O Globo
MP do Rio entrou com ação durante a madrugada
Domingos Peixoto / Agência O Globo
O parque aquático Júlio de Lamare
RIO - O Ministério Público do Rio de Janeiro conseguiu uma liminar na Justiça que proíbe a demolição do Parque Aquático Júlio Delamare, que faz parte do complexo do Maracanã. Estava prevista para esta quarta-feira a derrubada do Centro de Treinamento de Saltos Ornamentais Carlos Arhtur Nuzman.
O MP entrou com a ação durante a madrugada, após ser informado que algumas instalações do parque aquático, como as antigas bilheterias, haviam sido demolidas na terça-feira. No entanto, o prazo de desocupação do Júlio Delamare ia até o dia 10 de maio. O Governo do Estado do Rio disse que vai recorrer da decisão judicial.
O Júlio Delamare foi fechado no dia 1º de abril para as obras de modernização do Maracanã para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. O parque aquático foi reformado para os Jogos Panamericanos de 2007, quando sediou as competições de pólo aquático. A recuperação custou R$ 10 milhões (valores da época). A demolição do parque aquático e do Célio de Barros constam do edital de concessão do Maracanã e faz parte da engenharia financeira encontrada pelo governo do estado para transformar o Maracanã e o Maracanãzinho num negócio mais atraente para investidores privados, que vão explorar a área por 35 anos.
