se espere de Obama aquilo que os Estados Unidos como nação não se dispõem em conceder. Não se espere, ainda, atos de salvação do mundo, por que milagres ele está longe de os realizar.
As dificuldades da economia mundial hão de exigir que cada governo que se volte para dentro de si mesmo, preocupados com suas próprias dificuldades e mazelas, do que tentarem ser altruístas em escala internacional. A crise econômica a cada dia provoca estragos e mais estragos, e não demorará muito para que as dores sociais comecem a virar o mundo de cabeça para baixo.
Também é possível se esperar que o mundo, passada este turbilhão, retorne ao seu estado de bom senso, e as pessoas, empresas e instituições percebam que a riqueza só é possível ser obtida em benefício amplo de todos, pela produção de bens e serviços em favor de todos. Exigirá que os governos tenham melhor controle sobre os agentes econômicos, mas que, por outro lado, os colocará diante de uma cobrança de maior transparência. O mundo vai mudar ? Por certo que vai, a própria situação indica que sim. Contudo, e apesar dos estragos e prejuízos, será um mundo melhor. Quem souber fazer a leitura correta das exigências dos novos tempos há de largar na frente. Porém, as esquerdas do mundo inteiro, que estão apostando nas dificuldades para impor seus discursos e idéias ultrapassadas, poderão ser duramente surpreendidas: o novo mundo não tolerará abrir mão de suas conquistas de liberdade, democracia e progresso. Quem desejar o contrário será soterrado. Se num primeiro momento os esquerdopatas até serão tolerados por seu oportunismo imoral, passada a tempestade os ventos soprarão na direção contrária ao que imaginam.
É de se esperar que o mundo volte ao normal agora que Obama assumiu a Presidência. E, talvez, na medida em que ele próprio começar a cair na “real”, se dando conta de que “campanha eleitoral” é uma coisa, onde os sonhos não têm limites, e o ato de governar um país com a complexidade dos Estados Unidos, agravado com múltiplos problemas externos e internos, guarda enorme distância e diferenças.
Até é triste perceber-se o quanto de ruído que se está fazendo em torno de uma pessoa que, por mais competência que tenha e por melhores que sejam suas intenções, ele sozinho não conseguirá realizar tudo o que deseja. Ainda bem que é assim, porque deste modo se evite o caudilhismo, o autoritarismo, e até se minimizam os erros emanados do ato de governar. Portanto,ao contrário da maioria, prefiro aguardar para ver ate aonde Obama será capaz de chegar. Principalmente, em relação a política externa americana.
O que poucos talvez se esqueçam é que sendo a democracia que é, lá o Congresso tem força, exerce seu poder sem concessões, e, ao contrário do Brasil, por exemplo, não se submete aos caprichos e desmandos de um Poder Executivo que entende lhe ser tudo possível. Lá o Poder Judiciário exerce seu papel com efetividade e autonomia. E, é bom lembrar, o povo americano não admite atropelos legais e não aceita “qualquer coisa” vinda da Presidência.
E que ninguém se engane: Obama, diante do momento critico em que está mergulhada a economia norte-americana, seja exigido a agir muito mais em seu próprio quintal, leia-se protecionista, do que dar um giro de 180° na política externa de seu país. E isto, para quem se debruçou sobre o discurso de posse Obama, pode perceber claramente.
Portanto, não se espere de Obama aquilo que os Estados Unidos como nação não se dispõem em conceder. Não se espere, ainda, atos de salvação do mundo, por que milagres ele está longe de os realizar.
As dificuldades da economia mundial hão de exigir que cada governo que se volte para dentro de si mesmo, preocupados com suas próprias dificuldades e mazelas, do que tentarem ser altruístas em escala internacional. A crise econômica a cada dia provoca estragos e mais estragos, e não demorará muito para que as dores sociais comecem a virar o mundo de cabeça para baixo.
Também é possível se esperar que o mundo, passada este turbilhão, retorne ao seu estado de bom senso, e as pessoas, empresas e instituições percebam que a riqueza só é possível ser obtida em benefício amplo de todos, pela produção de bens e serviços em favor de todos. Exigirá que os governos tenham melhor controle sobre os agentes econômicos, mas que, por outro lado, os colocará diante de uma cobrança de maior transparência. O mundo vai mudar ? Por certo que vai, a própria situação indica que sim. Contudo, e apesar dos estragos e prejuízos, será um mundo melhor. Quem souber fazer a leitura correta das exigências dos novos tempos há de largar na frente. Porém, as esquerdas do mundo inteiro, que estão apostando nas dificuldades para impor seus discursos e idéias ultrapassadas, poderão ser duramente surpreendidas: o novo mundo não tolerará abrir mão de suas conquistas de liberdade, democracia e progresso. Quem desejar o contrário será soterrado. Se num primeiro momento os esquerdopatas até serão tolerados por seu oportunismo imoral, passada a tempestade os ventos soprarão na direção contrária ao que imaginam.