quarta-feira, janeiro 25, 2012

Promessas eleitorais de Dilma empacam em 2011

Comentando a Notícia.

Em reportagem da Folha de São Paulo, como poderia ser de qualquer outro veículo, apontam-se as promessas não cumpridas de dona Dilma, enquanto candidata, para depois de eleita. A exemplo de seu tutor político, a maioria ficou pelo caminho, ditadas apenas nos discursos de palanque. Já em 2011, em seu primeiro ano de governo, Dilma podou mais de R$ 50 bilhões do orçamento, corte este, como veremos mais adiante, que incidiu fortemente sobre os investimentos em infraestrutura. Agora, para 2012, já se anuncia a necessidade de corte de igual valor ou até maior. Convenhamos que, para quem jurava solenemente não ser necessário aplicar um equilíbrio fiscal (ou recuperar), os cortes tem ido muito além das promessas e vigarices de campanha.  

É bom que se diga que o governo do seu antecessor, com o tal PAC, fez muito mais empenho de dinheiro público do que propriamente obras, obras que faziam parte de governos anteriores e que, por sua complexidade, teriam sua continuidade e até conclusão em governos posteriores, como foi o caso de Lula.

Outros programas que, de fato tiveram forte presença no governo Lula e neste, não passaram de programas criados em governos anteriores, e que foram rebatizados por Lula, de maneira esperta e marqueteira, para parecerem obras suas. Naquilo que Lula tentou criar de novo, bem, não passaram de promessas de um palanqueiro.

Não estranho que Dilma sofra e padeça do mesmo mal de Lula, o de não cumprir o que prometeu. Afinal, é bom não esquecermos, a grande e onipresente gerentona do governo Lula, em seus dois mandatos, tinha sido justamente ela. 

E não adianta acenar com a desculpa miserável de que a crise internacional atrapalhou os planos do governo. Primeiro, que o governo federal não deixou de arrecadar um centavo a menos de impostos por conta da crise internacional. Ademais, o crescimento real da arrecadação pública cresceu nos últimos anos em níveis superiores aos do crescimento econômico do país. Onde o governo abriu mão de alguma receita, ele acabou compensando em outras fontes de arrecadação. Assim, não há desculpas para o não feito a não ser, é claro, que o governo petista, como o tempo tem provado, é muito ruim de serviço mesmo. A isso chamamos, comumente, de incompetência. Segue o texto da Folha de São Paulo.  

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O pacote de controle de gastos, compromissos herdados da gestão anterior e dificuldades no Legislativo fizeram as promessas eleitorais mais vistosas da presidente Dilma Rousseff empacarem no primeiro ano de mandato, informa reportagem de Gustavo Patu e Breno Costa, publicada na Folha .

Todos os empecilhos eram previsíveis na época da campanha presidencial, quando a então candidata negava a necessidade de ajustes nas contas do governo em 2011 e optava por apresentar uma plataforma ambiciosa de obras de infraestrutura e programas sociais.

Mais casas populares, creches, prontos-socorros e postos de saúde foram anunciados, embora o governo Lula estivesse chegando ao fim com uma série de programas semelhantes inconclusos.