domingo, agosto 09, 2015

Os números (além do Datafolha) que apavoram o governo

Talita Abrantes
EXAME.com 

Dilma Rousseff

São Paulo – Nem mesmo o ex-presidente Fernando Collor de Mello, afastado do cargo em 1992, chegou a um nível tão elevado de reprovação quanto ao patamar alcançado por Dilma Rousseff (PT) na última pesquisa do Datafolha, divulgada nesta quinta-feira.

Ao todo, 71% das pessoas consultadas pelo levantamento consideram o governo da petista como ruim ou péssimo. Collor, em seu pior momento, atingiu 68% de respostas negativas.

Para 66% dos entrevistados, a Câmara dos Deputados deveria abrir um processo de impeachment contra Dilma. Até o momento, ao menos três cenários conspiram para o afastamento da presidente . 

No entanto, esses dados são apenas a ponta do iceberg do tamanho dos problemas que puxam a reputação da petista para o fundo do poço. Veja, nos slides, outros números que revelam o tamanho da encrenca que ronda o governo Dilma neste segundo mandato. 

257 Deputados são suficientes para abrir a sessão de análise das contas do governo na Câmara. Para rejeitá-las basta metade mais um dos presentes vote contra Dilma; 

2 Partidos deixaram a base aliada nesta semana. Juntos, o PDT e o PTB congregam 44 deputados federais;

R$ 2,5 bilhões é o impacto anual para as contas da União da proposta que equipara os salários dos advogados da União a 90% dos ganhos dos ministros do STF. O texto foi aprovado nesta semana na Câmara;

R$ 9,0 bilhões é o impacto anual para as contas da União da correção das aposentadorias pelo salário mínimo – paira o risco do Congresso derrubar o veto da presidente à proposta; 

- 1,8% é quanto o Banco Central projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil irá cair em 2015 (cfe Relatório de Mercado Focus de 03/08/2015);

Mais de R$ 3,50 é quanto o dólar está sendo negociado desde a última quarta-feira, quando o valor pela primeira vez em 12 anos;

16° é a posição que o cargo da Presidência da República ocupa na lista das 18 instituições mais confiáveis no país. No ano passado, Dilma ocupava a 5° colocação no mesmo ranking (Fonte: IBOPE);