sexta-feira, novembro 06, 2009

Que outros crimes o MST precisará cometer para o governo tomar uma atitude?

Adelson Elias Vasconcellos

A CPI do MST foi instalada a partir, vocês lembram, da invasão, depredação e roubos praticados na CUTRALE pelo MST. As imagens foram tão definitivas que outra ação não restava senão a instalação da CPMI no Congresso para apurar responsabilidades.

Imediatamente, a turma do governo saiu em defesa não das vítimas, mas dos bandidos. O discurso, invariavelmente, seguia o mesmo roteiro: é preciso apurar, os responsáveis precisam ser punidos, o governo não é condescendente com a prática de violência, mas... e aí vinha a “pérola”... não se pode criminalizar o MST, tampouco os movimentos sociais. Discurso imbecil, porque muito embora a lei determine o contrário, o governo continuou distribuindo verbas e mais verbas para o MST financiar sua operações de terrorismo rural e urbano, e praticar seus atos de vandalismo. Por fim, ninguém criminalizou movimento social algum. Criticou-se a prática de um crime, apenas isso. Nesse, como em outros casos, o governo Lula continuou ouvindo o que ninguém disse, ou seja, vendo chifres em cabeça de cavalo...

E, quando criticado, sempre o mesmo discurso canalha. Passado algum tempo, assunto esquecido, nenhum responsável processado, a impunidade mantida, e lá vinha a turma do MST em novos ataques, em novos confrontos com a ordem legal estabelecida, e tudo se repetia.

Desde prédios públicos a propriedades produtivas e até laboratórios e centros de pesquisa, nada escapou à sanha criminosa destes bandoleiros. Reforma agrária que é bom, bem o próprio MST é que acaba depondo contra o governo Lula, seu protetor. Financiar o MST para seus propósitos de poder mercê a distribuição de dinheiro público tem por escopo, que o movimento se cale na crítica ao seu próprio financiador. Dirigentes do MST não cansam de repetir: a reforma agrária do governo Lula é um zero total.

As imagens, do vídeo abaixo, não deixam margem a nenhuma dúvida do que esta gente é capaz, além de ser um atestado da responsabilidade criminosa por parte do governo Lula com a prática continuada da violência e do vandalismo. O MST invadiu as fazendas Maria Bonita e a Rio Vermelho, localizadas, respectivamente, nos municípios de Sapucaia e Xinguara, no sul do Pará, e o vídeo deixa bem claro que, o que se praticou ali, cheira a qualquer coisa, menos ativismo de natureza social .

Não, não há discurso canalha que consiga apagar a realidade do que seja o MST. Quando eles fazem o que as imagens mostram, o que a sociedade reclama é dos criminosos, independentemente deles pertencerem a movimentos sociais. O criminoso fazer o que se vê não pode ser ignorado apenas porque o cretino diz pertencer a movimentos sociais. Isto não é salvo conduto para o crime. Em qualquer sociedade, organização, entidade, governo ou categoria social existem bandidos, uma vez que o crime sempre foi e sempre será uma opção do indivíduo, trata-se de uma escolha pessoal, e não de uma bandeira social. Claro, existem associações para o crime, quando a prática do crime é a razão de ser daquele grupo. Porém, quando a maioria de uma determinada entidade ou movimento pratica ou adota o mesmo comportamento delituoso, quando a ação de delinqüir é uma ação coletiva, estamos diante não de um movimento social, mas de uma quadrilha criminosa. E é como tal que ela deve ser enquadrada.

O alerta já foi dado ao governo, e este, apesar de todas as evidências, permanece surdo a realidade do que se ouve nas ruas: o grau de tolerância da sociedade com a ação contínua, inconseqüente e delituosa do MST é zero. Para a sociedade, os integrantes do MST deixaram de ser ativistas de causas sociais e passaram ser aquilo que realmente são: criminosos.

Para um governo que se diz dedicado à causa social como prioridade um de sua ação, pelo menos no discurso apelativo em razão do seu resultado junto ao eleitores, é bom que Ministério da Justiça (arre!) tome providências para coibir as práticas cometidas pelo MST. Não há mais espaço junto à sociedade para a omissão do governo Lula, sua complacência permanente e cúmplice diante da abusiva violência com que os ditos “sem terra” insistem em se comportar.

Mas, se ao Ministério da Justiça não é possível ver “nada demais”, cabe ao Ministério Público intervir em favor da sociedade. É preciso por um basta nesta selvageria, e o governo deve ser interpelado das razões que o levam a deixar de cumprir a lei que manda, de um lado, punir os culpados, de outros, suspender os recursos públicos que tem sido usados para financiar a barbárie. E, se ainda nada for feito, cabe ao Poder Judiciário cobrar do Executivo e do Ministério Público, o cumprimento de suas funções constitucionais.

É só disto que se trata, que se cumpram as leis em vigor no país para proteger os cidadãos de bem,os honestos, os probos, os verdadeiros trabalhadores, não a vigaristas renitentes que se escondem debaixo do colchão do apelo social.

A seguir, o vídeo exibido pelo Jornal Nacional, da Rede Globo.