Gabriela Valente
O Globo
Segundo BC, cédulas antigas podem ficar em circulação mais tempo se corte de R$ 600 milhões impedir fabricação de mais notas
André Coelho / O Globo
O diretor do BC Altamir Lopes com a nova nota de R$ 5:
cédulas antigas podem ficar em circulação por mais tempo
BRASÍLIA — O corte do orçamento pode atrasar a total substituição das notas de R$ 5 e R$ 2 por cédulas novas, que entraram em circulação nesta segunda-feira. Segundo o diretor de Administração do Banco Central (BC), Altamir Lopes, se o contingenciamento de R$ 600 milhões dos recursos destinados à fabricação de dinheiro novo interferir na substituição das notas antigas, a autoridade monetária poderá deixar as cédulas do modelo anterior mais tempo com a população do que o programado.
No entanto, ele afirmou que já estão impressas 75 milhões de cédulas de R$ 2 e o mesmo volume de notas de R$ 5. Segundo Lopes, esse estoque é suficiente para atender todo o país agora.
— O que pode ocorrer é um atraso no recolhimento do dinheiro antigo — argumentou o diretor.
Altamir Lopes fez uma apresentação dos itens de segurança da nota. Como as notas têm tamanhos diferentes, fica mais difícil um falsário fazer uma lavagem química para usar o papel moeda e imprimir uma cédula de maior valor. Além disso, há nessas notas, mecanismos como a marca d’água, o alto relevo na lateral e ainda o quebra cabeça com o número.
As novas notas são mais caras que as antigas. Além dos mecanismos tecnológicos, há ainda uma leve camada de verniz que faz com que a cédula suje menos e dure mais. Por causa dessas mudanças, a nota de R$ 2 é 1,4% mais cara que a anterior. O preço do milheiro é de R$ 175,30. Já mil notas de R$ 5 custam para serem produzidas R$ 178,92: 7,1% mais que as cédulas antigas.
