segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Nordeste não consegue escoar safra recorde

Folha Online

A safra recorde de 65,1 milhões de toneladas de soja vai agravar a situação do já caótico sistema logístico nacional, informa Agnaldo Brito, enviado especial ao Maranhão, em reportagem publicada neste domingo (7) na Folha. O Estado limita a produção por falta de porto.

O Ministério da Agricultura e a CNA, confederação dos agricultores, calculam que a fronteira agrícola deixa de produzir 3 milhões de toneladas devido ao apagão portuário. O país perde o equivalente a US$ 1 bilhão.

O terminal do porto de Itaqui, no Maranhão, chave para o escoamento da produção, está atrasado há três anos e fica pronto apenas em 2012. Despesas crescem porque as safras são embarcadas a 3.000 quilômetros de distância.

O ministério estima que 20 milhões de toneladas de grãos produzidas no país são desviadas para portos muito mais distantes do que sugere qualquer planejamento logístico, situação que afeta em cheio a renda do produtor rural e realimenta um paradoxo que tem se tornado recorrente no setor agrícola: a renegociação de dívidas por falta de renda.

A Folha percorreu 2.000 quilômetros no Maranhão. De acordo com Pedro Brito, ministro da Secretaria Especial de Portos, no Brasil não existe apagão. Os custos, segundo ele, se assemelham aos da Europa.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Gostaria de saber que tipo de água o ministro Pedro Brito anda tomando. Afirmar com a maior cara de pau que os custos portuários no Brasil se assemelham aos da Europa, só se fôssemos idiotas para crer, ou o ministro estivesse de porre, para acreditar ele mesmo na asneira que disse.

A questão do terminal do porto de Itaqui não é um caso isolado. Todo o sistema de escoamento da produção agropecuária do país se acha comprometido por conta da infraestrutura asfixiada que, além de provocar perdas, eleva os custos de transporte. Não fosse a atividade agropecuária brasileira extremamente competente, e dificilmente seria possível manter os saldos favoráveis da balança de comércio exterior. E ainda assim, tem gente que luta contra a atividade e demoniza os nossos produtores...