Redação
Diário do Poder
José Antônio de Jesus foi condenado por Moro a 12 anos e 6 meses por corrupção e lavagem
Foto: Vagner Rosário/Veja)
Os procuradores afirmam que foram encaminhados ilicitamente mais de
R$ 1,5 milhão de reais para contas bancárias de familiares do engenheiro.
O Ministério Público Federal (MPF) apelou da sentença dada pelo juiz Sérgio Moro ao engenheiro José Antônio de Jesus, ex-gerente da Transpetro, condenado em ação penal que investiga esquema de corrupção na subsidiária da Petrobras. Na sentença apresentada em junho, Moro condenou Jesus a 12 anos e 6 meses por corrupção e lavagem de dinheiro. Além do ex-gerente da Transpetro, foram condenados os empresários Luiz Fernando Nave Maramaldo e Adriano Silva Correia.
No entanto, o MPF quer a condenação de Jesus por 249 crimes de lavagem de dinheiro. Os procuradores afirmam que foram encaminhados ilicitamente mais de R$ 1,5 milhão de reais para contas bancárias de familiares do engenheiro.
Ao fazer a apelação da sentença neste caso, o MPF não levou em conta o uso da continuidade delitiva – que tem o objetivo de não ocasionar sanções consideradas demasiadamente severas contra um condenado. Para os procuradores, as movimentações financeiras são independentes e devem ser levadas em conta de forma individual.
“A maioria das operações realizadas em benefício de familiares de José Antônio foi fracionada em valores inferiores a R$ 5 mil. Trata-se, pois, de conhecido meio de ocultação e dissimulação de dinheiro ilícito utilizado pelos apelados a fim de evitar que as operações fossem rastreadas pelos órgãos de controle e, com isso, descobertos os crimes por trás das transferências bancárias”, enfatizam os procuradores.
