domingo, setembro 15, 2013

ONU: Síria atacou hospitais e nega atendimento médico como tática de guerra

O Globo 
Com Agências Internacionais

Relatório das Nações Unidas aponta também evidências de que alguns grupos antigoverno atacaram hospitais em certas áreas

Human Rights Watch denuncia massacre de 248 civis pelas forças do regime na Síria

STRINGER / REUTERS 
Um combatente do Exército Livre da Síria carrega sua arma 
enquanto se posiciona atrás de sacos de areia empilhados em Aleppo 

DAMASCO - Forças do governo sírio atacaram deliberadamente hospitais, atingiram hospitais de campanha com ataques aéreos e impediram feridos e doentes de receber atendimento médico, disseram investigadores de crimes de guerra da ONU nesta sexta-feira. Em um relatório especial, os investigadores afirmaram que as forças do presidente Bashar al-Assad conduziram uma campanha por meio da utilização “da negação de atendimento médico como arma de guerra”, especialmente contra pessoas que vivem em áreas controladas por rebeldes.
 “Há também evidências de que alguns grupos antigoverno atacaram hospitais em certas áreas”, disse o inquérito independente liderado pelo especialista brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro. Na véspera, opositores haviam divulgado o vídeo de um hospital bombardeado em Aleppo.
Também nesta sexta-feira, um relatório da Human Rights Watch acusa forças do governo sírio e milícias pró-regime de terem executado sumariamente pelo menos 248 pessoas, entre homens, mulheres e crianças, em um dos ataques mais mortais desde o início do conflito na Síria.
As mortes ocorreram nas cidades de Al- Bayda e Baniyas nos dias dois e três de maio, de acordo com relatório da ONG, com sede em Nova York
As execuções teriam ocorrido após o fim de confrontos, num momento em combatentes da oposição já haviam recuado. Segundo a ONG, a investigação foi baseada em entrevistas com 20 testemunhas locais e imagens de vídeo.