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Entidade que representa produtores rurais pede suspensão da demarcação de terras indígenas
(FuturaPress)
Agente da Polícia Federal observa índios em fazenda invadida.
CNA classificou morte como "tragédia anunciada"
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou nesta sexta-feira que a morte de um índio em uma ação de reintegração de posse de uma fazenda em Mato Grosso do Sul na quinta-feira foi “uma tragédia anunciada” por causa da política de confronto de entidades que afirmam representar os povos indígenas.
A nota, assinada pela presidente da entidade, a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), lista a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), como algumas dessas entidades.
“Incentivam o antagonismo entre produtores rurais e índios, desservindo a ambos e ao país. Fazem dos índios, que dizem defender, massa de manobra de uma luta ideológica, que leva insegurança jurídica ao setor produtivo rural, responsável por 25% do PIB e há décadas sustentáculo da economia nacional”, diz o texto.
Classificando o episódio com ocorrido em Sidrolândia, como lamentável, a senadora também disse que é “injusto e desumano” que os índios “sirvam de instrumento a essas iniciativas hostis e ilegais, que desta vez produziram uma vítima fatal”.
A senadora também lembrou que os invasores desrespeitaram uma ordem judicial ao invadir a fazenda. A nota também pede que o governo federal suspenda todos os processos de demarcação de terras indígenas.
“A banalização da ilegalidade, que ignora a posse legítima da terra e promove invasões, depredações e agressões aos proprietários rurais, não pode continuar, sob pena de novas tragédias”, finaliza a nota.
No final da manhã desta sexta-feira, um grupo de 100 índios voltou a invadir a fazenda Buriti, em Sidrolândia, palco da morte do índio na quinta-feira. A Polícia Federal afirma que só deve voltar a agir por meio de uma nova ordem de reintegração.
****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Seria interessante que o governo mandasse apurar quais são as organizações e seus interesses escusos que se escondem por detrás desta movimentação atípica dos índios brasileiros. Estes protestos e invasões estão acontecendo em todo o território nacional de maneira cada dia mais intensa. E estes conflitos que se repetem não tem motivação apenas para “garantir” terras aos povos indígenas, até porque, representando menos de 1,0% da população nacional, eles já detém mais de 13% do território brasileiro.
Não resolve convocar os índios para diálogo quando estes movimentos ocultos que se movem nas sombras, os insufla, quando não os financia, para continuarem agindo em favor do conflito.
Esta investigação deve apurar os irresponsáveis pondo de lado o tal romantismo com que os indígenas têm sido vistos. Até porque é de se perguntar: em 13% do território do país que eles ocupam, quanto de terra é cultivada para seu sustento?
Além disto, as demarcações não podem continuar sendo feitas com base na ocupação de área de 1988 em diante. Deve ser pesquisada sua ocupação ao longo dos séculos 19 e 20, e as culturas nelas desenvolvidas, ao longo deste período. Sabe-se que eram áreas abandonadas, que nunca viram uma viva alma de índios, e da qual se retirou atividade econômica, ocupação pacífica resultando em desenvolvimento e prosperidade para os muitos municípios que nela viram nascer. Não se pode agora jogar esta gente que lá está há mais de cem anos, trabalhando e produzindo riqueza, e simplesmente jogá-los na miséria.
Faria um bem enorme para o Brasil se este governo que aí está, simplesmente, acabasse com o antro chamado FUNAI. Este órgão, de um tempo para cá, só tem agido contra o interesse do país, e sem que tenha produzido segurança para os povos indígenas. A regra geral é de que tribos sejam largadas ao Deus-dará, sem nenhuma forma de assistência.
Até porque, convenhamos, o Brasil não precisa de nenhuma FUNAI para ficar homologando laudos antropológicos fajutos, assinados por motoristas de caminhão, como foi o caso da Reserva Raposa do Sol. As demarcações, deste modo, devem ser submetidas à apreciação do Congresso nacional, por tratar-se de questão de soberania nacional.
