Adelson Elias Vasconcellos
Educação sempre foi um tema que tratei com muito carinho. Independente de ideologias, qualquer candidato político ou a reeleger-se como tal, deveria, em primeiríssimo lugar, dedicar-se a estudar, carinhosamente, de forma prioritária, os problemas e as carências que envolvem o processo de ensino brasileiro e, a partir do diagnóstico a que chegasse, traçar o número de seus programas, caso eleito fosse.
Não é preciso ser profissional de ensino para sabermos que esta deveria ser a prioridade número um de qualquer governante e, repito, independente de coloração política.
E a razão é muito simples: não há país civilizado ou de primeiro mundo no planeta com um povo analfabeto.
Nos últimos 30 anos, exemplos não faltam para consagrar esta máxima. Todos os países que priorizaram a educação e, mediante um trabalho sério e aplicação extrema ao propósito de educar primeiro o seu povo, promovendo verdadeiras revoluções neste campo, resultaram em países melhores, mais desenvolvidos com elevada qualidade de vida.
Este tema já foi e continuará sendo aqui com a importância que merece. Infelizmente, o mesmo não se pode dizer do governo Lula. A educação, neste governo, jamais foi levada a sério. Não me importa quantas mentiras tanto ele quanto sua ungida à sua sucessão estejam contando na campanha eleitoral. Se o país não reage, não rebate e não confronta as falsidades que ambos espalham, azar do país. Mais atraso irá colher. Se a parte boa da imprensa, a que não se ajoelha em reverência mil à sua majestade, não se preocupa em pelo menos confrontar os números para, depois, desmentir e mostrar para a sociedade o quanto está sendo enganada, isto é lá problema da imprensa. Cedo ou tarde, alguém vai lembrar qual deveria ser o seu papel e o quanto ela própria distanciou-se. E isto significa, perda de credibilidade.
Aqui, como em alguns outros blogs resistentes à mistificação, a verdade sempre terá prioridade, mesmo que ela sirva para desmascarar o ídolo de barro que se tenta criar entre nós.
Há questão de um ano, atrás, publiquei aqui trechos de um livro pequeno em extensão, mas cujo conteúdo é uma verdadeira aula sobre o nazismo tratava sua publicidade oficial, a forma como ela foi usada para adormecer a população inteira de um país e acabar naquilo que o mundo inteiro já sabe. O nome do livro é DOSSIÊ HITLER, de Sérgio Pereira Couto, da Universo dos Livros Editora. Vale a leitura para quem quer se vacinar...
Transportando-se aquele pedaço da História para os nossos dias, as similaridades não obra do mero acaso. Os mesmos são os mesmos, os princípios são idênticos, e os objetivos finais são exatamente iguais. Tenta-se pela propaganda, primeiro, calar as vozes contrárias, segundo, criar-se um clima de “glórias” jamais vistas comandadas pelo “grande guia”, e terceiro, torna-se irrelevante e até total falta de patriotismo, qualquer oposição.
Mas voltemos ao tema central deste artigo, a Educação.
Várias vezes, por pesquisas feitas pelo blog, e em artigos cujos autores merecem o máximo respeito e credibilidade, demonstramos o quão distante é o discurso do governo Lula sobre seus feitos na área da educação (nunca esquecendo seu escudeiro ministro Haddad),e a realidade presente. Chega a ser espantoso que a manipulação vergonhosa de números e feitos não maior confronto e desmentido seja por parte da oposição, seja por parte da mídia em geral. E deveria sê-los, pois a um governante nem tudo é permitido, seja Lula ou outro qualquer.
Nesta semana, dois momentos, protagonizados pela candidata Dilma e seu mentor eleitoral, Lula, demonstram bem o engodo que vigora entre nós. E, principalmente Lula, agora devidamente complementada por Dilma, continua a sua trilha de se apropriar indevida e desonestamente da obra alheio para se mostrar como o maior presidente de nossa história, o que, mal grado o desejo, a ambição e a vaidade, está muito longe de acontecer. Já disse repetidas vezes que, cedo ou tarde, quando a verdadeira História do Brasil de nossos dias for contada, Lula terá sua máscara arrancada.
Vamos aos fatos. Primeiro, Lula, bem ao seu estilo, afirmou nesta terça (24) durante a inauguração da Universidade Federal de Dourados (MS), diante de quase dois mil estudantes, que será o homem "mais feliz do mundo" quando deixar o cargo. "Eu vou olhar para mim e dizer que não tenho curso superior, mas fui o presidente que mais abriu universidade no Brasil." Lula lembrou ainda que, durante seu governo, quebrou todos os paradigmas, principalmente relacionados ao preconceito. "Quando fui candidato ao governo de São Paulo, os pobres não queriam votar em um cara como eu, também pobre", disse.
Se os ouvintes não tivessem os “verdadeiros” números a disposição, ouviriam a balela e, claro, sairiam da solenidade comentando entre si: “Este é o CARA”. Mas qual seria a realidade?
Permitam-me socorrer-me do blog do jornalista Reinaldo Azevedo que, de forma simples e direta colocou a verdade em seu devido lugar. Leiam:
“(...)Agora há os fatos — e o que segue abaixo é elaborado com dados do próprio Ministério da Educação.
1 - Lula afirma por aí ter criado 13 universidades federais. É mentira! Com boa vontade, pode-se afirmar que criou apenas seis; com rigor, quatro. Por quê? A maioria das instituições que ele chama “novas universidades” nasceu de meros rearranjos de instituições, marcados por desmembramentos e fusões. Algumas universidades “criadas” ainda estão no papel. E isso, que é um fato, está espelhado nos números, que são do Ministério da Educação;
2 - Poucos sabem, certa imprensa não diz, mas o fato é que a taxa média de crescimento de matrículas nas universidades federais entre 1995 e 2002 (governo FHC) foi de 6% ao ano, contra 3,2% entre 2003 e 2008 - seis anos de mandato de Lula;
3 - Só no segundo mandato de FHC, entre 1998 e 2003, houve 158.461 novas matrículas nas universidades federais, contra 76.000 em seis anos de governo Lula (2003 a 2008);
4 - Nos oito anos de governo FHC, as vagas em cursos noturnos, nas federais, cresceram 100%; entre 2003 e 2008, 15%;
5 - Sabem o que cresceu para valer no governo Lula? As vagas ociosas em razão de um planejamento porco. Eu provo: em 2003, as federais tiveram 84.341 formandos; em 2008, 84.036;
6 - O que aumentou brutalmente no governo Lula foi a evasão: as vagas ociosas passaram de 0,73% em 2003 para 4,35% em 2008. As matrículas trancadas, desligamentos e afastamentos saltaram de 44.023 em 2003 para 57.802 em 2008;
7 - Sim, há mesmo a preocupação de exibir números gordos. Isso faz com que a expansão das federais, dada como se vê acima, se faça à matroca. Erguem-se escolas sem preocupação com a qualidade e as condições de funcionamento, o que leva os estudantes a desistir do curso. A Universidade Federal do ABC perdeu 42% dos alunos entre 2006 e 2009.
8 - Também cresceu espetacularmente no governo Lula a máquina “companheira”. Eram 62 mil os professores das federais em 2008 - 35% a mais do que em 2002. O número de alunos cresceu apenas 21% no período;
9 - No governo FHC, a relação aluno por docente passou de 8,2 para 11,9 em 2003. No governo Lula, caiu para 10,4 (2008). É uma relação escandalosa! Nas melhores universidades americanas, a relação é de, no mínimo, 16 alunos por professor. Lula transformou as universidades federais numa máquina de empreguismo.(...)”.
Retornando: claro, talvez um ou outro jornalista, querendo agradar o patrão, publique uma notinha desmentindo Lula, e alguém do poder, querendo defender o “grande líder”, resolva dizer que não é bem assim.
O fato é que é bem assim. Haddad, que diz cuidar do Ministério da Educação não tem como desmentir dados oficiais. E não se trata apenas de questões eleitorais. A verdade existe em qualquer tempo, com ou sem eleição. Quem se vale da eleição para mentir e manipular, tentando enganar a opinião pública, é Lula.
Portanto, e uma vez mais, fica comprovado o péssimo governo quando visto por dentro das suas verdadeiras realizações, espantando-se o brilho da publicidade oficial.
Deste modo, se alguém insiste em dar crédito ao mentiroso que responda diretamente à sua própria consciência. Mas, neste caso, não terá direito a se dizer enganado amanhã. Dias atrás reproduzimos aqui uma declaração infeliz de uma eleitora de Alagoas, ao referir-se sobre sua preferência em Fernando Collor:”(...) Mesmo roubando, eu voto nele(...)”.
E “isto”, senhores, é bem representativo dos truques e artimanhas empregados pelo governo e seu partido: o país perdeu a noção da realidade, desapareceram o senso crítico, da realidade e do ridículo. Quando alguém chega ao ponto de faz a afirmação acima, acreditem, abaixo não resta mais fundo do poço para ser atingido.
E, nesta balada, segue a senhora Dilma Rousseff que, tentando defender o ENEM, afirmou de forma imbecil que, antes de Lula, não havia exame de avaliação, o que é uma mentira das grotescas. Quem criou os exames de avaliação do ensino no Brasil foi o governo FHC. Lamentavelmente, o governo Lula tentando reescrever distorceu seus objetivos e, quando não pode mudar o nome e “relançar os programas” alheios, modificou-os para pior. O ENEM é um típico exemplo desta farsa.
Mas voltarei a falar desta senhora e suas mentiras asquerosas, no próximo post. Há mais sobre educação, segurança e o estado policial implantado pelo PT no Estado brasileiro. Diante de tantas mentiras e falsidades, haja espaço para rebater!!!