domingo, março 30, 2014

PF descobre fraude nos cartões corporativos do Ministério do Trabalho

Felipe Frazão
Veja online

Servidores compravam produtos acima do valor permitido em comércios de fachada em Porto Velho (RO) e simulavam viagens para receber diárias

 (Ivan Pacheco) 
PF deflagra operação contra servidores 
do Ministério do Trabalho e Emprego em Rondônia 

A Polícia Federal (PF) realizou nesta sexta-feira uma operação de combate a fraudes e desvio de dinheiro público no uso do cartão corporativo por servidores do Ministério do Trabalho e Emprego em Rondônia. A superintendente regional da pasta no Estado, Ludma de Oliveira Correa Lima, foi presa. Ela é filiada ao PDT, partido que acumula escândalos à frente do ministério.

A Operação Trama teve objetivo de prender temporariamente seis pessoas e suspender seis funcionários do serviço público, além de conduzir nove pessoas para depoimento e cumprir dez mandados de busca e apreensão. Há empresários e particulares entre os alvos da PF, além dos servidores e gestores do ministério.

A investigação da PF aponta que os gastos da superintendência do pasta em Rondônia com o cartão corporativo, em 2013, foram cinco vezes superiores à média nacional – os valores ainda não foram divulgados. A PF diz que os servidores apresentavam notas de compras com valores redondos e acima do limite permitido. O dinheiro foi gasto em estabelecimentos comerciais “desconhecidos e de localização duvidosa” e que tinham atividade econômica diferente dos bens e serviços contratados.

Os investigadores também afirmam que os servidores simularam viagens a trabalho para que houvesse o pagamento de diárias. Até os relatórios de trabalho das viagens foram forjados. Eles chegavam a inserir de forma “fraudulenta” os dados dos viajantes no Sistema de Concessão de Diárias E Passagens (SCDP) do governo federal. Os policiais federais descobriram a fraude porque os servidores, que supostamente estariam viajando, ficavam no local de trabalho fixo, participavam de reuniões oficiais e assinavam documentos.

A PF também apura suspeita de fraude a licitações na Superintendência Regional de Trabalho em Rondônia.