Maria Helena R. R. de Souza,
Quem diria, não é? Mas o presidente Lula deu uma travada, eu diria mesmo que ele deu um cavalo de pau ao frear de modo tão brusco o seu palanquear enraivecido contra a Imprensa!
De alguma coisa serviu o montinho de pessoas que se reuniu no Largo de S. Francisco, não é?
"Já prevendo dificuldades de sua sucessora com setores organizados da sociedade e que, se eleita, poderia assumir em guerra com a Imprensa, Lula disse que Dilma construirá a grande unidade nacional, conversando com estudantes, empresários, velhos, trabalhadores e com a Imprensa.
Lula disse que tudo indica que a vitória virá no pimeiro turno, mas se não vier, não tem problema, vão para o segundo turno com humildade.
- Essa mulher pode construir a grande unidade, sem ódio. Não vai acontecer como no México, na eleição do (Felipe) Calderón, nem como no Irã, que o povo foi para a rua protestar contra o resultado das urnas. Aqui não. Ela vai construir a unidade com toda a sociedade, com os trabalhadores, empresários e a Imprensa - disse Lula".
Se alguém duvidar, é só clicar em
para poder se extasiar diante de tanta democracia...
Por falar nele, nessa reta final, está me parecendo que ele resolveu agradar também a parcela da sociedade que não conta, a tal da zelite que ama uma imprensa livre e um português bem faladinho.
Anteontem ele se saiu com um inexorável.
Ontem falou em paradigmas.
Não é o máximo?
Agora falta ele deixar de dizer essa mulher quando se refere à sua candidata. Não soa muito bem a ouvidos mais refinados...
Confesso que fiquei meio preocupada quando comecei a ler o elenco de grupos que ela vai tentar cativar. Fiquei apavorada que ele encerrasse assim: "Lula disse que Dilma construirá a grande unidade nacional, conversando com estudantes, empresários, velhos, trabalhadores e com a Imprensa e com os 4%!"
Já pensaram, espaçoso como ele é, querer entrar em nosso fusca? Essa não! Ainda bem que ele se conteve...