Maria Helena R. R. de Souza
"Você acha correto responsabilizar o diretor-presidente da tua empresa pelo que foi feito pelo filho de um funcionário dele?"
Foi a perguntinha que dona Dilma usou para responder à jornalista que lhe perguntou sobre o Caso Erenice. Embora sabendo que a profissional da Imprensa não podia responder.
Covarde, em minha opinião.
Mas respondo eu agora:
Dona Dilma, a jornalista não é o suposto diretor-presidente que nomeou um funcionário cujo filho aloprou. Cujo filho aloprou porque mamãe é poderosa.
Muito diferente do caso do jovem Israel, filho de sua amiga e substituta escolhida a dedo.
A senhora, no papel do tal diretor-presidente de sua pergunta, será responsável sim por todas as aloprações do filhinho da mamãe que só pode fazer o que fez porque a senhora deu à mamãe dele as armas necessárias, a não ser que corte o cordão umbilical que liga os aloprados à Casa Civil e que colabore com a Justiça para que tudo seja muito bem examinado e os culpados punidos.
E da próxima vez, por favor, lembre-se que o jornalista está ali a trabalho e que ele, ou ela, é um cidadão a quem a senhora deve respeito, como a todos nós.
E já que falei em respeito, aproveito para lhe dar um conselho: cuide de seu chefe. Ele não está bem, não está nada bem...