domingo, dezembro 05, 2021

Paulo Guedes enfim admite “forte desaceleração” na economia brasileira em 2022

 Fernanda Strickland e Tainá Andrade, Correio Braziliense

Tribuna da Internet

Charge do Nando Motta (Arquivo Google)


Após um resultado desanimador do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro semestre, confirmado pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o ministro Paulo Guedes admitiu que a economia brasileira está em recessão técnica, com dois trimestres de queda consecutiva, e que haverá uma “desaceleração forte” no próximo ano.

“A Faria Lima, os banqueiros estão prevendo crescimento menor. É natural, é do ângulo de visão de financistas. É claro que vai haver desaceleração forte, porque os juros estão subindo. A inflação subiu. De novo, estamos fazendo a coisa certa. O importante não é a previsão, é fazer a coisa certa”, declarou o ministro da Economia, durante participação no encontro Anual da Indústria Química.

DESPOLITIZAÇÃO – Guedes também comentou que o governo fez uma “despolitização” da moeda ao aprovar a autonomia formal do Banco Central (BC). “De um lado, temos um fator de desaceleração, que é a atuação do Banco Central combatendo a inflação, mas, de outro lado, temos um fator de sustentação do crescimento, que é a taxa de investimento”, afirmou.

O ministro disse, ainda, que a taxa de investimentos em relação ao PIB atingiu 19,4% no terceiro trimestre e deve caminhar para 20% em 2022. Ele culpou a estiagem pelos resultados negativos da agricultura, que teve uma queda de 8% em relação ao trimestre anterior e de 9% com relação ao mesmo período do ano passado — o que causou um impacto de 0,5 ponto percentual no recuo do PIB.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGGuedes, além de fracassar como condutor da política econômica, é também um mau brasileiro, como disse economista Carlos Lessa em relação ao então ministro Guido Mantega. O fato mais concreto, em relação a Guedes, é não acreditar nos resultados do próprio trabalho e depositar sua fortuna em paraíso fiscal, para obter ganhos cada vez que o real se desvaloriza. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, está na mesma situação, porque quem sai aos seus não degenera, diz o velho ditado. Ele é tão brasileiro quanto o avô, com quem trabalhei e era chamado de Bob Fields. (C.N.)