domingo, janeiro 13, 2013

Ativação e reativação de oito termelétricas gaúchas mostram gravidade e risco de apagão


Políbio Braga



O governo Dilma Roussef não quer admitir de modo algum o risco de apagão, com cadernetinha de racionamento e tudo, mas os sinais de que a situação chega no limite são cada dia mais evidentes. Eles não se limitam apenas aos níveis baixos dos reservatórios que abastecem as hidrelétricas.

O caso das térmicas do RS, algumas das quais desativadas há muitos anos, e que agora voltam a operar em circunstâncias dramáticas, com grande pressa, demonstra a gravidade da situação. O governo federal está agindo de forma demagógica e irresponsável. O governo também quer apressar a aprovação de novos mega-projetos de térmicas de carvão no RS, sobretudo os projetos da EBX e da Bertin, ambos de Candiota. Apesar da gravidade da situação, o governador Tarso Genro e seu secretário de Energia continuam de férias, como se nada tivessem a ver com a crise.

A terrível situação da energia elétrica do Brasil, na iminência de um apagão e racionamento, levou o governo da petista Dilma Rousseff a ordenar a entrada em operação, no último dia 21 de dezembro, da usina térmica de Alegre, parada há mais de um ano, e que queima óleo diesel. Em Canoas, desde outubro, também foi acionada a usina de Sepé Tiaraju.

Se a situação dos reservatórios continuar a se deteriorar, é possível até que Porto Alegre tenha uma térmica reativada: a Nutepa, na entrada da Capital e quase em frente à Arena do Grêmio, já foi testada e pode ser acionada caso haja necessidade. Duas semanas depois de voltar a operar, a usina em Alegrete habita o imaginário dos produtores que reclamam constantemente de quedas no fornecimento de energia. Com caldeiras movidas a óleo combustível, a termelétrica retomou as atividades após despacho pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). No momento, a usina gera 50 megawatts, segundo Renato Barbosa, gerente regional de termelétricas do Estado da Tractebel Energia.

A situação das usinas termelétricas no Rio Grande do Sul é a seguinte:

Em operação – 
  • Alegrete, 66MW; 
  • Charqueadas, 72 MW; 
  • Candiota, 796 MW; 
  • São Jerônimo, 20 MW;
  • Sepé Tiaraju (Canoas), 161 MW.


Iminente reativação –
  •  Uruguaiana, capaz de geral 639 MW;
  •  Nutepa (Porto Alegre), com capacidade de geração de 24 MW.