quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Em Cancún, Lula e a CLADE - Comunidade Latina de Assassinos e Ditadores de Esquerda

Adelson Elias Vasconcellos
Nesta semana, Lula embarcou para uma última viagem, como presidente brasileiro, ao Caribe e América Central, onde entre outras preciosidades, participou ontem de uma reunião que serviu, para dentre tantas asneiras, criar uma tal de Comunidade da América Latina e Caribe. Entre os objetivos, a tal comunidade, segundo discurso proferido pelo presidente do México, está a busca de maior integração continental.

Bem, que países compõem a tal comunidade? Melhor citar quem não compõem: os Estados Unidos e Canadá, e somente será admitida Honduras se anistiar o golpista chapeludo Zelaya. Bem se era para integração continental, convenhamos, a tal associação começou mal: simplesmente desintegrou o continente americano ao excluir Canadá e Estados Unidos, e, claro, Honduras que só será admitida como “sócia” se “perdoar” um golpista de estado.

Agora, eles podem, finalmente, atingirem o seu tão almejado ponto “G”, e bradar entre suspiros de prazer e gozo eterno: enfim, sós. Lula deve estar feliz bem mais do que pinto no lixo. Ele buscou este ponto “G”, mas parece que a relação esfriou. Agora, entre os seus, ele pode comemorar.

Impressionante a capacidade do governo Lula de aabraçar o que há de mais retrógrado em termos de associação. Não bastasse Chavez, Moralez & Cia, e mais recentemente o tresloucado iraniano Ahmadinejad, agora se presta a fundir num único clube o que existe de mais tétrico em termos de ideologia política latino-americana.

Destaque-se, por outro lado, que, ao mesmo tempo que exige a anistia para Zelaya como condição lateral para admissão dos hondurenhos, não exige dos assassinos ditadores cubanos, os irmãos Castro, a anistia ao seus presos políticos, cujo único crime apontado para serem encarcerados foi o de discordarem do regime ditatorial vigente na ilha.

Não, esta gente não tem moral para exigir coisa alguma de ninguém, são todos amantes de regimes ditatoriais, são todos paridos pela ideologia do atraso, são todos despóticos em suas concepções de poder político.

Fosse governante de Honduras e recusaria em participar de qualquer clube fundado sob a égide da cretinice e vigarice, ou, que tentasse intrometer-se em assuntos internos de meu país. Honduras realizou eleições limpas e democráticas, seu presidente foi empossado legitimamente, e nada deve aos tiranetes bolivarianos e seus aliados canalhas.

Todos eles, sem exceção, são países membros da OEA – Organização dos Estados Americanos, este sim, o fórum legítimo de representatividade para a integração continental.

Há não muito tempo atrás, Chavez tentou criar uma Comunidade de países bolivarianos, com Equador, Bolívia e Cuba. Mais tarde, com o apoio explícito do Brasil, tentou criar uma tal de UNASUL, da qual a tal comunidade fundada ontem nada mais é do que uma clonagem ampliada. Em todas estas tais organizações, o espírito é o mesmo: institucionalização do Foro de São Paulo, agora sobre o manto de países membros. Ali estão, sentados à mesma mesa, o que há de mais repugnante em termos políticos: ali se vê, claramente, as tintas do atraso, da megalomania, do sentimento antiamericano debiloide, do caudilhismo na sua mais expressiva representação. Seus mentores, e principais líderes e articuladores, trazem em si mesmos o mais característico ódio à democracia e às conquistas e direitos que ela exige para existir e subsistir. E, a exemplo de Cuba e Venezuela, cujos povos estão sendo levados à miséria perene, todos os governantes abraçaram a tal causa de “integração continental” alimentando o mesmo desejo de guiarem os países que representam pelo mesmo roteiro de sandice e atraso.

Lula desembarca em Cuba para reverenciar seu guru, Fidel Castro. E leva na bagagem dinheiro para obras naquele país. Em relação ao regime ditatorial, aos assassinatos e prisões políticos, nenhuma palavra. Ou seja, Lula obriga o povo brasileiro a trabalhar para sustentar um ditador assassino e, de forma cínica, ainda quer impor uma revisão na nossa lei de anistia. E, de quebra,, obriga o país a ter como parceiros gente da laia de Ahmadinejad, Zelaya, Chavez, e Morales, dentre outros bandoleiros.

Sem dúvida, se é liderança dos facínoras da humanidade que Lula pretende conquistar, poderia ao menos ter poupado o restante do país de suas escolhas aventureiras e cretinas e de tamanha irresponsabilidade.

Conforme tantas vezes aqui se avisou, dia mais, dia menos, Lula haveria de arrancar a máscara que, hipocritamente, carregou mundo afora, e mostraria toda a sua essência. E, o que é pior, carregaria  o nome do Brasil para a vala dos cafajestes que, tendo nas mãos o poder de seus povos, os condena à miséria moral ad eternum. O mundo, o dos civilizados, talvez se sinta surpreso com o Lula que eles agora podem ver em toda a sua baixeza. Não este espaço, não este comentarista.

Podendo encerrar seu ciclo de forma engrandecida, no apagar das luzes de seu período, ele não suportou a falsidade com que se vestiu durante sete anos e resolveu mostrar aquilo que sempre foi. Podendo escolher ser estadista, optou por ser delinquente.

Só espero que os países civilizados do planeta não julguem os brasileiros por seu atual presidente: nem todos são tão imbecis, ignorantes e imorais. Há muita gente que presta neste país, apesar do seu atual governante.