Adelson Elias Vasconcellos
O Brasil tem vivido nestes últimos meses, um verdadeiro caos quando o assunto é serviços públicos. Não são apenas as obras da Copa do Mundo e Olimpíadas que envergonham nossa população. E o que é pior: parece que os três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, resolveram criar regras próprias que vão muito além dos limites delimitados pelas leis do país.
E, quando as leis são cumpridas, o que se vê são pessoas que, por seu passado, deveriam adotar posturas um pouco mais sensatas e, ao contrário, só colaboram para tornar a vida do brasileiro mais selvagem e insegura.
“Eu tô de saco cheio de ver companheiro acusado, humilhado, e depois não se provar nada”, esta declaração foi dada por Lula que não deve estar lá muito contente com a prensa que lhe foi dada pelo Dr. Hélio, envolvido até a alma na lambança de Campinas e, no fato mais recente, que foi a reportagem da Revista Veja sobre as revelações recentes sobre Os Aloprados, denominação dada pelo próprio Lula quando gente de sua copa e cozinha tentou armar um dossiê contra Serra, em 2006, caso que tivesse sido exitoso, teria revirado as eleições ao governo de São Paulo.
Claro que Lula, por absoluta falta de caráter, será incapaz de admitir os erros dos companheiros e os seus próprios. Para ele, tudo o que a turma de seu partido faz sempre busca o bem do país, daí que, quando o objetivo é nobre, o crime deixa de ser crime e se justifica.
Contudo, é preciso destacar que, especificamente em relação à lambança na Prefeitura de Campinas, as acusações partem de investigações feitas pela Polícia Federal e Ministério Público. Portanto, nada se deve à reportagens da “grande mídia” ou à perseguição de natureza política encabeçadas pela oposição.
Sempre será da natureza do partido e do próprio Lula não reconhecer os próprios erros, até diria, os próprios crimes. Para eles os meios justificam os fins e ponto final. Não é por outra razão que os companheiros flagrados mas que fecharam o bico durante as investigações, estão todos bem, obrigados, devidamente abrigados em postos e cargos de relevância. Esta máfia sabe reconhecer a lealdade de seus membros.
Um ministro do STF muito confuso -
Segundo informou a excelente Renata Lo Prete, em sua coluna Painel na Folha de São Paulo, o ministro Carlos Ayres Brito, parece padecer de algum remorso em razão do voto que deu, acompanhado de outros cinco ministros, e que resultaram na libertação do assassino italiano Cesare Battisti.
“ Gregos e troianos - Ao declarar que a decisão do Supremo Tribunal Federal de não extraditar Cesare Battisti foi "mal compreendida" pela opinião pública, Carlos Ayres Britto conseguiu produzir desconforto nas duas alas em que a Corte se dividiu no julgamento de 8 de junho.
Entre os seis ministros cujo voto resultou na libertação do ex-terrorista italiano, há quem considere que Britto, diante das reações negativas, "traiu" a maioria que ajudou a formar. Na minoria (foram três votos favoráveis à extradição), a queixa é que o ministro teria subestimado as implicações da decisão e agora tenta "reescrever" seu voto para evitar desgaste”.
Quem politiza prisão de sem terra é o próprio PT.
Parece que o governo petista vai continuar insistindo em pajear criminosos comuns quando estes se declaram de esquerda. Foi assim que Battisti ganhou liberdade no Brasil, apesar de condenado por quatro assassinatos cometidos na Itália.
O exemplo mais recente desta pilantragem é o ativista dos sem terra em São Paulo, José Rainha, freguês de caderno das penitenciárias.
A canalhice parte de ninguém menos do que ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que resolveu criticar uma ação policial que resultou na prisão de Rainha. Segundo Gilberto Carvalho a prisão "tumultua" o processo da reforma agrária. O interessante é que a crítica é de estupidez sem conta e, não é por outra razão, que a insegurança no campo atinge números alarmantes de assassinatos. Fosse o ministro uma pessoa devotada ao estado de direito, e se calaria diante do caso, deixando à Polícia Federal eà Justiça cuidarem do caso. Porque, caso Rainha venha se livrar da cadeia, sempre ficarás a dúvida da intromissão indevida de parte de autoridades em Brasília por sua libertação.
Sempre se disse que lugar de bandido é cadeia, independente de sua condição social ou econômica. E o retorno de Rainha à prisão é consequência da Operação Desfalque, conduzida pela Polícia Federal para apurar o desvio de recursos do governo destinados a assentamentos na região do Pontal do Paranapanema, no oeste do Estado de São Paulo, área em que o detido atua. Expulso do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Rainha está à frente do que ele denominou MST de Base.
A investigação começou a partir de relatos dos próprios assentados do Pontal do Paranapanema, que, em depoimentos à Polícia Federal e ao Ministério Público, disseram não aguentar mais "ser espoliados e controlados pela organização criminosa", liderada por Rainha, como afirma a denúncia. Em abril, a Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público contra ele e outras pessoas, por desvio de dinheiro que era repassado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.
Portanto, não é o fato de ser uma liderança de um movimento social que dá à José Rainha o direito de se colocar acima da lei. Como, também, não compete ao Executivo politizar um caso banal de crime comum, misturando-o com causas sociais. Uma coisa não interfere na outra. E o melhor que certos ministros fariam para a causa dos sem terras, seria respeitar a ação policial que resulta em livrar dos movimentos de bandidos que, por sua conduta imprópria, acabam por manchar a causa nobre de cada um destes movimentos. Gilberto Carvalho perdeu, portanto, uma boa oportunidade de calar a boca para não dizer besteira.
Jirau – uma acusação grave -
Nesta edição, trazemos uma reportagem onde se relatam acusações graves contra a empreiteira Camargo Correa encarregada das obras da usina de Jirau e contra a Força de Segurança Nacional presente no canteiro de obras.
A acusação é gravíssima. Pelo relato que foi dado pelos trabalhadores, não apenas eles foram vítimas de cárcere privado, como ainda de tortura, prática condenável e deplorável sob qualquer circunstância. Eles disseram que foram obrigados a identificar, em fotos, colegas do tumulto, segundo Sivers.
O procurador afirmou que, no dia 10, viu uma "movimentação estranha" no canteiro e encontrou os trabalhadores trancados, sem comida e sem seus pertences pessoais, por quase seis horas.
Tivesse tal situação acontecido em uma obra privada, já seria inadmissível. Mas, em se tratando de uma obra pública, e para a qual o governo petista moveu mundos e fundos para viabilizá-la, inclusive ignorando a legislação ambiental, então chegamos a um ponto que põe por terra todo o discurso deste governo. Considerando que tem se sucedido greves de todo o gênero nos canteiros das grandes obras públicas a cargo do governo federal, é de se perguntar: para que serve um Ministério do Trabalho que não toma nenhuma providência junto aos canteiros de obras públicas para evitar estes abusos? E nem se venha tentar o governo fugir à sua responsabilidade: ele é contratante, ele é quem deve fiscalizar os canteiros de obras para que tais irregularidades não aconteçam.
Absurdo contra a saúde pública: cirurgias de aneurisma estão suspensas -
Sob este título publicamos uma reportagem dando conta de mais uma medida adotada pelo governo federal na saúde que vai contra a população, e no caso, contra a população mais carente do país.
É inadmissível o Governo tomar decisão de reduzir o preço de tratamentos, sem consultar ninguém, e que acabam por colocar em risco a vida dos pacientes que procuram a rede pública de Saúde. A Portaria 694 é uma brutal ação contra aas pessoas, contra a vida humana, contra a sua dignidade.
Assim, ao Ministro da Saúde se recomenda que anule aquele “troço” cuja economia resulta em verdadeiro assassinato. A questão é grave, urgente, e o tratamento de aneurismas não podem ser classificados como “seletivos”. Isto é, atender apenas quando o aneurisma se rompe, porque neste caso, é encaminhar o paciente para a morte direta. Portanto, ministro, dê meia-volta e revogue de uma vez por todas a famigerada portaria. Não se trata de uma questão de saúde apenas, e sim de sobrevivência.
Politizar as agências dá nisso -
Ao admitir que, por falta de investimentos em manutenção, os serviços prestados pela Eletropaulo pioraram e ressalvar que a empresa não está entre as mais problemáticas do País, pois há casos piores em outras regiões, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, admite que o órgão por ele dirigido não está cumprindo seu papel. Entre as funções da Aneel está a de fiscalizar as empresas concessionárias de serviços no setor, para assegurar a prestação de serviços com um mínimo de qualidade e a preços que remunerem adequadamente as empresas, sem onerar em excesso os consumidores.
Sarney e Collor querem ser os guardiões da história do país, sem terem moral para tanto -
Sarney se comporta como se fosse o dono do país. Collor, apesar dos anos passados, parece que não aprendeu nada. Continua o mesmo moleque irresponsável de 20 anos atrás.
A História do Brasil não pertence nem a outro nem a outro, pertence ao povo brasileiro e, sendo assim, é um direito seu conhecê-la e ter acesso aos documentos que a construíram. Até porque, os mesmos documentos sobre os quais a dupla entende devam ser mantidos, já foram vistoriados e nada indicou, na ocasião, qualquer gravidade para que não se tornassem públicos. Além disto, a dupla com seu comportamento cretino, acaba levantando suspeitas sobre questões sobre as quais nunca ninguém reclamou. Além disto, dentre as razões rasteiras apontadas pela dupla para impedir o acesso aos documentos que contam a história do país, estão questões internacionais. Ainda no governo FHC, a pedido do então ministro Celso Lafer e mais recentemente agora, o Itamaraty analisou todos os documentos que estavam catalogados como “secretos” e não constatou absolutamente nada que impedisse sua divulgação. Portanto, que Sarney e Collor ponham um ponto final nesta balela de sigilo eterno.
Ministério da Saúde faz novo alerta sobre a gripe suína. E por que deixou vencerem 6,5 milhões de doses da vacina?
Pois então, meus caros: faz duas semanas, este mesmo ministério, descartou cerca de 6,5 milhões de doses da vacina por terem vencido seus prazos validade. No Rio Grande do Sul, apenas neste ano, 8 pessoas morreram e mais de 30 já foram infectadas. Assim, este aviso de alerta, quero crer chega com um pouco de atraso, além do fato da própria omissão do Ministério quando as campanhas de vacinação. Assim, enquanto o Ministério joga milhões de vacinas, a população vai ficando exposta a um novo surto por falta absoluta de ação do governo.