quarta-feira, setembro 17, 2014

Às portas da eleição, Dilma lança pacotinho engana-bobo para os empresários

Francisco Carlos Assis, Ricardo Leopoldo, Álvaro Campos, Fernanda Guimarães
O Estado de S. Paulo

Governo amplia benefício tributário para empresas que atuam no exterior

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira, 15, que o governo vai estender a todas as empresas brasileiras do setor manufatureiro que atuam no exterior um benefício de 9% em crédito sobre a tributação dos lucros obtidos no exterior. O anúncio foi feito após quase 2h30 de reunião com um grupo de grandes empresários na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do qual participaram também o presidente da CNI, Robson Andrade, e o presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch.

Segundo Mantega, o benefício já valia para empresas dos setores de construção, serviços e alimentos e bebidas, mas após um estudo do governo foi concluído que era possível ampliá-lo para todas as companhias manufatureiras. "Na prática, elas vão pagar menos impostos porque poderão usar o crédito de 9%. É uma forma de equilibrar as condições das empresas brasileiras com as estrangeiras", afirmou.

O ministro afirmou que também discutiu com os empresários a diminuição de conflitos jurídicos, especialmente os tributários, de empresas brasileiras com atuação no exterior. "Organizamos uma pauta onde empresários e governo vão levantar imperfeições na legislação", disse o ministro.

De acordo com o ministro, essa pauta será desenvolvida nos próximos meses. "Avançamos com a reforma do ICMS, que poderá ter continuidade após as eleições", disse o ministro, acrescentando que na reunião também foi discutida a reforma tributária. "Avançamos na reforma do IPI interestadual de importação e temos que avançar na reforma do ICMS e do PIS e Cofins", disse.

Reintegra. 
Mantega também anunciou a implantação do Reintegra permanente com redução de alíquota a cada ano para as empresas exportadoras. Para 2015, a alíquota será de um crédito de 3% sobre o faturamento das exortações. "Isso vai baratear o custo das empresas", disse.

Mantega ressaltou que discutiu com os empresários estratégias para a indústria nos próximos anos. Ele disse que no cenário de crise é preciso habilitar as empresas para disputar mercados externos e serem competitivas, mesmo num ambiente adverso. No entanto, de acordo com o ministro, este ambiente vai se dissipar.

Outra demanda é a redução da taxa de juros para que as empresas possam adquirir máquinas e equipamentos a um custo mais baixo.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:

Dilma Rousseff passou três anos e meio desprezado e castigando o setor empresarial brasileiro. Sabe, porque as pesquisas apontam isto, o tamanho de sua rejeição junto à iniciativa privada. Agora, num ato de puro desespero, resolveu lembrar daqueles a quem ignorou e jamais se propôs negociar  algum benefício, lançando um pacotinho engana-bobo para ver se cola. Claro, há ainda o interesse em engordar o caixa de campanha. 

Não creio que a medida irá conseguir desfazer o mal estar dos empresários em relação a governo da senhora Rousseff, até porque medidas deste tipo jamais são garantias, tampouco devolverão a competitividade perdida já que beneficia um lote muito pequeno de empresas que já gozaram, tanto durante o governo Lula quanto o de Dilma, da Bolsa-BNDES sem que o PIB do país tivesse saído da irrelevância. 

Como tal medida produz quase nenhum resultado para o crescimento do país, o agrado da hora visa apenas aquilo que afirmamos acima: o engana-bobo prá ver se cola e capta, deste modo, alguns votos a mais. 

Isto representa dizer que o governo petista não governa visando o BENEFÍCIO DO PAÍS, e sim a perpetuação do partido no poder. Eles só pensam nisso. O resto que se exploda!