Agência Estado
Parque Olímpico Rio de Janeiro
A dois anos dos Jogos do Rio/2016, o Brasil vai fechar a porta para a elite do esporte olímpico em 2014. Seja por conta de reformas em locais de provas ou pela falta de interesse das confederações, o fato é que o País praticamente não irá receber competições importantes durante este ano. Eventos que podem atrair a nata do esporte, apenas nove. De resto, apenas torneios regionais. Muitas vezes, nem isso.
Com o Parque Aquático Maria Lenk sendo reformado, os esportes aquáticos, por exemplo, não receberão nenhum evento importante durante todo o ano que vem. No atletismo, o calendário da Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo) mostra apenas o Grande Prêmio Brasil, em 10 de agosto, em Belém, no Pará.
O Olimpílulas fez um levantamento a partir do calendário de eventos disponibilizado nos sites das federações internacionais das modalidades olímpicas, levando em conta também eventos das categorias de base. E constatou que o Brasil é ignorado em mais da metade delas, casos da ginástica, do triatlo, do remo, da canoagem e do levantamento de peso, por exemplo.
Das modalidades acompanhadas pelo blog (ficam fora futebol, vôlei, tênis e basquete), quem mais terá competições no País em 2014 será, acredite se quiser, o badminton, com três torneios relevantes, um em Foz do Iguaçu, outro no Rio, outro em São Paulo. Mas estes são de quinto, sexto e sétimo escalão. Numa comparação com o tênis, seria como se recebêssemos um ATP 250, um Challenger e um Future. No tênis (não custa citar) são dois eventos ATP e um WTA, além de diversos Challenger e Futures.
Em algumas modalidades, o Brasil até perdeu o direito de realizar competições internacionais. É o caso do tiro esportivo, que abriu mão de uma Copa do Mundo por falta de dinheiro, e do pentatlo moderno, que também desistiu de organizar uma etapa de Copa.
O judô alegou outras prioridades para não renovar o contrato do Grand Slam do Rio. Assim, ficará fora do calendário internacional pela primeira vez desde 2006. O tênis de mesa, porém, manteve a etapa de Santos do Circuito Mundial, em setembro. No vôlei de praia, o Grand Slam a que o País tem direito migrou de São Paulo para Fortaleza, em maio.
Por outro lado, esgrima e tae kwon do estão entre as modalidades que vão organizar eventos importantes para o ranking mundial. Em maio, o Rio vai receber uma Copa do Mundo na espada feminina. A cidade sede dos Jogos de 2016 também sediará, em abril, o Rio Open na arte marcial.
Apesar da proximidade da Olimpíada, só um evento-teste está marcado para 2014. É na vela, entre 3 e 9 de agosto. A competição será a única do iatismo realizada no Brasil contando pontos para o ranking mundial. A grande novidade para a temporada, porém, vem do rúgbi sevens, que terá etapa da World Series feminina em Barueri, em fevereiro.
De resto, só competições menores, regionais. No ciclismo de pista, são seis provas válidas para o America Tour. No mountain bike, oito competições nacionais que valem pontos para o ranking mundial, mas muitas vezes sequer reúnem a elite nacional. Já o BMX vai organizar pela primeira vez uma competição, o Pan-Americano, em maio, na pista que está sendo construída em Londrina.
No hipismo são 30 eventos que contam pontos para o ranking mundial, mas nenhum de relevância internacional. A luta organizará o Campeonato Pan-Americano, em São Paulo, e a Copa Brasil, no Rio. Já o pentatlo moderno verá o Sul-Americano Juvenil em Recife. No golfe, os calendários internacionais ainda não foram divulgados.
