sexta-feira, maio 22, 2020

10 milhões de pessoas ainda aguardam análise do auxílio emergencial

Marília Almeida
Exame.com

Entre elas, a maioria passa pela segunda ou terceira análise. Apenas 2 milhões se referem a cadastros novos

(Andre Coelho/Getty Images)
Fila da Caixa no Rio de Janeiro: cadastros em análise corresponde a 10% do total 

No início do calendário de pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial, após quase um mês e meio do início dos cadastros, cerca de 10 milhões de trabalhadores ainda aguardam a aprovação do benefício.

É o que disse o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em coletiva transmitida nesta terça-feira (19). “O número corresponde a 10% do total. Dos 100 milhões que pediram o benefício, 60 milhões foram aprovados, 30 milhões tiveram o auxílio negado e 10 milhões estão em análise”.

Dos 10 milhões de cadastros atualmente em análise, Guimarães aponta que cerca de 2 milhões se referem a cadastros novos, enquanto o restante passam pela segunda ou terceira análise. “Não temos resposta sobre até quando serão analisados. A homologação depende do Ministério da Cidadania”.

O executivo esclareceu que todos os trabalhadores que tiverem cadastros validados e aceitos receberão as três parcelas do auxílio, não importa quando. “Vamos receber cadastros até o dia 3 de julho. Os novos já diminuíram bastante”.

Quem tem o cadastro negado não pode refazer o pedido. “O cadastro pode ser negado em definitivo. Não tem jeito, a lei é clara: quem recebeu mais de R$ 28 mil em 2018 e faz parte de uma família que ganha mais de três salários mínimos, não tem direito ao auxílio”.

O executivo citou uma situação específica. Quem ficou desempregado após o dia 2 de abril pode ter de esperar a atualização da situação na Receita Federal. “A Receita tem um tempo para validar a nova situação”.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:

Nesta edição, teremos um texto mostrando a verdadeira face deste governo. Acreditem que estes 10 milhões que aguardam na fila, são os que realmente precisam, estão sem renda e sem emprego, e passam fome. Agora, liberar o auxílio para mais de 70 mil militares além de servidores públicos, classe média  e políticos, para estes não tem fila e são exatamente os que não precisam, mas não se envergonham de roubar seu próprio país. E acreditem: poucos devolverão os que conseguiram fraudar os “tais controles” além de burlarem as análises da Dataprev. 

Mas os que esperam e realmente sofrem as piores consequências da pandemia, fora os infectados e mortos,  Paulo Guedes com um consolo de R$ 200,00.  Triste país que dá as costas para o seu povo mais necessitado e enche os bolsos dos canalhas e pervertidos do serviço público.