domingo, maio 06, 2012

Desmistificando o terrorismo ambiental


Adelson Elias Vasconcellos

Há alguns dias, transcrevemos uma entrevista publicada na Veja online, concedida por James Lovelock, hoje com 92 anos, e que praticamente colocou uma pá de cal sobre os alarmes dados por ele e por mais alguns “cientistas” agarrados a uma causa, a da catástrofe do clima, pela qual se prenunciava, assim, algo com antecedência de uns 500 anos, talvez mais, sobre o fim do mundo que conhecemos. 

Baseados em seus estudos, uma corrente de seguidores cegos se espalhou pelo planeta, formando uma seita que previa como inadiável o Apocalipse.   

Nesta entrevista (íntegra aqui), o cientista britânico faz uma espécie de mea culpa sobre suas previsões catastróficas, e acaba admitindo ter errado em seus cálculos e até exagerado na dosagem profética do final dos tempos. Se o leitor já leu e quer relembrar a entrevista ela está no link acima, ou pode ler o resumo publicado pela Folha de São Paulo, transcrito no post anterior. 

Avançando um pouco, também transcrevemos outros dois estudos que constataram que as montanhas nevadas da Ásia ao invés de reduzirem suas geleiras, como se previa por conta do tal "aquecimento", estavam era aumentando isto sim, enquanto nos polos, o tal desmanche das geleiras não está acontecendo conforme o previsto. Ou seja, todo o alarmismo que se criou em torno do superaquecimento, destruição da vida na terra, etc, etc, etc, e bota muitos mais etecétera mais nisso, não passou de alarme falso.     

Por aqui, a partir da discussão sobre o novo Código Florestal, dona Marina Silva e seus miquinhos amestrados, além de entrarem na mesma roubada, também saíram a campo para defenestrar o texto aprovado e condenar o Brasil como vilão das florestas. O que se escreveu de bobagem, seja por ignorância ou má fé mesmo, não teve limites. 

E aqui, o que sempre se disse, é que, infelizmente, a grande maioria, incluam aí boa parte da imprensa, comprou como uma verdade indiscutível algo que sequer verdade é. Uma das maiores aberrações propaladas pelos críticos do código florestal é insistirem no discurso da tal anistia. Tanto o blog, como outros espaços sérios na internet, abriram espaço para que os falastrões se dispusessem a provar em que parte do texto a tal anistia está acolhida. Não há anistia,  não no texto aprovado.

Fosse aprovado o texto dos sonhos da rainha da floresta, e por certo, o Brasil além de destruir sua agricultura, grande parte em poder de pequenos e médios proprietários, acabaria destruindo sua economia, dado que gastaríamos uma fortuna importando alimentos, o que consumiria rapidamente nossas reservas internacionais, além de ver a inflação disparar completamente fora de controle por parte da autoridade econômica, além de inevitáveis desabastecimentos generalizados.

Além da cretinice da anistia inventada, também se afirma com uma empáfia horrorosa, que o novo texto abre brechas para o desmatamento indiscriminado. Novamente, se conta como verdade algo que não está no texto aprovado, e que sequer ele prevê ou permite.

Já disse e vou reafirmar: não há país no mundo que tenha e mantenha intactos, a exemplo do Brasil, praticamente 70% de sua cobertura vegetal intactos. Como também não há legislação ambiental mais dura e protetora do que a nossa. 

Pois bem, logo após a aprovação do novo Código, alguém criou nas redes sociais um movimento chamado “Veta Dilma”, em que se pede que a presidente simplesmente desconheça aquilo que foi amplamente debatido pela sociedade, ambientalistas e produtores rurais, além de ser sido aprovado em três sessões do Congresso Nacional. Ou seja, apesar  do Brasil ser um país democrata, querem que a sua presidente tome uma atitude absolutamente autoritária, própria de republiqueta de quinta categoria, dessas que se espalham aos montes pela América latrina.

Da mesma forma, levantou-se um movimento de protesto que até ganhou adeptos pelo mundo afora, contra a construção de usinas hidrelétricas, da qual Belo Monte é a grande protagonista da história. 

O texto que vocês irão ler abaixo, desmonta mais uma vez a farsa desta tropa de ativistas, ambientalistas e outros personagens do gênero, em que expõem uma falsa ideia na cabeça e não há bom senso, fato, verdade concreta e provada, que os faça se convencerem de seu erro. Parece que o grande tesão desta gente é saber que o mundo vai acabar, que a vida humana no planeta vai se extinguir. E isto alimenta suas fantasias, seus delírios, seus pontos “gês”. E, como James Lovelock mesmo confessa, muitos destes pseudo cientistas, apostadores crentes sobre o final dos tempos,  sabem de seu erro, sabem de sua estupidez, mas não dão o braço a torcer com medo de perder os financiamentos que suas inverdades conquistaram mundo afora. 

Pois bem, o texto abaixo traz-nos uma verdade que vai machucar estes profetas: o Brasil, vejam só, liderou a geração de energia limpa em 2011. Conforme se constatará, atualmente o país produz 86% de energia renovável, número que pode chegar a 88% em 2020, enquanto no mundo o percentual é de apenas 8%. 

Há poucos dias atrás, comentando sobre o novo código e as mentiras que os ativistas espalham sobre ele, demonstramos que, enquanto reduzimos a área plantada nos últimos 20 anos, o volume de alimentos produzidos pelos produtores rurais brasileiros simplesmente triplicou. E, não fosse esta conquista, e muito provavelmente, estaríamos ainda importando alimentos e pagando os olhos da cara. Não só deixamos de importar, mas passamos a exportar para o mundo todo, graças ao que o país acumulou as reservas internacionais que sustentam sua estabilidade econômica, garantindo conquistas sociais e econômicas que, pela bíblias professada por Marina Silva, o Brasil jamais sonharia em alcançar e conquistar. 

E, nesta semana, uma atriz global, em evento organizado por petistas, para petistas, com plateia e claque petistas, a mestre de cerimônias, a atriz global Camila Pitanga, resolveu quebrar o protocolo pedindo à presidente Dilma, que estava presente, que vetasse o novo código florestal. Provavelmente esta moça que, além de linda, é boa atriz, jamais tenha plantado um pé de tomate, ou de alface, ou mesmo de feijão. Provavelmente, talvez nem precise ir ao supermercado mais próximo para comprar estes alimentos, talvez o façam por ela. E isto, senhores, faz uma enorme diferença. Esta moça, levada pelo frenesi “Veta Dilma”,  talvez até imagine que feijão, alface, tomate, assim como arroz, café, batata, mandioca, etc., não precisem ser plantados, eles nascem nas gôndolas dos mercados, já aparecem limpos, frescos e embalados, pronto para consumo humano, como saídos de um forno elétrico.  Esta moça precisaria passar uns dias no campo para aprender com quantos calos se colhe um pé de alface. Aprender a rezar para os deuses da floresta mandarem sol e chuva, na quantidade e no tempo certos, para que a colheita seja generosa. Com isso, quem sabe, deixaria de recitar barbaridades em público, numa demonstração inequívoca de absoluta ignorância sobre o que está reclamando. Como seria conveniente,  que ao invés de recomendar uma atitude autoritária para a presidente do país, que apanhasse uma cópia do demonizado código florestal e se desse ao trabalho de ler, com o mesmo interesse com que lê os roteiros das peças que encena. Informar-se é o caminho mais curto para alguém não cair no ridículo de falar sobre o não sabe e não conhece. Assim, deixaria de ser papagaio de pirata e não cairia na armadilha que os ativistas da florestas espalharam pelo país. 

Camila Pitanga tem direito a expressar sua opinião? Sim, claro, mesmo que esta opinião esteja desprovida de melhor informação. Contudo, deveria saber que, dada a sua exposição na mídia, inclusive pelo seu trabalho de atriz da Rede Globo, suas opiniões deveriam guardar certo recato, porque podem desorientar os menos avisados. E, especialmente em relação ao Código Florestal, a pergunta se impõe: que experiência e formação lhe autorizam a se posicionar contrária a um código de leis, legitima e democraticamente, aprovado por um Congresso escolhido pelo povo brasileiro?  Duvido que esta moça, se acampasse em qualquer uma das 5,6 milhões de propriedades rurais brasileiras por uns trinta dias, manteria sua opinião.    

Por outro lado, sobre os povos indígenas é preciso também comentar alguma coisa. Se diz que a agricultura prejudica e extermina estes povos. Para estes ativistas,  é bom apanharem  os números oficiais do IBGE para conhecer melhor a situação dos nossos índios: exagerando, o Brasil abriga em 13% de seu território, cerca de 800 mil índios espalhados em mais de 230 etnias, sendo que deste total, 86% vivem nos centros urbanos ou próximos a eles, estando portanto aculturados. E reparem: eles representam apenas 0,4% da nossa população, e tem a seu dispor 13% do território brasileiro. E ainda querem mais. E o interessante nesta reivindicação, é que sempre escolhem áreas onde o homem branco já construiu benfeitorias, e deu aproveitamento econômico com inúmeras plantações. Índio não quer terra nua e crua onde ele tenha que trabalhar. Quer o produto pronto e acabado. Assim é muito fácil...

Segue o texto sobre a excelência do país na produção de energias renováveis. Quem sabe com tais informações e estudos, as pessoas deem um basta nesta babaquice de aquecimento global e todo o ranço mistificado que segue junto. 

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Brasil liderou geração de energia limpa em 2011

Agência Senado

É o que diz o Coordenador Do Fórum De Meio Ambiente Do Setor Elétrico, Marcelo Moraes, o país produz 86% de energia renovável, atualmente

 Foto: Divulgação

 O coordenador do Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico, Marcelo Moraes, afirmou, nesta quinta-feira (3), durante audiência pública para discutir o “Uso Sustentável da Energia”, que, em 2011, o Brasil foi o país que gerou mais energia limpa.

Segundo acrescentou, atualmente o país produz 86% de energia renovável, número que pode chegar a 88% em 2020, como previu, enquanto no mundo o percentual é de apenas 8%. Em sua opinião, o Brasil tem feito um ótimo trabalho no setor energético e elétrico e está na frente de outras nações.

De acordo com Moraes, é preciso investir no potencial hidráulico e pensar em reservas estratégicas, não só para a produção de energia, mas para o uso diversificado da água, com garantia de sua preservação. Ele acredita que a utilização responsável do recurso hídrico pode contribuir para o crescimento da Região Norte, que possui grande potencial dessa fonte energética.

Moraes participa de audiência pública, promovida pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), para debater temas em foco na Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que será realizada no Rio de Janeiro em junho deste ano.