Adelson Elias Vasconcellos.
Publicamos três casos horripilantes, todos ocorridos onde o PT é governo, de verdadeiros crimes contra os cidadãos. Em dois deles, a polícia militar petista bateu tanto em dois cidadão brasileiros, que ambos ficaram cegos. Um caso foi na Bahia, de Jacques Wagner, que acompanhou a presidente na viagem à Cuba. Outro aconteceu em Teresina.
Já o terceiro foi a desocupação de uma área ilegalmente ocupada no Distrito Federal onde o governo é petista, Agnelo Queiros, que não se deu ao trabalho de negociar a saída dos posseiros chamando a polícia.
O caso da Bahia aconteceu num show do Olodum, dia 22 passado.
O caso de Teresina aconteceu com um estudante que protestava pela elevação da tarifa de ônibus.
No DF, o governo mobilizou um grupo de 450 homens, formado por policiais militares, civis e federais, fiscais da Agência de Fiscalização do DF (Agefis) e da SPU e bombeiros foi destacado para a retirada, que derrubaram os 450 barracos e tiveram o auxílio de três tratores. Apenas uma mulher grávida passou mal, mas foi socorrida pelos bombeiros e levada para o Hospital Regional do Paranoá. Ela e o bebê passam bem.
Durante a desocupação, a Delegacia do Meio Ambiente (Dema) prendeu 29 pessoas.
Não houve ação de reintegração de posse. Não foi dado oportunidade para negociações. O governo decidiu desocupar a área e pronto.
No Pinheirinho, em São Paulo, a posição do governo federal corre em direção contrária. Como a área desocupada localiza-se num estado governado pelo PSDB, os critérios do governo federal já são outros quinhentos. Dilma e Gilberto Carvalho se manifestaram criticando a ação da Polícia Militar, que apenas cumpriu uma ordem judicial de desocupação.
Hoje, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência República emitiu uma nota oficial condenando a desocupação e acusando a PM e o governo do Estado de violarem os direitos humanos.
Vejamos o caso mais a fundo. A área foi ocupada em 2004, portanto, sob o primeiro mandato do governo Lula. Durante todo este tempo, foi impressionante o jogo de empurrar entre justiça estadual e federal para definir a quem caberia julgar o processo de reintegração de posse.
Como o caso sempre este presente na mídia, era do conhecimento do Planalto o que ali se passava. Até porque, conforme vídeos que varreram a internet, o PSTU cobrava dos moradores “uma mensalidade” para garantir sua permanência e proteção.
Desde junho de 2011, o caso já estava decidido pela reintegração de posse. Portanto, houve tempo hábil tanto para o governo federal buscar alternativas para as famílias que ali se encontravam, como para o PSTU negociasse com a Justiça que a remoção se desse com o menor prejuízo para as famílias. Conforme já demonstramos aqui, o interesse do PSTU foi partir para o confronto de onde pudesse tirar proveito e exploração política.
Nem a PM tampouco ao governo do Estado, uma expedido o mandado de desocupação poderia desafiar a Justiça e não cumprir a ordem judicial.
A desocupação, graças a Deus, sem derramamento de sangue. Se abusos houve, eles são fruto da resistência oferecida pelos moradores, alguns poucos, em saírem do local. Mas não derramamento tampouco violação de direitos.
Mas isto, para a Secretaria de Direitos Humanos não interessa. Era importante dali tirar algum proveito eleitoreiro e sua nota oficial não passa de um panfleto político eleitoreiro.
Quanto a moça cegada na Bahia? A Secretária se calou, nada disse.
Quanto ao estudante cegado em Teresina? A Secretária também se calou, nada disse.
Quanto a desocupação no Distrito Federal? A Secretária se manteve cega, muda, surda. Não disse nada, calada estava, calada ficou.
Dentro da ótica que a secretária usou para o Pinheirinho, também no Distrito Federal houve violação de direitos, e muito mais violação, ainda, são os casos de Teresina e Salvador.
Nenhum deles mereceu uma nota oficial, uma crítica veemente, ou abertura de inquérito para apurar responsabilidades.
Para se dizer o mínimo, o comportamento da Secretária, em relação a São Paulo quando confrontado com os três casos citados, representa, ao menos, enorme hipocrisia. Dois pesos, duas medidas. Tivesse real preocupação com os direitos humanos, a Secretária não poderia omitir de, ao menos, criticar as ações no Piauí, Bahia e Distrito Federal. Ao calar-se, comprovou que a sua nota oficial em relação ao Pinheirinho tem a evidência clara e indiscutível de uma ação eleitoreira, onde o povo mais uma vez é usado pelo PT como bucha de canhão. A aparente preocupação de direitos humanos, é apenas dispersiva, uma máscara falsa e cínica para ocultar o verdadeiro sentido e objetivo de sua atitude.
No vídeo abaixo, com a juíza que emitiu a ordem para a desocupação, fica claro que não restava à PM e ao governo estadual nenhuma outra alternativa a não ser cumpri-la.
Este papo furado de que o governo teria planos para a construção de conjuntos habitacionais, é pura cascata. Mentira da Secretária e demais próceres governistas, porque houve demasiado tempo para que a Justiça fosse notificada. E vejam que coisa: ainda assim, a Justiça ainda aguardou mais de seis meses para expedir o mandado de desocupação. Nem assim, o governo federal tomou alguma providência. Alegar depois do fato ocorrido que “tinha projetos” é lorota. Não tinha coisa nenhuma, apostava no confronto, apostava no quanto pior, melhor. Tanto é assim, que sequer tomou providências para a desapropriação da área e, em NENHUM MOMENTO, o governo se manifestou no processo de reintegração como parte interessada. Esta é a verdade. Não houve torturas, não houve mortes, não houve nada daquilo que o petismo contava tivesse acontecido. A nota oficial, além de ser de total desprezo à verdade, representa o desencanto dos “companheiros” pelo que de pior DEIXOU DE ACONTECER.
Assim, esta propalada preocupação, manifestada depois da desocupação, só representa o descaso das autoridades públicas federais com o bem estar dos mais pobres que só são lembrados e paparicados em tempos de eleições.
Portanto, onde se lê esta alegada violação de direitos humanos contido na nota da Secretária, leia-se “somos hipócritas por natureza, para os parceiros nem o rigor da lei nos move, já para os adversários, mentiras e imposturas compensam o preço para conquistar o poder”.
Nos vídeos a seguir, vejam como a ação política (e trágica) colaborou para que tudo desaguasse num confronto de violência. Eles só não esperavam que não tivesse acontecido o banho de sangue pretendido.
Já no vídeo mais abaixo, vejam como a juíza é objetiva ao deixar claro que a ORDEM JUDICIAL deveria ser cumprida, porque esta é a regra num estado de direito democrático.Como também ela deixa claro todas as providências que foram tomadas para a desocupação, com um recado que deveria servir de escopo para a bandidagem incrustada no poder. “Eu não poderia dizer que o particular tem de fazer as vezes do poder público e providenciar moradia pra diminuir o déficit habitacional”.
Perfeito!