Agencia Estado
Custo de energia e câmbio fazem Novelis fechar fábrica na Bahia
SÃO PAULO - A Novelis, maior fabricante mundial de laminados de alumínio, anunciou ontem o fechamento de uma fábrica em Aratu, região metropolitana de Salvador. A unidade, que empregava 300 funcionários diretos e 200 terceirizados, tinha capacidade para produzir 60 mil toneladas de alumínio primário por ano. O câmbio valorizado e o avanço no preço da energia elétrica (com alta de 51% nos últimos seis anos) fizeram a companhia suspender as atividades no Nordeste.
Com a decisão, a empresa passa a contar com apenas uma fábrica de alumínio primário no País, localizada em Ouro Preto (MG). Essa unidade é um pouco menor que a que foi fechada ontem: tem capacidade para produzir 50 mil toneladas por ano. Mas tem a vantagem de gerar internamente 65% da energia que consome. Em Aratu, tudo era comprado no mercado. O impacto disso é grande, porque o gasto com energia representa 35% do custo do produto acabado.
“Se juntarmos essa situação com a valorização do Real, chegamos a um custo de produção muito acima do dos concorrentes”, disse Alexandre Almeida, presidente da Novelis no Brasil.
Segundo a nota divulgada ontem pela empresa, a unidade estava registrando prejuízo operacional desde 2009, com a queda nos preços do alumínio no mercado internacional. A empresa tentou renovar, a preços mais competitivos, o contrato de fornecimento de energia, previsto para terminar em 31 de dezembro, mas não conseguiu.
“A fábrica só será reativada se essas condições forem revistas”, disse Almeida.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
