Murilo Rodrigues Alves
O Estado de S. Paulo
Expectativa da Abear é que replanejamento dos voos seja feito depois do sorteio dos jogos
BRASÍLIA - As companhias aéreas só terão disponível a malha aérea para as cidades sede da Copa do Mundo em janeiro de 2014, quando os clientes poderão ter oferta de passagens aéreas para essas localidades a tarifas mais acessíveis. Essa é a expectativa do governo, que reuniu nesta quinta-feira representantes das companhias aéreas e a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) para discutir o tema. "A tendência é ter mais oferta. Com mais oferta, o preço pode vir a cair", disse o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys.
Fabio Motta/Estadão
Tarifas ficarão mais acessíveis ao público
Os voos disponíveis atualmente para o período dos jogos da Copa não correspondem ao que será ofertado na ocasião. Após a reunião, ficou definido que, após o sorteio das chaves da Copa, previsto para ocorrer em 6 de dezembro, as empresas aéreas terão 15 dias para pedir o remodelamento da malha aérea para que possam se adequar ao calendário do evento esportivo. Daí a expectativa de que somente em janeiro essa malha esteja disponível.
A orientação para quem planeja viajar durante a Copa é para que espere essa definição. Ficou acertado também no encontro de hoje que, na próxima terça-feira (5), as companhias aéreas deverão entregar o modelo da comunicação que será feita aos clientes para informar que os voos atualmente disponíveis não correspondem à malha aérea da Copa. Segundo relato da Abear, pela experiência de outros torneios mundiais em outros países, o tráfego aéreo tende a diminuir nos locais onde não há jogos. No Brasil, cerca de 70% do tráfego aéreo é demanda de turistas de negócios e eventos.
"Majoritariamente teremos a substituição de turistas de terno e gravata para turistas com camisa da seleção", disse o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz. A expectativa da entidade é de que, mesmo na Copa, a taxa de desocupação dos voos, que atualmente é de 20% a 25%, se mantenha. A Anac também se comprometeu a fazer, a partir de dezembro, o monitoramento de 15 em 15 dias dos preços dos bilhetes vendidos para voos no País entre junho e julho de 2014. Atualmente, esse acompanhamento é feito mensalmente.
