sexta-feira, março 01, 2013

O farsante


Adelson Elias Vasconcellos

Não se precisa recorrer muito ao passado distante para se demonstrar que PT e democracia são dois entes contrários entre si. Um não suporta o outro. Já provamos aqui que, na oposição, o PT, comandado por Lula e Dirceu, sempre SABOTOU qualquer governo democrático. Sempre se manteve distante do processo de redemocratização do Brasil. Hoje, seu discurso é um verdadeiro atentado aos fatos históricos. Posam de democratas, carregando em seu espírito seu totalitarismo, seu espírito mau caráter, seu ódio à verdade, ao regime de liberdades, principalmente, à que diz respeito à expressão e pensamento. Querem que todos se rastejem aos seus pés borrados de lama e imoralidade, como se fossem vaquinhas de presépio, doeis, cordatas, cegamente obedientes à sua sordidez.

Também o passado comprova o quanto Lula é mau caráter. Mas, nos últimos dias, o “cara” tem caprichado no figurino, exibindo para quem quiser ver, sua podridão moral e política.

Às vezes, impõe-se perguntar: afinal, o que deseja o PT, além do poder? Que valores defende? Que regime sonha impor ao país?

Lula tem-se na conta de um grande líder.  Quer ser visto como tal e quer ser tratado como estadista. Nem liderança se impõe à força, tampouco se considera estadista que para coinstruir, destrói tudo à sua volta. 

O estadista, já afirmei em outras ocasiões, é aquele que faz o melhor pelo seu país, por acreditar no resultado final, independente do preço político que sua ação irá lhe custar. Governante merreca só discursa por conveniência, e só age para corromper e cooptar. Lula está longe do perfil de estadista, pode-se afirmar, até e sem medo de errar, que veste o perfil totalmente oposto ao de Lincoln.  Antes que outros lhe reconheçam valores sadios, ele os quer impor no pensamento dos outros, deseja forçar a imagem que gostaria de ter, quer ser visto como ele próprio se vê.  Talvez aí resida este ódio tão rombudo que destila de sua fala, de suas manifestações esquizofrênicas. Apesar de ainda novo na idade, Lula age com se vivesse em total senilidade. Criticar o “cara” nestes tempos tão estranhos, tornou-se pecado mortal, por mais justa e concreta que seja a crítica. 

Dizer que FHC deveria calar-se já seria ridículo, para quem jamais se calou para ofender, mentir, distorcer, caluniar, reescrever a história ao contrário dos fatos e, principalmente, para quem se acha dono da presidência da república. Comparar-se a Lincoln, como fez hoje, é ofender a história de um verdadeiro estadista, tentando igualá-lo com um mequetrefe. Mas o cretinismo de Lula jamais teve limites. Não satisfeito com seu obscurantismo, ignorância e má fé, o ex-presidente sustentou que mídia tradicional nunca defendeu eleições diretas para presidente; ao abrir comemorações de 30 anos da Central Única dos Trabalhadores, Lula defendeu uma mídia própria dos "do andar de baixo". De fato, em termos de baixeza, Lula tem muito a ensinar. Quanto a defesa das eleições diretas, Lula deveria voltar ao tempo do Colégio eleitoral que elegeu Tancredo Neves, passo inicial para a redemocratização do país, quando seu partido, por sua ordem, expulsou três parlamentares do partido por terem votado em Tancredo.   Além disso, impediu que os parlamentares de seu partido, que haviam participado da Constituinte, assinassem a carta magna do país. Assim, é de se perguntar: quem está difamando, quem está usando de má fé, quem está tentando ignorar a própria história do país? Quem senão o mau caráter petista durante seus dois mandatos tentou, em diferentes ocasiões, calar a imprensa independente? Nem Lula tampouco os petistas, neste particular, jamais estenderia a mão ou tiveram uma iniciativa por mínima que fosse pela restauração da democracia brasileira. 

Desde que se tornou um líder político, Lula jamais estendeu a mão, quando foi oposição, em favor do país. No poder, tentou de diferentes formas emplacar um autoritarismo vesgo e retrógrado. Jamais se cansou de constranger às instituições democráticas em nome de seu projeto político pessoal, que jamais mirou o benefício do Brasil.

A atuação de Lula e seus miquinhos amestrados está perfeitamente registrada. Contra fatos não há nem argumentos e mentiras que os contestem. Lula pode se pintar de ouro, da cabeça aos pés, mas jamais conseguirá esconder a lama de que é revestido, nem ocultar a estupidez de sua moral distorcida.  Pode ser até que consiga, junto com sua gangue de pivetes e delinquentes, emplacar um regime totalitário por aqui, sonho de seus sonhos. Mas é certo que a História que não o poupará do julgamento de seus atos, palavras e pensamentos. E, mesmo que um dia ainda queira retornar à presidência e consiga seu intento, e conforme sempre lembramos aqui, a que se ter em conta que Hitler chegou ao poder na Alemanha nazista também carregado nos braços do povo. Nem por isso deixou de ser reconhecido como o canalha  monstruoso e tirânico que sempre foi.  Pena que Lula não tenha aprendido a lição. “Aconselhar” a outro ex-presidente, que calasse a boca, seria saudável se, ao seu turno, Lula se comprometesse em não dizer mais as merdas que diz, principalmente, em revelar sua face mais grotesca de sua personalidade mitomaníaca. Seria uma troca interessante para todos nós. Quanto à Lincoln, bem melhor que Lula se esquivasse da comparação ridícula: enquanto o Lincoln americano, o legítimo, se empenhou em abolir a escravidão, o nosso, o de Garanhuns, clone portanto, se empenhou em reacender o confisco sobre os salários da moçada que ganha pouco. Apenas, por aí, já seria extrema vigarice a comparação, quanto mais se esta comparação quiser confrontar o espírito democrático de um e de outro. Lula não sabe o que seja democracia, seus valores, seus princípios. Por tudo que fez e diz, fica claro que baba de ódio contra o regime democrático, onde não apenas os cidadãos são livres para se expressar, mas, principalmente, para discordar do capitão do mato.  E uma pequena lição histórica para o “Lincoln” de Garanhuns: naquele tempo, meu senhor, não havia telex e sim telegrafia, ok? 

Assim, muito antes de encarnar a notável figura de um libertador, Lula, o farsante, a cada dia se parece muito mais com um fascista. 

Grandeza de caráter não é para qualquer um. Você não precisa ter um anel de grau, ou reunir um patrimônio bilionário. Requer, antes de tudo, uma grande dose de humildade, precisa ver-se como mais um na multidão, com a diferença de que se olha para esta multidão com olhos serenos de que somos iguais a todos eles, carregando individualidades que nos tornam únicos, nunca maiores. Lula não se vê assim, coloca-se sempre num patamar acima da própria humanidade a que pertence. Esquece de sua essência, de sua falibilidade, de que nada seria não tivesse se apoiado em tantos que cruzaram em seu caminho e que lhe estenderam a mão. Dilma, ao negar o óbvio, de que a modernização e estabilidade econômicas, além da estruturação de programas sociais, foram obras alheias, comete o mesmo erro. Para crescer, dona Dilma, não é preciso descer tanto...