Comentando a Notícia
As atitudes e falas de Bolsonaro, antes, durante e depois da reunião ministerial de 22.04.2020, em conjunto com as suas reações após a liberação do vídeo pelo STF, deixa muito claro uma coisa: Bolsonaro e seus asseclas costuram tentativa de golpe de estado. Vão forçar, a qualquer custo, uma ruptura institucional, jogando a sociedade contra suas instituições.
São bravatas, teorias absurdas de conspiração, mentiras no atacado, inimigos fantasmas, além da forma agressiva e estúpida com que ataca imprensa, os poderes Judiciário e Legislativo, governadores, prefeitos, todas as instituições democráticas, a forma autoritária e ríspida com que tenta interferir em órgãos de Estado,. A democracia deu a Bolsonaro o poder que ele agora, com soberba e arrogância, tenta usar o mesmo poder para destruí-la.
É impressionante as manifestações lastimáveis de vários de seus ministros, sem falar da atuação pífia a frente dos ministérios que comandam , e que aos berros, com ofensas e ataques absurdos, tentam esconder sua incompetência e idiotice. Num governo sério e decente, tipinhos ordinários como Ricardo Salles – Meio Ambiente, Damares – Direitos Humanos(?), Ernesto Araújo – Relações Exteriores, Abraham Wientraub – (des)Educação, não serviriam nem para servir cafezinho, quanto mais para ocuparem o cargo de ministros. São verdadeiras mulas com pose de sábios e que, na base de agressões e mentiras, tentam ocultar suas desqualificações.
Salles trava uma dura batalha para destruir principalmente a floresta amazônica. Ernesto luta contra qualquer respeito que uma diplomacia comprometida com o interesse do país, deve guardar em relação aos nossos parceiros internacionais. A única coisa que este imbecil faz é ficar de quatro perante Donald Trump.
Weintraub é um rematado jumento que sequer domina a língua-mãe.
Damares adora contar histórias, com um impressionante acervo de mentiras e fantasias que utiliza para encaixar suas teses obcurantistas.
Houve um momento que este ministério do absurdo montado por Bolsonaro, até aparentava seriedade e rumo técnico. Porém, com as saídas de Mandetta e Sérgio Moro, e a aliança espúria costurada com o Centrão, jogou não só a seriedade e tecnicalidade par o espaço, mas levaram junto a responsabilidade e a decência.
Na retaguarda, os três filhos insuflados pela bestialidade do débil mental Olavo de Carvalho, foi montado um bem azeitado bunker de destruição de reputações e produção em série de mentiras, as chamadas fake news (comportamento bem fascista). Qualquer crítica e crítico ao governo é rebatido com notinhas mentirosa nas redes sociais com o objetivo de matar o mensageiro.
Pelas mesmas redes sociais, inflama-se uma turba de idiotas úteis a bradarem chamadas antidemocráticas e inconstitucionais. O imbecil vai lá estende uma faixa pedindo a volta do AI-5, coisa que o jumento nem sabe do que se trata. Mas para incensar o “mito”, vale até pedir intervenção militar (o jumento não viveu na ditadura nasceu depois dela), pede fechamento do Congresso e do STF, ignorando que são estes poderes que dão sustentáculo à democracia que lhes garante o direito de serem imbecis na máxima potência. Nas ditaduras, civis ou militares, o único direito que você tem é o de não ter direito algum.
Bolsonaro e sua trupe se vale da imensa ignorância e analfabetismo de um bando de desvairados para fazer IBOPE e , assim, dar sequência ao seu poder imperial de fechar o Brasil para o mundo. Tanto é que ele próprio afirmou que só sai do governo em janeiro de 2027 e diz isto esquecendo que sequer chegou à metade de um primeiro mandato. Como afirmei em outro texto, seria bom que ele se preocupasse, primeiro, em chegar como presidente em 31 de dezembro de 2022.
Da mesma forma que criticamos e condenamos o aparelhamento danoso praticado pelos petistas em todas as esferas de poder federal, também é preciso condenar o aparelhamento praticado por Bolsonaro nas mesmas esferas substituindo técnicos de carreira por militares sem experiência, formação e qualificação para os cargos em que estão jogados. É o que se vê, por exemplo, acontecendo no Ministério da Saúde.
Quando olhamos para ministérios como o da Educação e Meio Ambiente, o que vemos é a política da terra arrasada, Está em curso na Educação a política do embrutecimento da inteligência das novas gerações, tirando-lhes a capacidade de pensar, de serem críticos, de terem bom senso e equilíbrio emocional adequados para suas formações profissionais. No Meio Ambiente joga-se no lixo toda a construção de leis, regras e instrumentos regulatórios no sentido de preservação da natureza. O que se constata com o que se passa na Amazônia é intolerável. Estão destruindo um patrimônio que mantém equilibrado o regime climático do Brasil e a consequência ruinosa serão bruscas mudanças no regime de chuva e perdas irreparáveis de área hoje agricultáveis, além de apodrecerem os mananciais hidrográficos que dão regularidade ao regime de chuvas, indispensáveis para a nossa soberania agrícola.
A jumenta que comanda a pasta dos Direitos Humanos entende que defender os valores da família é querer fazer com que o mundo dê um giro de 180º na sua evolução retornando aos valores vigentes do século 19. Você defende os valores fazendo-os evoluir e não retroagindo ao tempo pré-histórico das cavernas.
Mas não se vá concluir que o governo Bolsonaro seja apenas estes pequenos detalhes de estupidez e atraso.. Ele é muito mais do que isso e está firmemente empenhado em destruir a construção de 500 anos para, em seu lugar, erguer um castelo imperial de onde ecoa a voz e emana o poder do mito. A nota distribuída nesta sexta-feira, pelo general Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, não foi um ato isolado do general. Todo o gabinete presidencial dela teve ciência antes de sua distribuição. E não apareceu ninguém para condená-la e pedir por seu cancelamento. Foi feita de coisa pensada e articulada para servir como uma ameaça clara ao estado democrático de direito e suas instituições. E tanto é assim que foi redigida a partir até de uma falsa informação sobre ato do ministro Celso de Mello, mas trazendo nas entrelinhas o tom de desafio ao descumprimento do regramento legal do país.
Como afirmei ao comentar aquela nota lamentável tanto quanto estúpida, civis e militares, instalados no poder, precisam entender que o Brasil dos nossos dias, não é mais um quartel das Forças Armadas dominado pela força de generais, tampouco transformou-se em uma república do tipo Venezuela onde Maduro solta suas milícias para instalar o medo, o terror e amordaçar seus opositores, se preciso, à bala. E se alguém conhece um pouco de história recente, há de identificar que por aqui tenta-se seguir o mesmo roteiro de desmanche institucional.
As esquerdas comandadas pelo PT, tentaram por 13 anos instaurar o mesmo regime bolivariano, claro que com algumas adaptações tupiniquins. Foram alijados do poder por conta de sua ambição em vingar um projeto de poder permanente, sufocando qualquer resistência. Bolsonaro e seus asseclas cumprem e seguem idêntico caminho, utilizando-se das mesmas armas e ferramentas, com o acréscimo que aparelhar o poder com militares, achando que todas as Forças Armadas haverão de lhes dar guarida.
O que eles não esperavam é que havia uma pedra no caminho, uma pedra invisível e letal chamada coronavírus. Quando vemos o desespero com que parte da equipe econômica atua para deixar de socorrer pessoas e empresas neste momento de crise, agindo para manter os postulados da economia como se nada de anormal estivesse acontecendo, vê-se ali a preocupação de manter tudo no lugar para que a economia impulsione uma pretensa reeleição de Bolsonaro, o que garantiria a continuidade de seu projeto demoníaco de poder.
Quando vemos o pouco caso com que o governo enfrenta a pandemia, ridicularizando seus efeitos danosos para a saúde das pessoas, indo contra conhecimentos científicos, quando percebemos a insensibilidade com que tratam a dor e sofrimento das famílias perdendo entes, sem o humano e sagrado direito de uma despedida final, isto é revoltante.
Mas a natureza se rege por suas próprias leis e a vida humana a ela está atrelada. Colhemos o que plantamos, e este bando de imbecis não perde por esperar. As sociedades até aceitam por um certo tempo viverem sob um a total apatia, sem poder de reação aos desmandos do poder. As pessoas, mais preocupadas com seu dia a dia, pouco importância dão aos descaminhos com que o poder instalado desgoverna seus destinos. Mas esta dormência não é eterna. Assim foi com o reinado do PT. Porém, cedo ou tarde, mesmo que muito lentamente, esta dormência acaba, e lentamente no horizonte o sol vai voltando a brilhar e despertando novas consciências. Este movimento clareia as mentes entorpecidas e elas passam a renunciar e reagir às ações destes governantes cheios de soberba e arroubos arrogantes e totalitários. É quando começa nova colheita e põem-se por terra todos os desatinos cometidos.
Talvez este imperialismo autoritário de Bolsonaro e sua turma até vinguem no Brasil por algum tempo, mas não por todo o tempo., pois tão certo é que não há bem que dure, tampouco há mal que não acabe. O poder, concentrado em único indivíduo ou grupo não é eterno. Um dia ele vira pó. Porque a única coisa insuportável de se ter no poder, é uma família real miliciana e autoritária...
