quarta-feira, julho 17, 2013

Ministro da Justiça defende punição por uso irregular de aviões da FAB. Ok, mas qual punição?

Débora Álvares 
O Estado de S. Paulo

'Se existem casos em que as pessoas estão transgredindo (uso de aviões da FAB), rigorosamente devem responder por isso', afirma José Eduardo Cardozo

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu a punição de autoridades que utilizarem irregularmente os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Segundo ele, o decreto presidencial que regula o uso determina claramente as hipóteses em que as aeronaves podem ser utilizadas.

"Quem está atuando de acordo com o decreto está atuando no exercício da sua função. Se existem casos em que as pessoas estão transgredindo, rigorosamente devem responder por isso, porque não se pode permitir ilegalidades ou mau uso de equipamentos", disse Cardozo na manhã desta terça-feira, 16, ao sair de uma audiência pública na Comissão de Educação do Senado.

O ministro aparece em terceiro lugar no ranking das autoridades que mais voaram pela FAB no primeiro semestre desse ano, com 91 viagens. Ainda assim, ele considera correta a iniciativa da Força Aérea de divulgar os voos.

"Quanto mais aprimorarmos a transparência, melhor o controle da sociedade, e as pessoas públicas têm condições de prestar contas em relação ao que fazem. Acho que foi correta decisão, a sociedade acompanhará e autoridades públicas, a cada momento que forem instadas, terão que dar devidas explicações sobre os atos que praticam", afirmou.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Á exceção de presidente e vice-presidente, todas as demais “autoridades” deveriam viajar em voos comerciais. Bastaria que se assinasse um decreto neste sentido e pronto. A FAB, por si só, barraria as tentativas de abuso.

Não é preciso punir, portanto, basta vontade e responsabilidade para impor uma regra moralizadora e que vigora nos países mais desenvolvidos do mundo. Por que um simples deputado, seja ele estadual ou federal, deve se locomover em carro bancado pelo contribuinte? Andar no meio do povo que o elegeu é um belo exercício para “ouvir as vozes das ruas”! Não vivem justificando suas ausências no local de trabalho por dias seguidos, sob o argumento fajuto de que precisam estar em contato com suas “bases”?  É claro que o argumento é cretinice pura para “justificar” a vagabundagem remunerada. 

Dinheiro do contribuinte não pode ser usado para bancar a luxúria e a ostentação da elite política.