João Pedro Caleiro
Exame.com
Pesquisa global mostra que Brasil é um dos seis países no qual a visão positiva sobre a economia caiu mais de dois dígitos de um ano para o outro
Marcos Santos/USP Imagens
São Paulo - A visão positiva da economia brasileira despencou entre 2013 e 2014, de acordo com uma pesquisa feita pelo Pew Research Center.
O instituto entrevistou mais de 48 mil pessoas em 44 países entre março e junho. No Brasil, foram mil pesquisados durante o mês de abril.
O Brasil está junto com Venezuela, Malásia, Argentina, Quênia e Gana no seleto time de 6 países onde a visão positiva da economia despencou dois dígitos de um ano para o outro.
Em 2013, 59% dos brasileiros achavam que a economia ia bem; em 2014, são 32% - uma queda de 27 pontos percentuais e já abaixo da média dos emergentes, que segue em 39%.
O processo contrário ocorreu em países como Israel, Paquistão, Uganda e, curiosamente, a Rússia. No Reino Unido, por exemplo, a visão positiva da economia saltou de 15% para 43% de um ano para o outro.
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Visão positiva
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2013
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2014
|
Mudança
|
|
Brasil
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59%
|
32%
|
-27
|
|
Venezuela
|
44%
|
29%
|
-15
|
|
Argentina
|
39%
|
26%
|
-13
|
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Reino
Unido
|
15%
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43%
|
+28
|
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Paquistão
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17%
|
37%
|
+20
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Rússia
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33%
|
44%
|
+11
|
Pessimistas e otimistas
Em números absolutos, no topo da lista dos pessimistas estão 97% dos gregos, 96% dos italianos e 93% dos espanhóis e ucranianos que consideram ruins as condições econômicas do seu país.
O mau humor destas populações é maior do que o registrado em lugares com situação ainda mais dura como os territórios da Palestina (77% de visão negativa) e Egito (76% negativos).
Na outra ponta estão os 89% de chineses, 87% de vietnamitas e 85% de alemães que veem sua situação atual como positiva.
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Visão da economia
|
Boa
|
Ruim
|
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China
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89%
|
6%
|
|
Alemanha
|
85%
|
15%
|
|
Estados
Unidos
|
40%
|
58%
|
|
México
|
40%
|
60%
|
|
Brasil
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32%
|
67%
|
|
Itália
|
3%
|
96%
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Maiores preocupações
Em 6 das 10 economias avançadas, a falta de emprego é considerada o principal desafio econômico. Já em 18 entre 25 emergentes, a alta dos preços é a maior preocupação.
No Brasil, 85% consideram a inflação "um grande problema", bem acima da taxa dos que se preocupam com falta de emprego (72%), o fosso entre pobres e ricos (68%) e a dívida pública (56%).
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Consideram "grande
problema"
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Preços em alta
|
Falta de emprego
|
Desigualdade
|
Dívida Pública
|
|
Brasil
|
85%
|
72%
|
68%
|
56%
|
|
Turquia
|
74%
|
70%
|
74%
|
68%
|
|
Espanha
|
68%
|
93%
|
74%
|
75%
|
|
Japão
|
31%
|
45%
|
28%
|
67%
|
|
Venezuela
|
89%
|
83%
|
59%
|
72%
|
|
Estados
Unidos
|
53%
|
54%
|
46%
|
63%
|
Futuro
Em relação aos próximos 12 meses e na mediana dos 44 países, 46% acham que a economia vai melhorar, 20% que ela vai continuar igual e 20% que ela vai piorar.
No Brasil, 63% esperam melhora, 22% veem a situação igual e 15% esperam piora. Os americanos estão divididos de forma quase exata entre as três posições.
Os mais esperançosos com esse futuro próximo são os chineses (80%) e peruanos (77%) - de forma geral, a América Latina e a África esperam melhora, um otimismo compartilhado com apenas um em cada 4 europeus.
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Situação nos próximos
12 meses
|
Vai melhorar
|
Vai ficar igual
|
Vai piorar
|
|
Japão
|
15%
|
54%
|
29%
|
|
França
|
17%
|
35%
|
48%
|
|
Líbano
|
20%
|
33%
|
46%
|
|
Estados
Unidos
|
35%
|
33%
|
30%
|
|
Brasil
|
63%
|
22%
|
15%
|
|
Colômbia
|
70%
|
16%
|
13%
|
|
China
|
80%
|
15%
|
2%
|
