Marco Prates
Exame.com
Aeroportos brasileiros não chegam nem perto dos melhores do mundo, mostra ranking da Skytrax. Na América do Sul, Peru e Equador têm terminais melhores
Dado Galdieri/Bloomberg
Aviões estacionados no Aeroporto Internacional de Guarulhos:
as concessões conseguirão fazer o Brasil ter representantes entre os melhores aeroportos do mundo?
São Paulo – Fosse um país a expressão perfeita de seus aeroportos, o Brasil seria uma nação pequena e irrelevante, é o que parece dizer o World Airport Awards 2014, da Skytrax, um dos mais respeitáveis prêmios de aeroportos de todo o globo. Sétima economia do mundo e maior da América Latina, o país não aparece em nenhuma das categorias principais.
Quando se lê “Brazil” na lista de vencedores, é apenas nas premiações limitadas à América do Sul. Mesmo assim, atrás de terminais no Peru, Equador e Chile.
Todos estes países têm um PIB ao menos 10 vezes menor que o brasileiro. No caso do Equador, a produção anual de riquezas chega a ser 20 vezes menor.
O aeroporto de Guarulhos é o mais bem posicionado do Brasil, considerando o ranking dos 10 melhores na América do Sul:
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Aeroporto
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Cidade
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País
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1
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Lima Jorge
Chavez International Airport
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Lima
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Peru
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2
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Guayaquil
International Airport
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Guayaquil
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Equador
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3
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Santiago International
Airport
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Santiago
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Chile
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4
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São Paulo-Guarulhos Airport
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São Paulo
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Brasil
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5
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Rio de Janeiro-Galeão Airport
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Rio de Janeiro
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Brasil
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6
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Buenos
Aires Pistarini Airport
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Buenos Aires
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Argentina
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7
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Recife Guararapes Airport
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Recife
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Brasil
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8
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Caracas
Simón Bolívar Airport
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Caracas
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Venezuela
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9
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Buenos
Aires Jorge Newbery Airpark
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Buenos Aires
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Argentina
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10
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Congonhas/São Paulo Airport
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São Paulo
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Brasil
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O vencedor geral, pelo segundo ano consecutivo, foi Changi, aeroporto de Singapura, que acolhe seus passageiros com conforto e várias opções de lazer.
Na categoria “melhor equipe (de funcionários) na América do Sul”, o mais bem posicionado foi Recife, em 6º lugar, acompanhado de Congonhas e Galeão. Nesse caso, além de Peru, Equador e Chile, aparecem na frente do Brasil ainda aeroportos na Venezuela e Argentina.
A esperança dos brasileiros é de que as concessões começadas neste governo possam elevar o nível dos terminais de transporte aéreo no país. O grupo asiático Changi, que administra Singapura, levou o leilão de Galeão junto com a Odebrecht no fim do ano passado.
Viracopos (Campinas), Brasília e Cumbica (Guarulhos) correm neste momento com obras de forma a estarem apresentáveis até o início da Copa, em junho. O futuro parece promissor, mas a questão é saber se os aeroportos mencionados – acrescidos de Confins, em Belo Horizonte - ficarão à altura das expectativas.
O prêmio da Skytrax avaliou a opinião de 12,8 milhões de passageiros sobre 410 aeroportos. Pessoas de 110 países avaliaram 39 itens, incluindo disponibilidade de serviços, segurança, limpeza e várias amenidades.
