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Advogado Luiz Fernando Barbosa, de Roberto Jefferson, requer inclusão de ex-presidente Lula na ação penal 470; "ele traiu a confiança do povo, foi o mentor", disse; sustentou que "não é admissível" que procurador Roberto Gurgel não o tenha incluído em sua acusação; admitiu que seu cliente recebeu "quatro milhões em espécie das mãos de Marcos Valério"
Foto: Edição/247
O advogado Luiz Francisco Barbosa cumpriu a promessa anunciada pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, de tentar incluir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Ação Penal 470, o chamado mensalão. "Lula não só sabia como ordenou tudo aquilo", disse Barbosa. Ele fez relação entre audiências concedidas pelo ex-presidente, quando estava no cargo, no Palácio do Planalto, a dirigentes do BMG e uma Medida Provisória e um Decreto, ambos assinados por Lula, que, em seguida, possibilitaram à instituição entrar para o mercado de empréstimos consignados. "Depois disso, o PT conseguiu o empréstimo no BMG", completou o advogado. "Ele (Lula) foi o mandante". Solicitou, sob esses argumentos, a inclusão de Lula no processo. "Ou um julgamento em separado".
Antes e depois de atacar o ex-presidente, Barbosa voltou contra o procurador-geral da República, Roberto Barbosa. Lembrou que ele vive a situação para um procurador de estar sendo investigado pelo Senado por suposto crime de responsabilidade. "Não é admissível que ele não tenha incluído Lula em sua denúncia", disse. "O procurador sentou em cima do processo, como fez sobre o caso Demóstenes por três anos". O advogado usou todo o seu tempo de uma hora para fazer a defesa de Jefferson.
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