Vocês sabem que deixei de fazer, temporariamente, a Obra Prima do Dia para colaborar com o Blog do Noblat nesta época em que para os meios de comunicação o trabalho é muito pesado.
Um blog então, é deveras estafante. E fico feliz em poder ajudar, porque o Noblat está fazendo um belo trabalho, um verdadeiro serviço ao público: informa sem parti-pris e ainda por cima, como é um blog, recebe os comentários dos leitores, que têm que ser moderados. Seria impossível sem moderação.
De tanto ler coisas que às vezes não fazem nenhum bem à alma e ao coração, ainda por cima leio coisas que fazem muito mal à nossa querida língua. É cada errro que, francamente... Às vezes penso que é erro de digitação, mas quando a pessoa repete 3 vezes "intrivista", aí não há distração que justifique...
Por isso fiquei felicíssima ao receber, da leitora/comentarista e já amiga do bloghetto, Leila Alves, este e-mail que ela recebeu de um amigo e me repassou.
É uma gota no oceano de tolices perpetradas por dona Dilma, mas faz bem ler um texto inteligente e bem bolado, escrito por alguém que conhece nossa língua. Leiam:
"Tenho notado, assim como aqueles mais atentos também devem tê-lo feito, que a candidata Dilma Roussef e seus seguidores, pretendem que ela venha a ser a primeira presidenta do Brasil, tal como atesta toda a propaganda política veiculada pelo PT na mídia.
Presidenta???
Mas, afinal, que palavra é essa totalmente inexistente em nossa língua?
Bem, vejamos:
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é
mendicante...
Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha.
Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
Um bom exemplo seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta".
Miriam Rita Moro Mine
Universidade Federal do Paraná
Não é muito bem bolado?
Fiquei inspirada e resolvi enviar um bilhete para dona Dilma:
Desejo que um dia a senhora venha a ser mais naturalmenta sorridenta, uma dirigenta política menos impacienta e menos incompetenta como gerenta do PAC.
E que faça o que não fez como adolescenta: seja uma boa estudanta de português, para seu neto ficar contento ao ouvi-la falar.
A língua portuguesa também agradeceria...