domingo, maio 25, 2014

Dilma estará presente em três jogos da Copa do Mundo. Será? A conferir.

Veja online

Presidente vai acompanhar a abertura do Mundial, a final e a partida entre Alemanha e Portugal, ao lado de Angela Merkel e do premiê Pedro Passos

(Jorge Silva/Reuters) 
Joseph Blatter ao lado da presidente Dilma Rousseff, vaiada na abertura 
da Copa das Confederações no estádio Mané Garrincha em Brasília 

A presidente Dilma Rousseff vai acompanhar pessoalmente pelo menos três jogos da Copa do Mundo, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo. Dilma estará presente na abertura do Mundial, no Itaquerão, em São Paulo, quando terá a companhia de Zoran Milanovic, presidente da Croácia, adversário do Brasil na partida inaugural. Depois de servaiada ao lado de Joseph Blatter na Copa das Confederações, Dilma não discursará na abertura.

Depois, a presidente irá assistir ao primeiro jogo do Grupo G, entre Alemanha e Portugal, em 16 de junho, na Fonte Nova, em Salvador. Ela estará ao lado da chanceler alemã Angela Merkel e do primeiro-ministro português Pedro Passos, que virão ao Brasil prestigiar a estreia de suas seleções. Por fim, Dilma também vai acompanhar a final do Mundial, em 13 de julho no Maracanã. A partida deverá contar com a presença de diversos chefes de Estado como o russo Vladimir Putin, o chinês Xi Jinping e o sul-africano Jacob Zuma. No dia seguinte à decisão, o trio seguirá para Fortaleza para uma reunião do BRICS.

Diplomacia – 
A presidente pretende aproveitar a presença dos governantes estrangeiros na Copa para realizar encontros bilaterais durante a competição. Esta seria uma oportunidade de conciliar a sua agenda internacional com a nacional, que está prejudicada por causa das inúmeras viagens pelo país por causa da campanha eleitoral. Oficialmente, no entanto, os únicos encontros bilaterais confirmados até agora são com Merkel e o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Há uma expectativa em relação a algum mal-estar que possa ser criado por causa da presença de Putin na Copa, em decorrência da pressão diplomática que ele enfrenta pela influência russa na crise da Ucrânia. Mas, como a Copa do Mundo de 2018 é na Rússia, é praxe o presidente da sede seguinte estar presente no jogo de encerramento do campeonato.

Presenças – 
Todos os presidentes de seleções sul-americanas que participam da Copa também são esperados no Brasil. Cristina Kirchner, da Argentina, e Michelle Bachelet, do Chile, já avisaram que estarão no país. Também estão confirmadas presenças de Bakir Izetbegovic, da Bósnia-Herzegovina, de John Mahama, de Gana, de Guilherme Alexandre, da Holanda, e de Didier Burkhalter, da Suíça. Apaixonado por futebol, o príncipe Harry, da Grã-Bretanha, já anunciou que assistirá a jogos da Inglaterra.

A cadeia de erros do Brasil na Copa


Estádios demais

Como poderia ter sido: A Fifa ficaria satisfeita com apenas oito estádios, o suficiente para o evento

O que o país fez: Para aumentar o número de cidades envolvidas – e atender aos pedidos do maior número possível de governadores e prefeitos –, ampliou o número para doze arenas

Qual foi a consequência: Além de encarecer todo o evento, criou dois problemas. Sem investidores privados para bancar estádios em capitais sem clubes de grande torcida, usou-se dinheiro público. Além disso, algumas das arenas poderão virar elefantes brancos depois do Mundial

Viagens em excesso

Como poderia ter sido: A Fifa pretendia dividir o país em 4 regiões para facilitar os deslocamentos

O que o país fez: Para evitar uma briga entre as diferentes regiões pela honra de sediar os jogos da seleção brasileira, não aceitou separar os oito grupos pelos critérios geográficos

Qual foi a consequência: Muitas seleções (e seus torcedores) terão de fazer longas viagens logo na primeira fase da Copa, aumentando dramaticamente o número de deslocamentos pelo país – e elevando, portanto, o risco de problemas nos aeroportos, que ficarão bem mais cheios

Obras atrasadas

Como poderia ter sido: O Brasil teria facilitado tudo caso tivesse definido rapidamente suas sedes

O que o país fez: Com 17 candidatas a receber os jogos, o governo demorou dois anos para apontar as escolhidas. Em São Paulo, a indefinição em torno do estádio da Copa durou quatro anos

Qual foi a consequência: Por ter desperdiçado tanto tempo para listar os doze estádios, as obras de construção ou reforma ficaram com um prazo apertado demais. Além disso, problemas burocráticos e disputas políticas atrasaram a liberação de linhas de crédito para os projetos

Projetos frustrados

Como poderia ter sido: Obras de infraestrutura seriam diretamente ligadas à realização do evento

O que o país fez: Na tentativa de contemplar o maior número possível de Estados e municípios, o governo federal colocou na Matriz de Responsabilidades um número excessivo de projetos

Qual foi a consequência: Sem um foco específico nas necessidades do evento – no caso das obras de mobilidade urbana, por exemplo, é o transporte público até os estádios –, as cidades tiveram de lidar com projetos demais, muitos deles inviáveis. Resultado: muitos não vão sair do papel