Excelente o artigo de Alfredo Motta Menezes, para a Gazeta, jornal de Cuiabá, Mato Grosso. De forma clara e até bastante simples, , demonstra aquilo que a maioria já sabe, mas que alguns poucos ainda recalcitram em aceitar: que não passa de falácia o tal “outro mundo possível” que as esquerdas reverberam e insistem em querer vender aos incautos.
Alguns destes poucos, inclusive, são padres católicos o que chega a ser um assombro. Aliás, graças ao apoio da CNBB é que o PT acabou se popularizando, e o movimento MST ganhou a projeção nacional que tem. E digo que chega a ser um assombro dado que, antes de católico ou evangélico, batista ou qualquer outro segmento da mesma linha, é preciso ser cristão. E ser cristão, nada mais é, do que, primeiro conhecer a palavra de Jesus Cristo e, segundo, tanto quanto possível, adotar como seu o estilo de vida apregoado por ele.
Dentre outras tantas verdades, Cristo revelou: a cada um segundo suas obras. Isto não é nem opinião nem tampouco interpretação. É o que consta do Evangelho. O que se de4preende de tal conceito é que, cada um colherá o que houver semeado, isto é, fruto do esforço ou não, cada pessoa receberá, para o bem ou para o mal, o produto de suas escolhas e ações.
Com efeito, isto condiz com a natureza humana. Cada um de nós, tem talentos variados, sentimentos diversos, e age de acordo com seus princípios e valores. Cada personalidade é única em sua essência. Deste modo, cada um age impulsionado por um conjunto de fatores psicofísicos que formam um indivíduo. Daí a razão de ser singular, único, particular, ou, indivíduo.
Portanto, na essência das doutrinas de esquerda, a base com que tentam se sustentar já é falsa, não se sustenta na realidade do somos. Tenta-se “esmagar” em nome do coletivo, como se pudesse haver duas personalidades absolutamente iguais.
Claro que se deve oferecer oportunidades iguais, claro que os códigos das leis que regem e disciplinam a vida em, sociedade devem ser igualitárias, ou seja, não favorecem a ninguém em particular. Claro que as condições de vida devem ser as melhores possíveis para todos em geral, contudo, até porque estamos sujeitos às leis naturais, sempre o mais apto há de prevalecer. Sempre o que melhor souber se adaptar ao meio em que vive, e se dispuser à comunhão de seus talentos próprios com as oportunidades que o meio lhe oferecer, imprimindo esforço pessoal, há de merecer maiores conquistas.
Tentar mudar esta realidade é querer cegar-se à realidade. A Terra gira em torno do sol e em torno de si mesma. Mas, apesar desta verdade inquestionável, tem gente que ainda acha que somos o centro do universo...
Em tempos de conflitos de ideias, de que a esquerda isto, a direita aquilo, é saudável encontrar textos simples e que de forma simples, põe ordem no pensamento e desmontam as mentiras e mistificações que os “pensadores da esquerda” ainda tentam emplacar. Aliás, no Brasil, estes jumentos são muitos e, por vezes, conseguem confundir e até se transformarem em celebridades pela suas ideias absurdas. Pena que sempre há aqueles que teimam em não se transformar em débeis mentais convertidos...
Segue o texto do Mota Menezes, para A Gazeta.
Conversa sobre o socialismo
Parece heresia falar do socialismo num domingo de carnaval. O motivo é aproveitar o gancho dum e-mail que corre pela internet. Conta um suposto caso ocorrido numa universidade norte-americana. Um resumo dele.
Alunos em curso universitário no Texas defendiam o socialismo como um sistema mais justo, distribui melhor os benefícios para a maioria das pessoas. O professor discordava e propôs o seguinte desafio: naquele semestre as notas dos alunos seriam pela média geral da classe. A maioria dos alunos concordou.
Depois das provas, a média, ou a soma de todas as notas, deu nota B para a classe toda. Quem estudara mais e tirara nota A não gostou. Aqueles que estudavam menos, aproveitando a nota alta de outros, gostou da justiça feita.
Na próxima prova, os que estudavam muito resolveram estudar menos, pois a nota seria a média de todos. Os que sempre estudavam pouco estudaram menos ainda. A média das notas foi um D. Começaram as broncas e apontar de dedos para culpados.
Na última prova a nota dividida de todos foi um F, que nos EUA é reprovação. Acontecera que ninguém queria mais estudar por causa da divisão da nota pela média que na opinião de alguns estudantes seria a justa.
A tese é que no socialismo aconteceria a mesma coisa e que foi isso que ajudou a minar o sistema por dentro.
Espichemos o exemplo. Alguém que trabalhava num setor de saúde na ex-União Soviética, por índole pessoal, trabalhava muito. Outro colega ao lado trabalhava pouco. Os dois ganhavam a mesma coisa. E, além disso, tinham os mesmos benefícios, como educação e saúde gratuita, cultura e esporte também e ainda transporte e casa subsidiada.
O que trabalhava muito, aos poucos, foi diminuindo seu ritmo. Não havia incentivo ao seu maior dinamismo. Isso se espalhando de serviço em serviço, de fábrica em fábrica pode ter sido um dos micróbios que teriam matado o sistema por dentro.
Não teria amolecido somente o indivíduo, as fábricas também não progrediam. Se todos ganham e compram quase as mesmas coisas, as fábricas não competiam entre si e produziam uma geladeira comum a quase todo mundo. Sem competição a qualidade dos bens produzidos caiu.
A Rússia até hoje não consegue competir com produtos com quase ninguém no mundo. Perde até do Brasil. O Brasil, aproveitando o gancho do caso, quando tinha o mercado fechado, sem competição, não produzia bens de qualidade. Quando o abriu, houve, como exemplo, um salto na qualidade de eletrodomésticos.
Mikhail Gorbachev, aquele que comandou a Perestróica e a Glasnost, dizia que a ex-União soviética era capaz de colocar um homem no espaço e não fabricava um liquidificador que funcionasse direito. Faltava competição, sem essa, no trabalho individual e nas indústrias, o sistema foi sendo minado por dentro.
A ex-União Soviética até hoje é líder em armas nucleares e na corrida espacial no mundo. Disputa cabeça a cabeça com os EUA nessa área. A dedução é que, ao enfrentar a competição com os EUA, ela criou bens e produtos de qualidade indiscutível. Nas outras áreas que não havia competição, com mercado fechado e cativo, sem competidores à altura, a coisa se complicou e chegou onde chegou.