João Pedro Caleiro
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São Paulo - A inflação de julho aliviou um pouco em relação aos últimos meses: foi de 0,62%, a menor desde novembro.
Dos 9 grupos monitorados pelo IBGE, 6 caíram e 3 subiram: mas um deles foi Alimentação e Bebidas, de longe aquele com maior peso no índice.
O grande responsável pela inflação de julho foi a Habitação, que sofreu um impacto forte de reajustes de energia elétrica - especialmente em São Paulo e Curitiba.
Considerando só 2015, 7 meses se passaram e o teto da meta de inflação para o ano inteiro já foi estourado. No acumulado de 12 meses, ela já está perto dos dois dígitos: 9,56%, maior número há quase 12 anos, desde novembro de 2003.
O Banco Central conta agora com o impacto da alta de juros e da recessão econômica para forçar uma queda histórica em 2016. Por enquanto, o mercado não acredita que isso será suficiente para levar o IPCA para o centro da meta.
Clique nas fotos para saber a alta e o impacto em julho de cada um dos grupos que compõe o IPCA:
• Habitação: alta de 1,52% com impacto de 0,24 ponto percentual
• Transportes: alta de 3,75% com impacto de 0,71 ponto percentual
• Alimentação e Bebidas: alta de 0,65% com impacto de 0,16 ponto percentual
• Artigos de Residência: alta de 0,86% com impacto de 0,04 ponto percentual
• Vestuário: queda de 0,31% com impacto negativo de 0,02 ponto percentual
• Saúde e Cuidados Pessoais: alta de 0,84% com impacto de 0,09 ponto percentual
• Educação: sem alta e sem impacto
• Comunicação: alta de 0,30 com impacto de 0,01 ponto percentual
• Despesas Pessoais: alta de 0,61 com impacto de 0,07 ponto percentual

