quarta-feira, janeiro 14, 2009

Uma política externa em favor dos bandidos

Adelson Elias Vasconcellos

O Itamaraty, comandado por Celso Amorin, está se tornando cada dia mais ridículo. E, quando suas ações são em conjunto com o ministro Rolando Lero, da Justiça, a coisa fica ainda pior. Parece que quanto mais democrático for o país, menos simpatia este país recebe por parte do governo brasileiro. Ao contrário, quanto mais bandido, mais ditatorial, mais terrorista, mais parceiro se torna.

Veja-se o caso do terrorista alcunhado por padre Medina. Notório pilantra, acusado em seu país por inúmeros crimes e assassinatos, não apenas recebeu abrigo em nosso país, como também, sua esposa foi ‘transferida do Paraná para um cargo bem remunerado em Brasília. A ver: Medina era fugitivo do governo democrático da Colômbia.

Já os dois pugilistas cubanos, que abandonaram a delegação de seu país nos Jogos Olímpicos realizados no Rio, foram caçados e capturados pela Polícia Federal e, contrariamente ao desejo manifesto em permanecerem no Brasil como asilados, foram colocados às pressas na calada da noite em avião arranjado por Hugo Chavez e devolvidos aos ditadores assassinos de Cuba.

Já no caso do Sudão, se vocês se lembram bem, o governo do Grande Chefe, não foi apenas omisso. Foi irresponsável. Considerou, por exemplo, irrelevantes os 300 mil mortos do Sudão e os mais de 3 milhões de refugiados — todos vítimas de um governo e de uma milícia, genocidas, cruéis. Contudo, não deixou de agredir Israel quando esta única democracia do Oriente Médio, tratou de defender seu povo e seu território dos incessantes ataques terroristas do Hamas. (sobre a questão do Conflito trataremos mais adiante).

Quanto ao Sudão, não pesa contra Brasília só o dar de ombros. O Brasil fez coisa bem pior. Negou-se em condenar o governo genocida daquele país na ONU. Afinal, o que pesa mais, os trezentos mil mortos em Darfur, massacrados e assassinados por um governo cruel, bárbaro, ou os quase 1.000 palestinos — usados pelo Hamas como escudo humano?

Sobre política externa, aliás, este governo tem se notabilizado por desenvolver a política de bandidos e terroristas. Sobre o conflito Israel e Palestinos, nunca esconderam sua total simpatia pelos terroristas e sua repulsa a Israel. E é bom lembrar que o Grande Chefe já visitou quase todas as ditaduras islâmicas do Oriente Médio, mas jamais lembrou sequer de visitar o único país realmente democrático da região, no caso, Israel. Tão longo o atual conflito em Gaza foi deflagrado, e sem nunca haver censurado o Hamas por não respeitar a trégua pactuada em 2008, como também não o fez quando o Hamas se negou em prorrogar o acordo de não-agressão, prosseguindo em sua ação terrorista de “destruição do Estado de Israel”.

Não bastasse tudo isto, além das ações repulsivas em relação à Colômbia em seu combate às FARC’s, além de posicionar-se de forma subalterna e antipatriótica nas defesa dos interesses brasileiros junto à Bolívia, Equador, Argentina e ultimamente ao Paraguai, eis que agora o governo do Grande Chefe protagonizou mais um ato de pura delinqüência. Atropelando o devido processo legal que ainda corre no Poder Judiciário, por conta do pedido de extradição .do terrorista e assassino italiano Cesare Battisti . Esqueceu-se o senhor ministro da Justiça que a Itália é um governo democrático desde a queda de Mussolini e seu regime fascista. Como também deixou de reconhecer que Battisti foi duplamente julgado e condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos. Como dizer então que este criminoso sofre perseguição política? Sofre perseguição, sim, mas da policia italiana que, em cumprimento a sentença judicial legítima o quer prender e obrigá-lo a cumprir a pena a que foi condenado. Lendo-se o despacho de Tarso Genro, bem como sua entrevista “justificadora”, fica difícil de entender como justa a pretensão brasileira em querer ter assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. País bandoleiro, que dá abrigo e guarida à terroristas e assassinos não tem moral nenhuma para tanto ! Declarar que Cesare Battisti lutou contra um governo de exceção, é de uma estupidez e ignorância dolorosas. Claro que o governo italiano reagiu de imediato à insanidade cometida por Tarso Genro, e a tal ponto de tentar chamar Lula para rever o despacho agressivo àquele país.

E pasmem: corre no STF um pedido de extradição formulado pelo governo da Itália. Em novembro, o Ministério da Justiça negou pedido de refúgio feito pelo italiano. A decisão de Tarso é resultado de recurso formulado pela defesa de Battisti. Ou seja, orientando-se pelas leis brasileiras, o próprio STF já negara o pretendido asilo ao assassino italiano, coisa que o Rolando Lero ignorou solenemente.

Às vezes a gente tem mesmo que se envergonhar do governo que temos. Razões é que não nos faltam.